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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Câmara aprova projeto que anistia bombeiros

Projeto de lei concede anistia para os bombeiros de cinco estados que participaram de movimentos grevistas por melhoria salarial

A Câmara aprovou na noite de hoje, em votação simbólica, projeto de lei que concede anistia para os bombeiros de cinco estados que participaram de movimentos grevistas por melhoria salarial. A proposta vai agora para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O projeto anistia de infrações previstas no Código Penal Militar e no Código Penal os bombeiros do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, Alagoas e do Sergipe.

O projeto aprovado na Câmara se baseia na Lei 12.191, de 13 de janeiro de 2010, que concedeu anistia aos bombeiros de oito estados (Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará e Santa Catarina) e do Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios. A proposta original aprovada no Senado previa a anistia apenas para os bombeiros do Rio de Janeiro.

Em 4 de junho, 439 bombeiros do Rio foram presos depois de ocuparem o quartel general da corporação, no centro da cidade. "O projeto do Senado era igual ao meu, mas lá foram acrescentados outros estados", explicou o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto aprovado ontem na Câmara.

Mesmo com a anistia aprovada hoje, os bombeiros ainda terão de responder por motim e danos, segundo o Tribunal de Justiça do Rio. O comandante da corporação, Sérgio Simões, que acumula o cargo de secretário estadual da Defesa Civil, já avisou que as punições administrativas também serão aplicadas.

sábado, 17 de setembro de 2011

Em defesa de melhores salários, bombeiros se revezam em acampamento em frente à Alerj

Rio de Janeiro – Um grupo de 50 bombeiros militares se reveza diariamente em um acampamento improvisado com barracas de campanha em frente às escadarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), reivindicando melhores condições de trabalho e piso salarial líquido de R$ 2 mil.

Os bombeiros também defendem o fim das gratificações, que podem ser retiradas a qualquer momento e não incidem sobre o salário, no momento da reforma do militar. Além disso, os inativos, reformados, pensionistas e os afastados por licenças médicas não recebem a gratificação.

Segundo o governo do estado, hoje o valor do piso salarial de um bombeiro militar é R$ 1.935 reais. Um dos líderes do movimento SOS Bombeiros, o cabo Adhemar Baltar, que está acampado nas escadarias da Alerj, diz que o governo incluiu nesse total, “o pagamento de R$ 100 de auxílio transporte e de R$ 350 de gratificação.”

Segundo ele, as duas vantagens podem ser retiradas a qualquer momento do contracheque pois não são consideradas salário real.

O cabo Baltar disse que os 22 mil bombeiros militares ativos e inativos de todo o estado vão se reunir em uma assembleia geral na próxima sexta-feira (23), no Clube dos Portuários, para definir os próximos passos do movimento.

A reivindicação dos bombeiros por melhores salários e condições de trabalho começou no dia 3 de junho, quando cerca de 2 mil militares invadiram o Quartel Central da corporação, no centro da capital fluminense. A ação resultou na prisão de 439 deles no dia seguinte, por tropas do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, para acabar com a ocupação do pátio do quartel.

Fonte: JB (Douglas Corrêa) Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Justiça manda soltar os líderes dos bombeiros

Rio - O Plantão Noturno do Tribunal de Justiça concedeu liminar para os líderes dos bombeiros, cabo Benevenuto Daciollo e capitão Alexandre Marchesine, na madrugada desta quinta-feira. Eles estavam presos desde a madrugada de quarta-feira no Grupamento Especial de Policiamento (Gepe), em Benfica, por desobediência ao código militar, quando pretendiam acampar em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio.

Os defensores públicos Luís Felipe Drummond e Daniel Lozoya alegaram ao plantão noturno do TJ que as prisões foram ilegais. A tese dos defensores diz que a ordem de prisão viola o direito de ir e vir e o direito de reunião, previstos na constituição. A alegação contesta a versão do comando do Corpo de Bombeiros que alegou prática de crime militar de desobediência. Fonte: O Dia

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

RJ - Cabral manda prender líderes dos bombeiros

SOS Bombeiros - Cb BM Daciolo e Cap BM Marchesini estão presos - Todos para a ALERJ
Bombeiros seguem acampados em frente à Alerj, dizem manifestantes

Após protesto, dois líderes do movimento foram presos no Palácio Guanabara.
Uma nova manifestação deve acontecer nesta quarta-feira (14)

Cerca de 150 bombeiros seguem acampados nesta quarta-feira (14) em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Centro do Rio. As informações são de um dos porta- vozes do movimento "S.O.S Bombeiros", cabo Pedro Ivo. Uma equipe do 5º BPM (Praça Harmonia) está no local para assegurar que não haja tumulto.

