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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Governador Tarso Genro quer punição a responsáveis por bomba no centro de Porto Alegre

Cúpula da Brigada é cobrada a investigar protesto na Fernando Machado

A bomba colocada na sexta-feira a um quarteirão do Palácio Piratini por manifestantes que protestam por melhores salários para PMs esgotou a paciência do governo estadual, e fez balançar a cúpula da Brigada Militar.

O artefato estava preso a um boné da BM e foi largado junto a um posto da PM na Rua Fernando Machado, nos fundos da sede do governo do Estado.

O objeto, untado com uma emulsão explosiva de nitrato de amônia, poderia explodir se conectado a um detonador. O próprio subcomandante da BM, coronel Altair Cunha, retirou o artefato do local.

O governador Tarso Genro considerou uma afronta pessoal esse ato e, em reuniões internas, usou a expressão “terrorismo” para se referir ao protesto. O chefe do Executivo exigiu providências imediatas a respeito da identidade dos autores.

A segunda-feira foi de muitas reuniões e rumores dentro da BM e desta com membros do governo. O comandante-geral da BM, Sérgio Abreu, no entanto, continua prestigiado pelo governador. Tarso não culpa Sérgio pelos protestos, mas quer resultados das investigações. Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Governo entrega reajuste da BM ao Parlamento e anuncia aumento para a Polícia Civil

Na manhã desta sexta-feira (23), o chefe da Casa Civil do governo do Estado, Carlos Pestana, protocolou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei para o reajuste da Brigada Militar (BM). Recebido pelo presidente do Parlamento, deputado Adão Villaverde (PT), e acompanhado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, e pelo Comandante Geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Abreu, Pestana solicitou que a matéria seja votada em caráter de urgência. O chefe da Casa Civil também anunciou que, nos próximos dias, o governo do Estado protocolará o reajuste para a Polícia Civil.

Segundo Pestana, este reajuste é fruto de inúmeras reuniões e negociações com a Brigada Militar. “A primeira proposta feita à categoria foi o abono. Diante da rejeição, o Estado evoluiu para o reajuste linear. Nesta proposta, os soldados receberam um acréscimo de 23,5%, os sargentos de 18,5%, e os tenentes de 10,5%. Com a aprovação deste PL, saímos da condição de pior salário pago em todo o País aos soldados da Polícia Militar e subimos sete posições. Isso comprova o compromisso do governador Tarso Genro de colocar, durante seus quatro anos de gestão, os salário da BM entre os melhores do Brasil”, afirmou.

Pestana solicitou ao presidente do Parlamento que a Casa entre em acordo com as lideranças de bancadas para que a matéria seja votada em caráter de urgência. “Faremos uma reunião com os líderes de bancada para deixar claro o real interesse do governo do Estado em antecipar esta votação para que o reajuste entre, o quanto antes, na folha de pagamento da BM”, afirmou Villaverde. Carlos Pestana ainda adiantou ao presidente da Assembleia que, nos próximos dias, será protocolado na Casa a proposta de reajuste da Polícia Civil.

Também estiveram presente na reunião o deputado estadual Ronaldo Santini (PTB), o procurador-geral da Assembleia Legislativa, Fernando Ferreira, o superintendente Legislativo, Sérgio Guimarães, e o subchefe da Casa Civil, Cezar Augusto Kolh Martins.
Agência de Notícias-AL

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Brigadianos afrontam Tarso Genro, acuado no Palácio Piratini

Está cada vez mais complicada a situação do governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro, que vem enfrentando a ira dos policiais militares (membros da Brigada Militar), os quais o atacaram duas vezes, dentro do próprio Palácio Piratini, em apenas dez dias. Tarso Genro prometeu demais durante a campanha eleitoral (piso salarial da PEC 300) e agora não sabe o que fazer, perdendo autoridade a cada dia que passa. Praças e cabos, reunidos na Abamf, mais sargentos e tenentes, reunidos na ASSTBM, junto com os oficiais, reunidos na AssOfBM, perceberam que o governo petista tenta dividí-los e avisaram que reagiriam.

A situação nesta quarta-feira era a seguinte: sargentos, subtenentes e tenentes rejeitaram aumentos de 18%, 11% e 10,5%, respectivamente, e que ainda seriam escalonados. E todos resolveram se reunir na noite desta quarta-feira para endurecer discursos e ações contra o governo petista, porque não receberam proposta alguma.

Nesta quinta-feira, soldados e cabos terão assembléia na Abamf para dizer se aceitam aumento salarial de 23,5%. Ao que parece, com grande clareza, o governo do petista Tarso Genro perdeu o controle da tropa. A oferta de 18% para sargentos e 11% para subtenentes e tenentes não agradou em função de que o governo ofereceu aos soldados mais de 20%. O grupo busca um reajuste igual para todos.

Os brigadianos já perceberam que apenas unidos e reagindo com força poderão conduzir o governo a negociações sérias. As três entidades principais (soldados e cabos; sargentos e tenentes; oficiais) resolveram unir o discurso e as ações. Depois de rejeitar as propostas feitas pelo governador Tarso Genro em 15 assembléias realizadas no Interior do Estado, os líderes e militantes da Associação dos Sargentos e Tenentes da Brigada realizou um protesto, na manhã desta quarta-feira, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado, em Porto Alegre.