Dois presos
Na terça-feira (13), os bombeiros fizeram um protesto em frente ao Palácio Guanabara, na Zona Sul. Segundo Pedro Ivo, os manifestantes chegaram a acampar em frente à sede do Governo do Rio, mas, após um pedido do comando da corporação, eles decidiram retornar e acampar em frente à Alerj. Apenas dois bombeiros permaneceram no Palácio: o cabo Beneveluto Daciolo e o capitão Alexandre Marquesini, dois líderes do movimento. Segundo o porta-voz, eles foram presos.
"Chamaram os dois no Palácio para conversar. Lá dentro foi dada voz de prisão para eles", disse Ivo, que disse não ter informação sobre o motivo da prisão.

Por volta das 4h40 desta quarta-feira (14), os dois bombeiros chegaram ao Grupamento Especial Prisional (GEP), em Benfica, na Zona Norte. As informações são de bombeiros que trabalham no local. Segundo eles, os dois manifestantes chegaram tranquilos e foram dormir.

De acordo com Pedro Ivo, ainda nesta quarta-feira (14), uma nova manifestação deve acontecer em frente à Alerj. Segundo ele, bombeiros de vários quartéis do estado devem comparecer ao protesto.

sábado, 10 de setembro de 2011

Policiais civis vão fazer operação padrão em busca de aumento salarial

Policiais civis vão fazer operação padrão em busca de aumento salarial
Sindicato afirma que policiais podem radicalizar, assim como fizeram os bombeiros

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol) organiza uma operação padrão para pressionar a Secretaria de Segurança Pública a atender as reivindicações do movimento. A ação, batizada de Operação Cumpra-se a Lei, promete mobilizar os agentes da corporação para cumprir todos os procedimentos determinados pela legislação brasileira. O sindicato, inclusive, já distribuiu um panfleto e uma cartilha para orientar a atuação dos agentes.

"Essa é a maneira que encontramos de pressionar o governo a nos receber. Vamos exigir, por exemplo, a presença de delegados , o que é obrigatório em muitas das atividades da polícia e normalmente não é feito no Rio de Janeiro", explica o comissário Fernando Antônio Bandeira, presidente do Sindpol. Fonte: Jornal do Brasil (Igor Mello)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bombeiros protestam durante desfile no RJ

Grupo de soldados com faixas e cartazes em protesto contra o governo do Estado; governador e prefeito do RJ debandaram.

Soldados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizaram um protesto nesta quarta-feira, durante o desfile cívico-militar que comemora o Dia da Independência na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, segundo informações da repórter Liliane Guimarães, da BandNews FM.

Os soldados se posicionaram em frente à arquibancada onde deveriam estar o governador, Sérgio Cabral, e o prefeito, Eduardo Paes, que cancelaram a ida ao evento sem dar explicações. Os bombeiros seguraram faixas e cartazes em protesto contra o governo do Estado.

O grupo estava no local desde o início da manhã. Eles cantaram o hino da corporação e receberam apoio das pessoas que foram assistir ao desfile. Homens do Batalhão de Choque fizeram a segurança no local. Mas a manifestação dos soldados do Corpo de Bombeiros seguiu pacífica. Fonte: Blog Sgt Evaldo - Bahia

Foto: Liliane Guimarães/BandNews FM
Marielly Campos noticias@band.com.br

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Governo não vai reprimir protestos de PMs no RS

Tarso Genro nega crise na Brigada Militar e diz que existe interesse em atingir o PT

A queima de pneus em rodovias gaúchas como forma de protesto de policiais militares que reivindicam maiores salários levou o Palácio Piratini a se manifestar nesse domingo. Em entrevista ao Correio do Povo, o governador Tarso Genro afirmou que manterá a suspensão das negociações, mas assegurou que em hipótese alguma ordenará o início de ações violentas de repressão. Ele criticou de forma veemente “setores da mídia” que estariam tentando levar o episódio para o campo político, com a imputação de responsabilidades a partidos como o PT de Tarso. Ele condena as afirmações de que petistas estariam envolvidos com os protestos criminosos, caracterizando o chamado fogo amigo. Veja abaixo os principais trechos da entrevista:

Correio do Povo – O senhor pretende tomar alguma medida enérgica para coibir os atos atribuídos a policiais militares gaúchos?
Tarso Genro - O que estamos vendo é que uma parte da mídia reproduz informações marcadamente de interesse político. Está se tentando, como eu tinha previsto em reuniões internas do governo, colocar em primeiro plano essa questão como se fosse algo do nosso partido, o Partido dos Trabalhadores. Eu disse que estava sendo preparado algo que acabaria culpando o PT. Nós sabíamos, já tínhamos levantado os nomes das pessoas envolvidas, e agora acabou vazando. Isso é normal. Mas colocam indicando que é fogo amigo, inclusive envolvendo de maneira malévola o nome do governador Olívio Dutra.

CP - E quais seriam os objetivos?
Tarso – Isso é o mesmo esquema de montagem política que elegeu o governador (Germano) Rigotto. Depois, não satisfeitos com o Rigotto, porque ele não cumpriu tarefas que pretendiam dar a ele, e daí elegeram Yeda (Crusius). Esse bloco de pensamento político tem muita força dentro da mídia e é esse mesmo bloco que passa informação para a mídia. Só que em vez de informação, se tenta incriminar o PT ao dizer que é fogo amigo. Isso de partidos não tem nenhuma fundamentação. Esses delitos são cometidos por indivíduos. A tentativa de incriminar partido é reproduzir preconceito contra partido, especialmente contra o PT, como se os partidos estivessem fazendo conspiração. Trata-se de pessoas que estão cometendo ilegalidades.

CP - Como o governo do Estado irá conduzir essa situação de conflito?
Tarso - Não vamos tomar nenhuma atitude arbitrária, não vamos desqualificar o movimento e não vamos colar esse tipo de coisa na Brigada Militar ou nas suas representações. Nós suspendemos as negociações com a Abamf não porque ela está fazendo isso, mas porque ela manifestou apoio a essas manifestações. Isso não nos impede de retomar as negociações mais tarde. Não estamos culpando as entidades, não achamos que haja crise na BM. São apenas pessoas que estão tomando atitudes radicais e cometendo delitos comuns. E assim serão tratados. O nosso serviço de inteligência está tomando medidas para que essas pessoas sejam responsabilizadas judicialmente. Não vamos misturar isso com as negociações.

CP – Na sexta-feira o senhor viajou a Brasília com a presidente Dilma Rousseff. O que trataram?
Tarso – Despachamos sobre temas de interesse do Estado. A presidenta me pediu uma análise para saber se efetivamente mudou a relação federativa entre o Estado e a União. Ela quer cumprir de maneira plena esse compromisso. Eu mostrei cinco pontos que comprovam que as coisas mudaram. E agradeci. A União colocou R$ 1 bilhão para regular o preço do arroz no RS. Houve remessa de R$ 103 milhões para financiar a pesquisa. Temos a nova rede de institutos federais tecnológicos, cuja localização foi determinada por ela. Outro ponto foi a presença na Expointer e o compromisso que ela assumiu de trabalhar com o governo estadual pela reestruturação material da Expointer nos próximos anos. E também a renegociação da dívida dos estados com a União através dos swaps.

Porto Alegre registra segundo protesto de PMs

O segundo protesto de policiais militares (PMs) em Porto Alegre foi registrado na madrugada desta segunda-feira. Uma barreira com cinco pneus queimados foi montada na estrada João Antonio da Silveira, bairro Restinga, zona Sul da Capital. Uma faixa com os dizerers “Socorro povo gaúcho. Não sou corrupto. Só quero salário digno”, foi deixada no local.

Avenida de Alvorada é bloqueada com barreira de pneus

Protesto de PMs também foi registrado em Porto Alegre

A avenida Getúlio Vargas, na entrada de Alvorada, na Região Metropolitana, foi interrompida por uma barreira de cerca de 30 pneus com fogo, por volta das 2h desta segunda-feira. Segundo a Brigada Militar, os bombeiros foram ao local e liberaram a pista após 20 minutos. Apesar de ser uma das vias mais importantes da cidade, não houve problemas no trânsito por causa do horário em que ocorreu o protesto. Uma faixa com a frase “PM$ 386 é uma vergonha. Reajuste já. Pior salário do País” foi deixada na área, assim como um boneco fardado, imitando um policial.
Na Capital, cinco pneus queimados interromperam a estrada João Antonio da Silveira, bairro Restinga, zona Sul, durante a madrugada. Uma faixa com os dizeres “Socorro povo gaúcho. Não sou corrupto. Só quero salário digno” estava no local. As chamas foram combatidas pelos bombeiros e, assim como em Alvorada, a barreira não chegou a comprometer o trânsito.
Os protestos fazem parte de uma série de ações atribuídas aos PMs para reivindicar melhores salários para a categoria. O índice oferecido pelo governo foi de 11,5%, sendo que mais da metade do percentual já foi concedida em março: 6,32%. Na semana passada, a Casa Civil e outras secretarias do Estado fizeram reunião com entidades de classe. No entanto, o governo informou que não apresentará nova proposta enquanto não cessarem as manifestações, que o governador Tarso Genro chamou de vandalismo. Contudo, ele assegurou que não ordenará o início de ações de repressão.