Os manifestantes foram fardados e promoveram um "apitaço" diante do Palácio Piratini. Na manhã desta quarta-feira, a associação confirmou a decisão das regionais. Os PMs reivindicam um reajuste linear para a categoria. De acordo com o tenente Érico da Rosa, da associação regional de Pelotas, os PMs esperam agora uma nova reunião com os representantes do Executivo estadual.

O presidente da Asstbm, Aparício Santelano, disse que o governador Tarso Genro não vai dividir os brigadianos de nível médio com propostas diferenciadas: “Não vamos aceitar um centavo se não for igual para todo mundo. Não vamos compactuar com desvio de conduta do servidor, mas não podemos conter isso se não houver reajuste digno para policiais de nível médio”.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados (Abamf), Leonel Lucas, participou da reunião. Ao final, disse que as categorias de nível médio não sairão desunidas. “A ex-governadora Yeda Crusius não conseguiu nos desunir em 2009 e não vai ser o governador Tarso Genro que conseguirá”. Lucas vai levar a decisão dos sargentos e sdubtenentes aos filiados da Abamf. Oficiais convocaram plenária para a noite desta quarta-feira no salão da Reitoria da Ufrgs e pediram que todos comparecessem fardados à reunião.

O blog Polícia & Política avisou que Tarso Genro não apenas não cumpriu suas promessas de campanha, mas, além disto, confisca seguidamente a renda dos brigadianos. Leia: "O candidato a governador do PT prometeu, quando na campanha salarial, um tratamento condigno aos policiais e o que fez ao ser eleito? 1 - Aumentou a previdência de 11% para 14%; 2 - Criou comissão para tratar da separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar; 3 - Suspendeu o pagamento da Bolsa Formação; 4 - Aprovou o aumento do prazo pra pagamento dos RPV's (precatórios de pequeno valor). O que falta ainda?" Fonte: videVERSUS

sábado, 17 de setembro de 2011

Outdoor com protesto por melhores salários para PM é colocado em Gravataí (RS)

Policiais Militares colocam outdoor para protestar por melhores salários em Gravataí (RS).
Mais três protestos com ameaça de bomba foram registrados no Estado

Um outdoor foi colocado na cidade de Gravataí (RS) em protesto de policiais militares por melhores salários. A propaganda dizia: “O povo gaúcho tem a melhor Polícia Militar do Brasil, mas com o pior salário”.

Neste sábado, outra manifestação ocorreu em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, onde um boneco fardado com um suposto explosivo foi deixado na avenida 1º de Março.

O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) chegou a ser acionado, mas os policiais do da Brigada Militar da cidade acabaram constatando, antes da chegada da equipe especializada, que o objeto era apenas uma imitação de bomba. Na quinta-feira (15), em Porto Alegre, e em Santa Vitória do Palmar, no Sul do Estado, ocorreram dois outros protestos com suposto explosivo.

Os institutos responsáveis pela Brigada estão em negociação com o governo para um reajuste salarial ao longo do ano. Em agosto, foram registrados diversos protestos com queima de pneus organizados pelos PMs. A maioria aconteceu em estradas, que ficaram interditadas.

Na quinta-feira (15), o governo do Estado propôs que o abono de R$ 300 que havia sido oferecido aos policiais militares seja substituído por um reajuste sobre o salário-base, pago em duas vezes – em outubro de 2011 e em abril de 2012.

O acréscimo aos pagamentos é equivalente a 23,5% do salário dos soldados e a 10,5% dos tenentes. Além disso, o número de promoções aumentou de 1,2 mil para 2,8 mil, em quatro anos.

Do Correio do Povo, com R7 (Arthur Pulls)

Novo protesto usa boneco com farda da BM e falso explosivo em Novo Hamburgo

Ocorrência foi registrada na madrugada

Um boneco com a farda da Brigada Militar e carregando um falso artefato explosivo foi deixado em frente a uma agência bancária na Avenida Primeiro de Março, no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo nesta madrugada.

Segundo a BM, a ocorrência foi registrada às 5h30min. O Gate não chegou a ser acionado e a própria BM retirou o boneco do local quando notou a precariedade do artefato, por volta das 7h30min.

Na última quinta-feira, a mesma situação no viaduto Otávio Rocha, no centro de Porto Alegre, mobilizou o Gate e causou transtornos no trânsito.

As associações da BM do Estado vão decidir em assembleias neste final de semana se aceitam a proposta salarial do governo. A Associação de Cabos e Soldados deve comunicar a decisão da categoria na segunda-feira à tarde. Na quinta-feira, o Piratini ofereceu a troca do abono por reajuste no salário básico. A Brigada Militar terá que decidir sobre a proposta de pouco mais de 23% de aumento para soldados, 18% para sargentos e 11% para tenentes.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Novos protestos mostram insatisfação com negociações entre BM e e governo

RS: Novos protestos com queima de pneus mostram insatisfação com negociações entre BM e governo
Manifestações foram registradas em rodovias do Noroeste, Centro, Litoral Norte e Porto Alegre

Quatro novos protestos com queima de pneus — associados à insatisfação de cabos e soldados da Brigada Militar com as negociações salariais com o governo do Estado — foram registrados durante a madrugada desta quarta-feira no Estado. As manifestações ocorreram em Xangri-lá, Roque Gonzales, Agudo e Porto Alegre.

Segundo o Comando Rodoviário, em Xangri-lá, no Litoral Norte, cerca de 30 pneus foram incendiados na ERS-407, por volta das 5h, bloqueando a rodovia nos dois sentidos. Os bombeiros levaram cerca de meia hora para apagar o fogo e liberar a pista.

Na Capital, o Corpo de Bombeiros foi chamado para atender uma ocorrência com queima de pneus na esquina das ruas Gedeon Leite e Costa Gama, no bairro Aberta dos Morros, na Zona Sul. Segundo a corporação, as chamas foram controladas rapidamente, por volta das 3h, e faixas reivindicando melhores salários à BM foram deixadas no local.

Um protesto sem queima de pneus foi registrado na freeway, no acesso à Avenida Assis Brasil. Uma grande faixa pendurada na rodovia, questionava os motoristas: "Vale a pena arriscar a vida pelo menor salário do Brasil?".

Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal, na BR-392, em Roque Gonzales, no Noroeste, a barricada começou por volta da meia-noite na altura do km 687. Ao lado dos pneus, foi colocado um cartaz que dizia: "Tarso, abono não".

No protesto na RSC-287, em Agudo, na região central, também havia uma faixa que criticava as negociações entre a BM e o governo, com os dizeres "Abono é esmola. Tarso Traidor". A barricada ocorreu no km 190, na localidade de Cerro Chato.

Em reunião na segunda-feira, decidiu-se que os servidores da corporação passariam a receber R$ 300 de abono. Uma parcela de R$ 160 a ser paga em outubro e a outra, de R$ 140, a partir de abril de 2012.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"PEGUE 300": protestos continuam após proposta de abono

Protestos com queima de pneus no Estado chegam a pelo menos 50 em dois meses

Manifestações começaram em agosto nas estradas e vias de cidades gaúchas

Após anunciar a proposta de abono salarial de R$ 300, o governo gaúcho parece não ter contentado todos os policiais militares. Por volta das 2h desta terça-feira, mais um protesto com queima de pneus foi registrado na ERS-239, em Parobé, próximo à indústria de máquinas Pandolfo.

A ocorrência foi atendida por volta das 2h desta terça-feira, conforme o Comando Rodoviário da Brigada Militar. Segundo a corporação, a rodovia ficou bloqueada no sentido Parobé-Taquara cerca de uma hora para que o Corpo de Bombeiros pudesse apagar as chamas no local.

O protesto tinha cerca de 10 pneus pegando fogo e ainda uma faixa, com os dizeres: "A família brigadiana não vive apenas de promessas, e sim de certezas".

Com essa manifestação, o número chega a pelo menos 50, desde que os bloqueios em rodovias tiveram início, em agosto. O levantamento tem como base informações recebidas pela Zero Hora.

A primeira queima ocorreu no dia 4 de agosto, em Frederico Westphalen, no norte do Estado. Os pneus em chamas bloquearam o km 20 da BR-386 por cerca de uma hora. Os protestos se arrastaram por todo o Rio Grande do Sul, enquanto o governo não encontrava saída para resolver as reivindicações de baixos salários dos PMs.

No dia 1º de setembro, foi a vez da Capital. Pneus foram queimados na Avenida Mauá, esquina com a Rua Carlos Chagas, no centro de Porto Alegre, por volta de 2h30min. Além dos bloqueios, os manifestantes utilizam faixas com recados à administração estadual e também bonecos vestidos com a farda da Brigada Militar (BM).

O comandante da BM, Sérgio Roberto de Abreu, tentou retomar as negociações com o alto escalão do governo Tarso Genro, mas o acordo não saía. Após divergências, acusações e adiamentos, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, apresentou uma proposta de reajuste aos servidores da Brigada Militar, na tarde de segunda-feira.

Foi sugerido aos soldados, sargentos e tenentes um abono linear de R$ 300, pago em duas parcelas: R$ 140 em outubro e R$ 160 a partir de abril de 2012. Para a categoria dos soldados, a proposta contempla o reajuste salarial de 25% que era exigido. O aumento faria com que os vencimentos passassem de R$ 1.246 para R$ 1.546.

Algumas partes da corporação, no entanto, pedem a incorporação do abono aos salários. Segundo o presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), soldado Leonel Lucas, há insegurança na companhia, já que o abono pode ser suspenso a qualquer momento.

Se os R$ 300 forem introduzidos ao básico da categoria, o valor fica garantido. O chefe da Casa Civil prometeu para quinta-feira a divulgação da data em que o abono poderá ser incorporado aos salários. Comando da Brigada Militar não tem o controle. Fonte: Zero Hora  Título da matéria: blog do Capitão Assumção 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"PEGUE 300": proposta indecente para os policiais gaúchos.

" Abono " não é salário,diz líder do PMDB na Assembléia

A proposta de um abono de R$ 300,00, apelidada de "PEGUE 300", para ser pago em duas parcelas e sem previsão de incorporação aos salários dos servidores da Brigada Militar surpreeendeu o líder da bancada do PMDB na Assembleia. Para o deputado Giovani Feltes, a saída que o governador Tarso Gero encontrou diante da reivindicação de 25% de reajuste mantém os brigadianos com o pior salário da categoria em todo o país e afasta mais ainda o compromisso de campanha de adotar a PEC 300 como piso.

A proposta prevê uma primeira parcela de R$ 140,00 nos salários do mês de outubro e outra, de R$ 160,00, somente a partir de abril de 2012.

A falta de um índice para reajuste imediato do básico dos policiais militares também surpreendeu ao deputado. Cansei de ver o PT dizendo que abono não é salário, recordou Feltes. Ele salienta que uma parcela autônoma não refletirá sobre outras vantatens, como o percentual de risco de vida e no pagamento de férias e 13º salário. Mesmo que a categoria aceite a proposta de abono, reforçou o líder do PMDB, os brigadianos devem manter a mobilização para garantir a aplicação do piso de R$ 3.200,00 previsto na PEC 300, pois a BM acreditou na promessa eleitoral do governador.