Fonte: Correio do Povo, ABAMF

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Protestos chegam à Capital: PMs colocam fogo em pneus na Avenida Mauá, no Centro

Protestos chegam à Capital: PMs colocam fogo em pneus na Avenida Mauá, no Centro
Uma das faixas encontradas no local fazia referência ao governador Tarso Genro

Os protestos de policiais militares por melhores salários chegaram à Capital na madrugada desta quinta-feira. Uma série de pneus foram queimados na Avenida Mauá, esquina com a Rua Carlos Chagas, no centro de Porto Alegre, por volta de 2h30min.

Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), duas faixas laterais ficaram bloqueadas no local e o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas. Foram encontradas duas faixas com manifestações dos oficiais. Em uma delas, os dizeres: "Governador: chega de esmola. Salário digno já".


Uma das faixas ameaça: "A Brigada vai parar"
Foto: Lauro Alves

A onda de bloqueios de rodovias com pneus em chamas aumentou a tensão em torno da negociação salarial entre governo e a entidade que representa os soldados da Brigada Militar.

Depois de apoiar sete protestos e acertar uma trégua, a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa servidores de nível médio da BM, perdeu o controle sobre os incendiários que voltaram a trancar estradas.

Na sexta-feira, em reunião no Piratini, o presidente da Abamf, Leonel Lucas, empenhou a palavra, garantindo o fim das manifestações, pelo menos, até o próximo encontro com o governo, agendado para a tarde de quarta-feira.

Outros ataques:

Um protesto interrompeu parcialmente o trânsito em uma rodovia do Estado. Na madrugada de quarta-feira, em Rosário do Sul, na Região Central, pneus foram queimados no km 471 da BR-158 (Rosário do Sul-Santana do Livramento). Das 3h20min às 4h, os veículos que passaram pelo local tiveram de usar o acostamento para seguir viagem.


Queima ocorreu no km 471 da BR-158
Foto: Divulgação/PRF

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficou no local monitorando o trânsito até as chamas se apagarem, momento em que os pneus foram retirados da pista. Ao lado da rodovia, foi colocada uma faixa com questionamentos ao governo Tarso Genro a respeito do salário dos policiais militares.

Houve protesto também em São Luiz Gonzaga, nas Missões. Pneus foram queimados na BR-285, no km 565, por volta de 23h30min de terça-feira.

Em Caçapava do Sul, uma faixa foi colocada na terça-feira, na entrada da cidade, também em protesto por melhores salários para os PMs.

A BR-386 ficou completamente bloqueada em Canoas, na Região Metropolitana, por uma pilha de pneus que foram incendiados por volta das 4h de terça-feira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a liberação da pista cerca de 45 minutos depois do incidente.

Em Alegrete, na Fronteira Oeste, o protesto ocorreu no Km 571 da BR-290. A rodovia não chegou a ser bloqueada, mas pneus também foram queimados. Já na BR-471, em Santa Vitória do Palmar, na Região Sul, o bloqueio ocorreu na noite de segunda-feira.

Pneus foram queimados na BR-471, no sul do Estado
Foto: PRF, Divulgação

Na madrugada de segunda-feira, em Lajeado, os bombeiros precisaram ser chamados às 2h20min, no km 337 da BR-386. Sobre parte da via queimavam 10 pneus, obrigando os veículos a trafegarem em meia-pista. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida falava do salário dos policiais militares no Vale do Taquari, remetendo o protesto aos outros feitos no Estado, que reivindicam aumento salarial aos policiais.


Protesto deixou trânsito em meia-pista na BR-386
Foto: PRF, Divulgação

Logo depois da meia-noite, em Santiago, na Região Central, no km 402 da rodovia Santiago — São Borja (BR-287). Os pneus colocados no centro da pista foram queimados, deixando no entanto, passagem pelas laterais para os veículos.


Cartaz de campanha salarial de PMs foi colocado na via
Foto: PRF, Divulgação

Na madrugada da última quarta-feira, três rodovias gaúchas foram alvo de queima de pneus. A autoria das manifestações é atribuída a policiais militares em campanha salarial.

O fogo produzido pela queima de pneus às margens da rodovia Erechim — Concórdia (BR-153) também surpreendeu os motoristas que passavam pela via às 4h30min desta quarta-feira. Ao lado, uma faixa de protesto reclamava do salário pago aos policiais militares.