Depois de semanas de protestos com a queima de pneus em rodovias do RS, os PMs buscavam 25% de aumento sobre o salário básico. Os servidores da BM recebem atualmente R$ 1.170,00, enquanto outros estados com menor capacidade econômica reservam melhor tratamento aos agentes da segurança. Sergipe, que tem o 24º PIB do país, tem o salário inicial de R$ 2,4 mil Fonte: Rádio Fandango

sábado, 10 de setembro de 2011

Policiais gaúchos não desanimam: querem valorização salarial

Protestos pela "PEC 300 gaúcha" continuam fortes e incessantes até que o governo cumpra o que prometeu.
Três protestos com queima de pneus são registrados em rodovias gaúchas. Ocorrências foram em Porto Xavier, Cruz Alta e Camaquã

Pelo menos três protestos com queima de pneus foram registrados em rodovias do Rio Grande do Sul entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado.

A primeira manifestação ocorreu pouco antes da meia-noite de sexta no km 715 da BR-392, em Porto Xavier, no Noroeste. Segundo a Brigada Militar da cidade, cerca de 10 pneus bloquearam totalmente a pista.

Na ERS-342, em Cruz Alta, os manifestantes deixaram uma faixa com os dizeres: "Governador, cumpra o prometido em campanha, deixe de ser traíra". No local também foi deixado um boneco com a farda da Brigada Militar. O protesto ocorreu por volta de 0h30min deste sábado.

O terceiro protesto foi registrado às 3h30min deste sábado no km 402 da BR-116, em Camaquã, no Sul. Nos locais, foram deixadas também faixas com reivindicações salariais para os policiais militares. Nos dois pontos as chamas já foram apagadas. Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Governo do RS desconversa e plano de reajuste é adiado

Em meio a novos protestos, o governo adiou a apresentação de uma proposta de reajuste salarial à Brigada Militar

O governo transferiu para o início da semana que vem a apresentação da proposta de reajuste aos cabos e soldados da Brigada Militar, que seria feita nesta sexta-feira.

O comando da BM e os secretários da Casa Civil, da Segurança, da Fazenda e da Administração deverão ter sucessivos encontros hoje para melhorar a proposta.

O objetivo do governo, segundo a Casa Civil, é reforçar o salário dos soldados para aproximar os vencimentos da menor patente da BM ao de inspetores e escrivães de 1ª classe da Polícia Civil. A diferença é de cerca de R$ 1 mil.

Uma das possibilidades seria garantir que, até 2014, o salário dos soldados saltasse dos R$ 1.170 atuais para aproximadamente R$ 2 mil. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, ressalta, no entanto, a dificuldade de fixar valores até 2014 devido a incertezas com o comportamento da economia diante da crise mundial.

Os praças da BM reivindicam 25% de reajuste linear e a injeção de R$ 400 milhões anuais até 2014 na matriz salarial – lei que escalona reajustes na Segurança Pública. Se o governo atendesse à reivindicação completa, o salário de um soldado em 2014 chegaria a R$ 3,2 mil.
O governo afirma que ainda não encontrou a melhor oferta aos PMs e por isso adiou a reunião. Fontes do Executivo observam que o Palácio Piratini quer ter o cuidado de partir de uma proposta que não incite a revolta dos praças, injetando ânimo nas manifestações das últimas semanas.

Apesar dos novos protestos, a avaliação do governo é de que o movimento perdeu força com a identificação dos responsáveis.

Recentes protestos no RS:

Entre a noite de quarta e a madrugada desta quinta-feira, foram registradas manifestações na BR-386, em Triunfo, e na ERS-240, em Portão. Nos locais foram deixadas faixas referentes ao pedido de reajuste para PMs. Já em Novo Hamburgo, um boneco com farda da Brigada Militar foi pendurado no viaduto da BR-116 com a Avenida Sete de Setembro.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Comandante da BM tenta negociar reajuste para pôr fim a protestos com queimas de pneus

Coronel sugere acordo com policiais militares insubordinados

O comando da Brigada Militar está decidido a pôr um fim nos protestos de PMs por melhores salários – nem que, para isso, seja necessário fazer logo uma proposta de reajuste nos soldos.

O comandante-geral da corporação, o coronel Sérgio Roberto de Abreu, sugeriu ontem a integrantes do governo estadual que sejam retomadas negociações com associações de classe da BM a fim de se chegar a um índice de recomposição salarial.

Em contrapartida, seria exigido o fim das manifestações com queimas de pneus, que se repetem há mais de um mês em rodovias e diferentes cidades gaúchas.

— Nunca deixamos de desenvolver a proposta. Aconselhei que até o fim de semana seja oferecido um índice, que vai mostrar a boa vontade governamental e mostrar que os PMs sabem cumprir seu dever, independentemente de suas insatisfações salariais — pondera Abreu.

A ideia de Abreu foi exposta ao secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels, ao subsecretário, Juarez Pinheiro, e à secretária da Administração, Stela Farias. O comandante da BM ressaltou que as associações que representam oficiais e sargentos não apoiam os protestos.

Os demais integrantes da mesa que debateram o possível reajuste estão cautelosos. Juarez Pinheiro afirma que não há consenso sobre se este é o momento certo de fazer uma oferta. Uma reunião com as entidades de classe da BM estava marcada para sexta-feira, mas nem isso está certo, diante do prosseguimento da queima de pneus.