Fogo não chegou a interromper o trânsito em Erechim
Foto: Alderi Bertuzzi

A rodovia Ivoti — Novo Hamburgo (BR-116) ficou interditada por uma hora, no km 232, em Estância Velha. Os pneus, espalhados por toda a extensão da rodovia pegaram fogo desde as 5h da manhã. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida fazia referência ao piso salarial nacional dos policiais militares.


Pneus foram queimados também em Estância Velha
Foto: PRF, Divulgação

Em Santa Rosa, no noroeste do Estado, pneus foram incendiados por volta das 23h de terça-feira. O fogo provocou bloqueio da ERS-344, no km 46, saída para Giruá. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o trânsito ficou interrompido por cerca de 1h30min. Na entrada da cidade, uma faixa alerta para os baixos salários recebidos pelos policiais militares no Estado.


Faixa foi colocada na entrada de Santa Rosa
Foto: Frani Centenaro

Na última segunda-feira, cerca de 30 pneus foram incendiados na BR-285, em Passo Fundo, no norte do Estado. Faixas alusivas ao salário dos policiais também foram colocadas na via. Manifestação semelhante já havia sido feita em Frederico Westphalen, também no Norte, no dia 4 de agosto. A polícia investiga a autoria dos protestos. Fonte: Zero Hora

Pneus incendiados

Desde o início de agosto, diversos protestos com pneus incendiados têm sido registrados em rodovias gaúchas. Na maioria, faixas alusivas à campanha salarial de policiais militares são colocadas ao lado do fogo. A autoria dos protestos é investigada. Acompanhe no Google Maps

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estado tem 150 dias para regularizar escala de 40 horas

Polícia Militar e Bombeiros // Estado tem 150 dias para regularizar escala

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte tem um prazo de 150 dias para enviar um projeto à Assembleia Legislativa que regularize as escalas dos Policiais Militares e dos Bombeiros, conforme decisão do Tribunal de Justiça (TJ/RN) publicada na última terça-feira. Enquanto isso, o Estado deve estabelecer uma carga horária de 40 horas semanais para esses servidores. Segundo o presidente da Associação dos Praças da PM (Aspra/RN), Eduardo Canuto, a decisão atende a um pleito da categoria pelo direito ao policial trabalhar somente 160 horas mensais. "Alguns chegam a tirar 300 horas de serviço mensal, o que é um absurdo". Segundo o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, ainda está sendo estudado como atender à decisão judicial.

Eduardo Canuto explica que a decisão partiu de um mandado de injunção impetrado pela Aspra. A associação argumentava que não existe uma lei estadual regulamentando a carga horária ao qual o PM é submetido. Enquanto isso, alguns policiais chegavam a cumprir escalas de 24 horas deserviço, com 48 horas de folga, o que para o presidente da Aspra era exorbitante. "O problema dessa escala é a carga de estresse ao qual o policial é submetido. Nesse período o PM fica esgotado e seu atendimento à população é prejudicado devido ao cansaço sofrido". Ele lembra ainda que, segundo a Constituição Federal, o trabalhador pode ser submetido a uma carga máxima de 160 horas semanais.

O acórdão estabelecido pelo TJ/RN, cujo o relator foi o juiz Nilson Cavalcanti, determina que o Estado adeque a carga horária para PMs e Bombeiros para 40 horas semanais assim que for intimado a cumprir a decisão. Eduardo Canuto explica que, ainda que o governo venha a recorrer, tal medida não suspende a decisão. Ele afirma que a Aspra deve conversar com representantes do governo nos próximos dias para discutir a criação do projeto de lei que regulamente a carga, como exigido pelo acórdão.

O comandante da PM no estado, o coronel PM Francisco Araújo Silva, afirma ainda não ter sido informado oficialmente sobre a decisão epor isso prefere não se pronunciar. (Paulo de Sousa) Fonte: Diário de Natal

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Acabou a greve no Piauí

PMs do PI fecham acordo com Estado e encerram paralisações
Categoria volta ao trabalho após se recusar a trabalhar em condições precárias. Acordo salarial foi aprovado.

Após quatro horas de reuniões nesta quarta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI -, policiais e governo chegaram a um acordo e decidiram encerrar os protestos e paralisações. A categoria deflagrou na semana passada a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusaram a trabalhar alegando condições precárias de trabalho. Todos voltam ao trabalho após assembleia geral na noite de hoje.