Fonte: Humberto Trezzi Zero Hora

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Brigada Militar quer investigar celulares de PMs

BM quer investigar celulares de PMs para identificar envolvidos na queima de pneus
Comando da corporação está pedindo à Justiça a quebra de sigilo telefônico

Uma das principais estratégias da Brigada Militar (BM) para identificar PMs envolvidos na queima de pneus é a quebra do sigilo telefônico.

Os pedidos estão sendo encaminhados à Justiça e, caso sejam autorizados, as operadoras terão de informar os números dos telefones celulares que estavam nas imediações dos locais e nos horários dos incêndios.

O rastreamento dos celulares é possível a partir dos registros feitos por Estações Radiobase. Espalhadas por diferentes pontos das cidades, essas antenas captam os sinais de todos os números de telefones em uso durante as 24 horas.

A BM suspeita de que parte dos PMs rebeldes pode ter feito algum tipo de contato telefônico no momento dos protestos.

Há, pelo menos, duas formas de descobrir quais seriam esses telefones. A primeira é mais simples. É questionar as companhias telefônicas para saber se determinado celular esteve ativo na área dos protestos.

Outra maneira de investigar é solicitar a listagem completa das operadoras e confrontar todos os números, um por um. A BM não deve ter dificuldades de identificar os donos dos celulares ligados à tropa porque tem o cadastro dos telefones de todos os servidores, e, em alguns casos, inclusive, de parentes mais próximos.

Fonte: José Luís Costa Zero Hora 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Governo não vai reprimir protestos de PMs no RS

Tarso Genro nega crise na Brigada Militar e diz que existe interesse em atingir o PT

A queima de pneus em rodovias gaúchas como forma de protesto de policiais militares que reivindicam maiores salários levou o Palácio Piratini a se manifestar nesse domingo. Em entrevista ao Correio do Povo, o governador Tarso Genro afirmou que manterá a suspensão das negociações, mas assegurou que em hipótese alguma ordenará o início de ações violentas de repressão. Ele criticou de forma veemente “setores da mídia” que estariam tentando levar o episódio para o campo político, com a imputação de responsabilidades a partidos como o PT de Tarso. Ele condena as afirmações de que petistas estariam envolvidos com os protestos criminosos, caracterizando o chamado fogo amigo. Veja abaixo os principais trechos da entrevista:

Correio do Povo – O senhor pretende tomar alguma medida enérgica para coibir os atos atribuídos a policiais militares gaúchos?
Tarso Genro - O que estamos vendo é que uma parte da mídia reproduz informações marcadamente de interesse político. Está se tentando, como eu tinha previsto em reuniões internas do governo, colocar em primeiro plano essa questão como se fosse algo do nosso partido, o Partido dos Trabalhadores. Eu disse que estava sendo preparado algo que acabaria culpando o PT. Nós sabíamos, já tínhamos levantado os nomes das pessoas envolvidas, e agora acabou vazando. Isso é normal. Mas colocam indicando que é fogo amigo, inclusive envolvendo de maneira malévola o nome do governador Olívio Dutra.

CP - E quais seriam os objetivos?
Tarso – Isso é o mesmo esquema de montagem política que elegeu o governador (Germano) Rigotto. Depois, não satisfeitos com o Rigotto, porque ele não cumpriu tarefas que pretendiam dar a ele, e daí elegeram Yeda (Crusius). Esse bloco de pensamento político tem muita força dentro da mídia e é esse mesmo bloco que passa informação para a mídia. Só que em vez de informação, se tenta incriminar o PT ao dizer que é fogo amigo. Isso de partidos não tem nenhuma fundamentação. Esses delitos são cometidos por indivíduos. A tentativa de incriminar partido é reproduzir preconceito contra partido, especialmente contra o PT, como se os partidos estivessem fazendo conspiração. Trata-se de pessoas que estão cometendo ilegalidades.

CP - Como o governo do Estado irá conduzir essa situação de conflito?
Tarso - Não vamos tomar nenhuma atitude arbitrária, não vamos desqualificar o movimento e não vamos colar esse tipo de coisa na Brigada Militar ou nas suas representações. Nós suspendemos as negociações com a Abamf não porque ela está fazendo isso, mas porque ela manifestou apoio a essas manifestações. Isso não nos impede de retomar as negociações mais tarde. Não estamos culpando as entidades, não achamos que haja crise na BM. São apenas pessoas que estão tomando atitudes radicais e cometendo delitos comuns. E assim serão tratados. O nosso serviço de inteligência está tomando medidas para que essas pessoas sejam responsabilizadas judicialmente. Não vamos misturar isso com as negociações.

CP – Na sexta-feira o senhor viajou a Brasília com a presidente Dilma Rousseff. O que trataram?
Tarso – Despachamos sobre temas de interesse do Estado. A presidenta me pediu uma análise para saber se efetivamente mudou a relação federativa entre o Estado e a União. Ela quer cumprir de maneira plena esse compromisso. Eu mostrei cinco pontos que comprovam que as coisas mudaram. E agradeci. A União colocou R$ 1 bilhão para regular o preço do arroz no RS. Houve remessa de R$ 103 milhões para financiar a pesquisa. Temos a nova rede de institutos federais tecnológicos, cuja localização foi determinada por ela. Outro ponto foi a presença na Expointer e o compromisso que ela assumiu de trabalhar com o governo estadual pela reestruturação material da Expointer nos próximos anos. E também a renegociação da dívida dos estados com a União através dos swaps.