O reajuste será escalonado de 2012 a 2015, com aumento maior para quem ganha menos. O soldado, por exemplo, terá de 115 a 177% de aumento no período. Já o cabo terá 104% ao todo. Além disso, foi acordada a anistia administrativa dos policiais que tiveram prisões decretadas no movimento, ou terão depois, e a carga horária de trabalho (24X72).

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participaram do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanharam a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).

Reunião entre governo e PMs por fim da "greve" dura 3 horas

Reunião entre governo e PMs por fim da "greve" dura 3 horas
Desembargador Edvaldo Moura é mediador da negociação entre policiais e bombeiros com o governo do Estado.

Desde 16h45min desta quarta-feira (17), policiais e governo se reúnem no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI - em busca de um acordo que encerre os protestos e paralisações da categoria. A categoria deflagrou a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusam a trabalhar desde a semana passada alegando condições precárias de trabalho. Após mais de três horas de reunião, quase todas as pendências foram resolvidas. O único entrave é a carga horária de trabalho.

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com
Representantes do governo reunidos

Policiais e bombeiros discutem as propostas em outra sala

Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o capitão Evandro Rodrigues saiu da sala onde ocorre a reunião anunciando que o acordo de salário foi negociado e firmado, bem como a anistia aos policiais com prisões decretadas durante o movimento e depois dele. A reunião recomeçou por volta de 20h para discutir a carga horária. Enquanto isso, centenas de policiais aguardam o resultado do encontro na Assembleia Legislativa.

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participam do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanham a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).
Atualizada às 19h39min
Houve uma pausa de meia hora às 17h40min na reunião. Cada uma das partes apresentou sua proposta para o fim do impasse. Por conta disso, a reunião foi interrompida para que os líderes de cada um dos lados estudasse o que foi oferecido. Por volta de 18h30min, as conversas foram retomadas. Meia hora depois, nova suspensão. Às 19h30min, a reunião recomeçou.

Fenelon Rocha contou que a proposta do governo seria levada antes dos protestos serem inciados. O reajuste sugerido tem percentuais diferenciados de 2012 a 2015 acima da expectativa de inflação, o que chegaria a 100% de aumento em quatro anos.

Paulo Ivan explicou que os índices foram definidos após comparação com os salários da PM do Piauí com os demais estados e o Distrito Federal, com maior reajuste para quem ganha menos. Além disso, o secretrário frisou que os equipamentos de segurança exigidos já estão sendo adquiridos. "Espero que o bom senso reine", comentou.
O coronel Rubens Pereira informou que os PMs pediram anistia administrativa dos processos que surgiram, surgem e venham a surgir durante o movimento. Ele ainda negou ter determinado a prisão de qualquer policial. "Não determinei a prisão de ninguém. Fiz uma representação de prisão preventiva apenas", disse, sobre o procedimento para oito líderes do movimento.
O capitão Evandro Rodrigues confirmou que os PMs não aceitaram a proposta de reajuste. Eles querem que a primeira parcela do aumento seja em fevereiro de 2012. Ele também informou que tudo só pode ser definido depois de assembleia da categoria e pediu que ninguém comente sobre as propostas apresentadas. Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o secretário Wilson Brandão garantiu a anistia administrativa.
A reunião começou às 16h45min. Antes da abertura do encontro, o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, pediu que policiais militares e gestores busquem de toda forma a solução pacífica para o fim dos protestos. "Queria que nós nos desarmássemos (de espírito) para podermos encontrar uma solução para este impasse", declarou. O magistrado também lembrou ser filho de um militar.

O governador Wilson Martins (PSB) se encontra em Brasília/DF em outros compromissos e pediu que o presidente do TJ intermediasse o acordo.

A imprensa foi autorizada a ficar na reunião por apenas cinco minutos para registro de imagens dos presentes.
Aguarde mais informações

Jordana Cury (especial para o Cidadeverde.com)
Fábio Lima (da Redação)
redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Plano de Cargos e Salários da PM e Bombeiros é apresentado na ALES

Espírito Santo: Foi encaminhado nessa data (16/08) por todas as associações de classe (ASSES, ABMES, ACS e ASSOMES) aos parlamentares componentes da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa um plano de cargos e salários que, após protocolado, foi numerado como Indicação nº 596/2011 de Projeto de Lei Complementar que altera dispositivos das LC 420,de 30.11.2007 e 533, de 29.12.2010, apresentada hoje, em plenário.

veja na íntegra o Plano de cargos e salários da PMES e do Corpo de Bombeiros:



















Força Nacional não dá conta do recado e custa R$ 100 mil por dia no Piauí

Caos na segurança do PI

Wilsão tenta evitar a situação piorar com movimento de PMs
Deputado sergipano afirmou que apresentará um projeto de anistia aos PMs e bombeiros do Piauí

O Governo do Estado realizou uma reunião a portas fechadas, até o final da tarde desta segunda-feira, para avaliar a paralisação das atividades da Polícia Militar e discutir as providências a serem adotadas. O comando do movimento e o deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) estiveram na Assembléia Legislativa para tentar negociar a pauta de reivindicação dos militares.

É que o clima está piorando para a imagem do Governo Wilson Martins. O deputado sergipano, que preside a Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, afirmou que apresentará um projeto de anistia aos PMs e bombeiros do Piauí que estão aderindo ao movimento Polícia Legal, Tolerância Zero. "Vamos pedir a anistia para os atos ocorridos porque trata-se de um movimento pacífico e que busca melhorias de condições de trabalho", enfatizou.

Enquanto o movimento Operação Polícia Legal, Tolerância Zero reforça as manifestações da PM, o Governo se mobiliza para tentar debelar as crises na Segurança Pública. O líder do Governo na Assem-bleia, deputado Kleber Eulálio (PMDB), afirmou que a reunião do comando da PM, da Secretaria de Segurança, ampliada com Secretaria de Administração, Fazenda e Planejamento, visava apresentar propostas para finalizar o movimento.

O governador Wilson Martins pediu um diagnóstico e o monitoramento da situação e uma proposta alternativa para ser apresentada aos representantes dos militares. Ele ordenou a compra de equipamentos, armamentos e coletes para os militares. Wilson Martins ainda determinou a elaboração de um projeto de lei para ser enviado à Assembleia, prevendo o aumento escalonado até 2015 dos salários dos militares. 

O deputado estadual Ismar Marques (PSB) ressaltou que vários aumentos salariais já foram dados à categoria nos últimos quatro anos e confirmou que o governo pretende enviar à Assembleia Legislativa uma proposta de aumento para ser implantado nos próximos quatro anos. "Este ano, já houve aumento dos PMs em maio e nos anos de Wellington tiveram mais de 50% de aumento. A ideia para os próximos quatro anos é dobrar esse percentual de aumento, mas estamos analisando com cautela", explicou. Fonte: 180Graus

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Crise na segurança levanta reflexão sobre papel da polícia

Contrariando a letra da música dos Titãs ("Polícia para quem precisa de polícia"), a sociedade precisa de polícia. Polícia nas ruas, garantindo a segurança do público e do privado, inibindo a ação do crime. A Polícia é uma instituição necessária à ordem. Sem a polícia, a sociedade se vê ameaçada em um dos seus direitos mais sagrados - a liberdade de ir e vir - e em sua própria integridade física. Sem polícia nas ruas, o caos pode se instalar.

A crise por que passa a questão da segurança pública no Piauí leva a reflexões sobre o papel da Polícia e sobre a responsabilidade do Estado de prover a sociedade da segurança que ela, sociedade, precisa. No início da semana passada, a Polícia Militar e os Bombeiros Militares lançaram o movimento "Polícia Legal, Tolerância Zero". Deixaram as ruas, largaram suas funções em protesto à falta de negociações com o Governo e de equipamentos de trabalho. Reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O governo diz que os militares já ganharam 11% de aumento este ano. Que está preparando mensagem a ser encaminhada à Assembleia Legislativa propondo ganhos para a categoria. Que não vai sentar à mesa com os policiais em greve. Pediu a ilegalidade da greve, atendida em despacho do desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho. Solicitou homens da Força de Segurança Nacional ao Ministério da Justiça. Cerca de 120 homens chegaram a Teresina na noite de sábado e madrugada de ontem.

Vão fazer o quê, 120 homens? Policiar algumas ruas da capital enquanto o conflito se mantém. Nas circunstâncias atuais, a Força e Segurança Nacional serve muito mais para dar uma falsa impressão de tranqüilidade, ou para intimidar os militares em seu movimento de revolta, do que efetivamente para dar segurança à cidade.

O governo precisa refletir sobre as ações e medidas a adotar em relação ao movimento. Não basta apenas dizer que não vai negociar com grevistas, convocar homens da Força Nacional, pedir ilegalidade da greve. Mesmo se isso aí tudo resolvesse o problema (o que, evidentemente, não vai acontecer), mesmo assim o sentimento de revolta, de indignação e de rebeldia continuaria no seio policial, podendo eclodir a qualquer momento em atos de indisciplina e de insubordinação no trabalho.

O governo precisa conduzir, com sabedoria, a busca de solução para a crise na Polícia Militar; o comando de greve, por sua vez, precisa entender os limites do movimento. Polícia não é só para quem precisa de polícia (na assertiva dos Titãs, os bandidos e criminosos); Polícia é, sobretudo, para a sociedade.