Porto Alegre registra segundo protesto de PMs

O segundo protesto de policiais militares (PMs) em Porto Alegre foi registrado na madrugada desta segunda-feira. Uma barreira com cinco pneus queimados foi montada na estrada João Antonio da Silveira, bairro Restinga, zona Sul da Capital. Uma faixa com os dizerers “Socorro povo gaúcho. Não sou corrupto. Só quero salário digno”, foi deixada no local.

Avenida de Alvorada é bloqueada com barreira de pneus

Protesto de PMs também foi registrado em Porto Alegre

A avenida Getúlio Vargas, na entrada de Alvorada, na Região Metropolitana, foi interrompida por uma barreira de cerca de 30 pneus com fogo, por volta das 2h desta segunda-feira. Segundo a Brigada Militar, os bombeiros foram ao local e liberaram a pista após 20 minutos. Apesar de ser uma das vias mais importantes da cidade, não houve problemas no trânsito por causa do horário em que ocorreu o protesto. Uma faixa com a frase “PM$ 386 é uma vergonha. Reajuste já. Pior salário do País” foi deixada na área, assim como um boneco fardado, imitando um policial.
Na Capital, cinco pneus queimados interromperam a estrada João Antonio da Silveira, bairro Restinga, zona Sul, durante a madrugada. Uma faixa com os dizeres “Socorro povo gaúcho. Não sou corrupto. Só quero salário digno” estava no local. As chamas foram combatidas pelos bombeiros e, assim como em Alvorada, a barreira não chegou a comprometer o trânsito.
Os protestos fazem parte de uma série de ações atribuídas aos PMs para reivindicar melhores salários para a categoria. O índice oferecido pelo governo foi de 11,5%, sendo que mais da metade do percentual já foi concedida em março: 6,32%. Na semana passada, a Casa Civil e outras secretarias do Estado fizeram reunião com entidades de classe. No entanto, o governo informou que não apresentará nova proposta enquanto não cessarem as manifestações, que o governador Tarso Genro chamou de vandalismo. Contudo, ele assegurou que não ordenará o início de ações de repressão.

Fonte: Correio do Povo, ABAMF

domingo, 4 de setembro de 2011

Coronel afirma: “A impunidade favorece a indisciplina”. E os pífios salários, favorece o que?



“A impunidade favorece a indisciplina”

José Vicente da Silva Filho, consultor de segurança e coronel da reserva da PM de São Paulo

José Vicente da Silva Filho foi policial militar em São Paulo durante 30 anos, respondeu pelo planejamento da Secretaria de Segurança paulista de 1995 a 1997, ocupou o cargo de secretário Nacional de Segurança Pública em 2002 e é hoje um dos mais conceituados pesquisadores da área. Com a experiência acumulada ao longo de quase 50 anos, ele fala a ZH sobre os protestos:

Zero Hora – Os protestos que têm ocorrido no Estado, com interrupção de rodovias e queima de pneus, geram algum risco institucional para a Brigada Militar?

José Vicente da Silva – Certamente geram risco. A nossa experiência mostra que as cicatrizes de um evento desse tipo, se ele for mal cuidado, podem perdurar por 10 anos. Por isso, é preciso agir simultaneamente em duas frentes. Primeiro, a indisciplina não pode ser tolerada. Manifestação de policial militar não pode desandar para indisciplina, porque desmoraliza aquilo que rege a estrutura militar. A intolerância em relação a essas manifestações precisa ser externada com clareza. É necessário tomar medidas radicais, de demissão. A outra coisa a fazer é negociar apenas com entidades formais, nunca com lideranças espúrias.

ZH – Por que a indisciplina representada por esses protestos é grave?

Silva – A estrutura policial é a única de que o Estado dispõe para momentos de crise. A organização que você tem na mão jamais pode dizer não.

ZH – O senhor afirmou que as consequências de um conflito como o atual podem perdurar por uma década. Que consequências seriam essas?

Silva – São várias, especialmente a quebra de confiança e de liderança dentro da organização. O problema sério que costuma se verificar nessas quebras de hierarquia é que elas revelam a existência de uma falha na liderança natural dos oficiais. Em 2001, fui contratado para analisar a situação da PM da Bahia, que havia passado por greves, e percebi que havia um distanciamento gravíssimo dos oficiais em relação à tropa. A baixa hierarquia não estava convivendo com os oficiais e acabava seguindo lideranças espúrias, que pregavam a indisciplina. Verifiquei que isso ocorre em todo o país.

ZH – Esse distanciamento de que o senhor fala é no convívio diário ou tem a ver com as diferenças salariais entre oficiais e praças?

Silva – São as duas coisas. Na PM de São Paulo, à qual estou vinculado desde 1963, não se imagina um protesto como esses do Rio Grande do Sul. A PM paulista nunca aceitou um aumento salarial diferenciado para oficiais em relação aos praças, mesmo quando o governo ofereceu.

ZH – O problema do convívio diário se revela como?

Silva – O que mais me preocupou na Bahia foi o tratamento desrespeitoso dos oficiais com os praças. Havia punições exageradas, ofensas, xingamentos e ações disciplinares não previstas, como escalar o policial para serviço extra ou retirar a sua folga, que é um direito constitucional.

ZH – Isso vale só para a Bahia? As manifestações de PMs no Rio Grande do Sul revelam a existência desses problemas na liderança?