Autor: Zózimo Tavares (para o 180 Graus)

domingo, 14 de agosto de 2011

O que os policiais e bombeiros querem?

Como diria o poeta “A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro, diversão e arte...!” Mas para nossa Polícia Militar na realidade queremos DINHEIRO SIM!

Mas queremos também o mínimo de estrutura. Não é estrutura para desempenharmos um serviço de excelência, (como divulga o comando da PMPI: “O Estado mais seguro do Brasil!”) mas é o mínimo para não morrermos em combate!

Se o Estado repassou a verba para a PM adquirir o material mínimo que por falta de uma gestão séria não repassou aos soldados, esse não é o mérito da questão, isso é relativo, e ainda dentro dessa teoria faremos uma referência a FORÇA NACIONAL.

Vamos comparar nossas condições com essa tropa de 40 homens que chegou ao nosso Estado a pedido do Cmt. Rubens, que chamou desconhecidos para resolver problema de casa. Isso nos remete a Revolução Francesa onde LOUIS XVI rei da França (1754-1793) teve sua cabeça decepada por convocar exército estrangeiro para combater o exército francês, foi morto por TRAIÇÃO, o que dizer ao nosso nobre comandante? Cortem a cabeça!!

“NENHUM PASSO DAREMOS ATRÁS”

AGOSTO VERMELHO!
UNIÃO, FORÇA E CONSCIÊNCIA.
Por: Policialmilitarpiaui.

Fonte: PEC 300 - Bahia (SGT EVALDO)

Piauí: Coronel que atropelou policial está foragido.

Policial é atropelado por viatura  da PM
Vítima é sobrinho do presidente do Jockey Club e está internado após fratura na mão e lesão na cabeça. 

O Policial Militar do Maranhão, Alexandre Henrique Rios Leite, foi atropelado por uma viatura do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em frente à sede das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) na noite do último sábado (13), durante a manifestação dos PMs piauienses chamada "Operação Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual estes reivindicam melhores condições de trabalho e salariais. A vítima teria sido arrastada por aproximadamente 50 metros, batido a cabeça no chão e fraturado o pulso.

Segundo testemunhas, Henrique não fazia parte do movimento, já que está lotado no Maranhão, e apenas observava a movimentação quando foi colhido pelo carro onde estava o comandante do Bope, tenente-coronel Márcio Santos, e mais dois policiais, que após a colisão saiu sem prestar socorro.

O advogado da Associação dos Oficiais Militares do Piauí (Amepi), Leôncio Coelho Júnior, diz que Alexandre "é sobrinho do presidente do Jóquei Clube do Piauí, Nerval Júnior. Ele é associado do clube, que também entrará com uma representação. Como ele é policial no Maranhão e associado a outra entidade, os advogados de lá estão se mobilizando para representar criminalmente o coronel Márcio. Inclusive, se ele não se apresentar será julgado como foragido. Foi registrado um B. O. no 2º DP", declara.

O advogado diz também que Alexandre Henrique Rios Leite permanece internado no Hospital de Urgências de Teresina, esperando por uma cirurgia na mão. "Ele corre o risco de perder os movimentos da mão se essa cirurgia não for feita em 48 horas. A família está atrás de recursos financeiros porque a cirurgia é particular", afirma.

TJ  Aquartelamento não é greve

Os advogados Leôncio Coelho Júnior e Jorge Cury entraram, na manhã deste domingo (14) com um agravo de instrumento contra a decisão do desembargador Luiz Gonzaga Brandão, que determinou a ilegalidade do movimento Polícia Legal, Tolerância Zero. Além disso, os advogados afirmam que o tenente-coronel Márcio Santos, comandante do Bope, será interpelado criminalmente por conta do suposto atropelamento de um PM na noite de ontem (13), em frente ao quartel da RONE.

Leôncio Coelho Júnior explica que a decisão considera que o movimento é uma greve. "Não há greve, até porque a PM não pode grevar. O que há é um movimento que cobra o cumprimento da lei. Policial nenhum, assim como qualquer pessoa, pode dirigir sem carteira de habilitação. Nós entramos com agravo de instrumento e esperamos que a análise seja feita por um desembargador de plantão ainda hoje", declara.

Leôncio Coelho defende as associações de policiais militares
 A decisão do desembargador Luiz Gonzaga foi proferida na tarde de sábado e culminou com a chegada de 130 homens da Força Nacional.

Leilane Nunes
leilanenunes@cidadeverde.com


Video feito pelos próprios policiais que estavam na manifestação