Silva – Quando ocorre uma crise como esta, com certeza tem um forte problema de liderança entre oficiais e praças. Certamente houve falha da liderança. E o principal equívoco de liderança são os atos de desrespeito. Quando uma liderança é reconhecida, manifestações como essas da Brigada Militar não acontecem. Quando há liderança, antes que um grupo decida fechar uma rodovia, antes que o problema aconteça, o oficial já detectou e neutralizou. Napoleão já dizia que você pode ser derrotado, mas não pode ser surpreendido.

ZH – Isso vale mesmo em um cenário no qual a Brigada Militar apresenta dificuldade de identificar os responsáveis pelos atos?

Silva – Se identifica bandido que está escondido, como é que não vai identificar policiais que fazem manifestação? As medidas contra essas manifestações têm de ser tomadas de imediato. Toda crise tem primeiro de ser contida, não pode ser ampliada. Se o protesto acontece uma segunda vez, é porque está havendo falha. Não podia ter passado da segunda manifestação.

ZH – Mas a Brigada Militar alega não ter identificado os manifestantes.

Silva – Essa alegação é inaceitável. Havendo uma manifestação dessas, tem de ir tropa de choque, tem de haver alguém em condições de filmar, tem de tomar medidas rigorosas. Em Londres, recentemente, as autoridades não tiveram o menor receio de prender milhares de pessoas que estavam fazendo manifestações criminosas. Nesse caso de protesto de policiais, há o descumprimento de ordens. É caso de demissão dos quadros da Brigada Militar. Isso deveria ter ocorrido de imediato. A impunidade favorece a indisciplina, que é intolerável em uma estrutura de combate ao crime.

CARLOS ETCHICHURY e ITAMAR MELO
Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Protestos chegam à Capital: PMs colocam fogo em pneus na Avenida Mauá, no Centro

Protestos chegam à Capital: PMs colocam fogo em pneus na Avenida Mauá, no Centro
Uma das faixas encontradas no local fazia referência ao governador Tarso Genro

Os protestos de policiais militares por melhores salários chegaram à Capital na madrugada desta quinta-feira. Uma série de pneus foram queimados na Avenida Mauá, esquina com a Rua Carlos Chagas, no centro de Porto Alegre, por volta de 2h30min.

Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), duas faixas laterais ficaram bloqueadas no local e o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas. Foram encontradas duas faixas com manifestações dos oficiais. Em uma delas, os dizeres: "Governador: chega de esmola. Salário digno já".


Uma das faixas ameaça: "A Brigada vai parar"
Foto: Lauro Alves

A onda de bloqueios de rodovias com pneus em chamas aumentou a tensão em torno da negociação salarial entre governo e a entidade que representa os soldados da Brigada Militar.

Depois de apoiar sete protestos e acertar uma trégua, a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa servidores de nível médio da BM, perdeu o controle sobre os incendiários que voltaram a trancar estradas.

Na sexta-feira, em reunião no Piratini, o presidente da Abamf, Leonel Lucas, empenhou a palavra, garantindo o fim das manifestações, pelo menos, até o próximo encontro com o governo, agendado para a tarde de quarta-feira.

Outros ataques:

Um protesto interrompeu parcialmente o trânsito em uma rodovia do Estado. Na madrugada de quarta-feira, em Rosário do Sul, na Região Central, pneus foram queimados no km 471 da BR-158 (Rosário do Sul-Santana do Livramento). Das 3h20min às 4h, os veículos que passaram pelo local tiveram de usar o acostamento para seguir viagem.


Queima ocorreu no km 471 da BR-158
Foto: Divulgação/PRF

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficou no local monitorando o trânsito até as chamas se apagarem, momento em que os pneus foram retirados da pista. Ao lado da rodovia, foi colocada uma faixa com questionamentos ao governo Tarso Genro a respeito do salário dos policiais militares.

Houve protesto também em São Luiz Gonzaga, nas Missões. Pneus foram queimados na BR-285, no km 565, por volta de 23h30min de terça-feira.

Em Caçapava do Sul, uma faixa foi colocada na terça-feira, na entrada da cidade, também em protesto por melhores salários para os PMs.

A BR-386 ficou completamente bloqueada em Canoas, na Região Metropolitana, por uma pilha de pneus que foram incendiados por volta das 4h de terça-feira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a liberação da pista cerca de 45 minutos depois do incidente.

Em Alegrete, na Fronteira Oeste, o protesto ocorreu no Km 571 da BR-290. A rodovia não chegou a ser bloqueada, mas pneus também foram queimados. Já na BR-471, em Santa Vitória do Palmar, na Região Sul, o bloqueio ocorreu na noite de segunda-feira.

Pneus foram queimados na BR-471, no sul do Estado
Foto: PRF, Divulgação

Na madrugada de segunda-feira, em Lajeado, os bombeiros precisaram ser chamados às 2h20min, no km 337 da BR-386. Sobre parte da via queimavam 10 pneus, obrigando os veículos a trafegarem em meia-pista. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida falava do salário dos policiais militares no Vale do Taquari, remetendo o protesto aos outros feitos no Estado, que reivindicam aumento salarial aos policiais.


Protesto deixou trânsito em meia-pista na BR-386
Foto: PRF, Divulgação

Logo depois da meia-noite, em Santiago, na Região Central, no km 402 da rodovia Santiago — São Borja (BR-287). Os pneus colocados no centro da pista foram queimados, deixando no entanto, passagem pelas laterais para os veículos.


Cartaz de campanha salarial de PMs foi colocado na via
Foto: PRF, Divulgação

Na madrugada da última quarta-feira, três rodovias gaúchas foram alvo de queima de pneus. A autoria das manifestações é atribuída a policiais militares em campanha salarial.

O fogo produzido pela queima de pneus às margens da rodovia Erechim — Concórdia (BR-153) também surpreendeu os motoristas que passavam pela via às 4h30min desta quarta-feira. Ao lado, uma faixa de protesto reclamava do salário pago aos policiais militares.


Fogo não chegou a interromper o trânsito em Erechim
Foto: Alderi Bertuzzi

A rodovia Ivoti — Novo Hamburgo (BR-116) ficou interditada por uma hora, no km 232, em Estância Velha. Os pneus, espalhados por toda a extensão da rodovia pegaram fogo desde as 5h da manhã. Ao lado dos pneus, uma faixa estendida fazia referência ao piso salarial nacional dos policiais militares.


Pneus foram queimados também em Estância Velha
Foto: PRF, Divulgação

Em Santa Rosa, no noroeste do Estado, pneus foram incendiados por volta das 23h de terça-feira. O fogo provocou bloqueio da ERS-344, no km 46, saída para Giruá. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o trânsito ficou interrompido por cerca de 1h30min. Na entrada da cidade, uma faixa alerta para os baixos salários recebidos pelos policiais militares no Estado.


Faixa foi colocada na entrada de Santa Rosa
Foto: Frani Centenaro

Na última segunda-feira, cerca de 30 pneus foram incendiados na BR-285, em Passo Fundo, no norte do Estado. Faixas alusivas ao salário dos policiais também foram colocadas na via. Manifestação semelhante já havia sido feita em Frederico Westphalen, também no Norte, no dia 4 de agosto. A polícia investiga a autoria dos protestos. Fonte: Zero Hora

Pneus incendiados

Desde o início de agosto, diversos protestos com pneus incendiados têm sido registrados em rodovias gaúchas. Na maioria, faixas alusivas à campanha salarial de policiais militares são colocadas ao lado do fogo. A autoria dos protestos é investigada. Acompanhe no Google Maps

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Com menor salário do Brasil, PMs ameaçam revolta no RS

Na madrugada desta quarta-feira, policiais queimaram pneus e protestaram em rodovia cobrando aumento salarial

De um lado, policiais da Brigada Militar (BM) queimam pneus, bloqueiam rodovias e pressionam por aumento salarial no Rio Grande do Sul. De outro, o governador do Estado, Tarso Genro (PT), afirma que a proposta não será apresentada enquanto houver protestos. Na próxima quinta-feira, às 10h30, uma reunião entre governo e manifestantes tentará solucionar um impasse incômodo à cúpula da segurança gaúcha. Conforme o presidente da Associação de Cabos e Soldados da BM, Leonel Lucas, se o aumento pretendido pela categoria não for assegurado, os protestos fugirão do controle.

"Estamos preocupados com a situação. Caso o governador não garanta o aumento, poderá acontecer uma revolta maior. Espero que ele venha com uma boa proposta, pois durante a campanha eleitoral nos foi prometido um salário de R$ 3,2 mil até 2014", disse Lucas. Um PM gaúcho recebe hoje R$ 1.170, o menor piso do País. A categoria quer reajuste escalonado, mas até o momento recebeu a oferta de apenas 4%. "Isso nós não aceitamos", afirmou o presidente da associação.

O chefe da Casa Civil gaúcha, Carlos Pestana, garantiu que haverá negociação mas ressaltou que definir uma proposta em meuio a protestos poderia representar "um incentivo a prática". "Não queremos passar a ideia de que esse tipo de protesto serve de elemento para definir o reajuste salarial. Do ponto de vista do governo, esse tipo de ação não ajuda. Acaba tirando legitimidade", avaliou.

Na madrugada desta quarta-feira, um grupo de policiais levou cartazes e queimou pneus nas BRs 386 (Canoas), 471 (Santa Vitória do Palmar) e 290 (Alegrete), exigindo o aumento. Na segunda-feira, os manifestantes já haviam queimado pneus em outros atos. Eles descumpriram um acordo feito com o governo na semana passada, em que ficou definida a suspensão dos protestos por cinco dias, começando pela última sexta-feira. A associação não soube dizer quem foram os responsáveis pelas novas manifestações.

Desde o início do mês, protestos semelhantes têm sido registrados em várias rodovias gaúchas, como as BRs 153 (Concórdia), 116 (Novo Hamburgo) e ERS-344 (Santa Rosa-Giruá). O governador Tarso Genro afirmou que, enquanto as manifestações continuarem, não há negociação. "Elas são justas, mas viemos alertando para que os policiais não percam o controle. A nossa proposta está pronta, só que enquanto continuar a queima de pneus, não vamos apresentá-la", ressaltou o governador, através de sua assessoria.
"Proposta beira o rídiculo"

O deputado Edson Brum (PMDB), que defendeu os PMs ontem na tribuna da Assembleia Legislativa, criticou Tarso Genro, dizendo que ele foi o responsável por criar uma crise de segurança ao oferecer uma proposta que "beira o ridículo". "Ele cometeu um estelionato eleitoral ao prometer salários acima de R$ 3 mil para a categoria. Oferecer 4% chega a beirar o ridículo. O governador deveria economizar em algumas pontas e ser mais justo, transferindo os aumentos dos cargos em comissão (CCs) para os policiais", disse o deputado.

"Os policiais já receberem quase 7% neste ano e deverão ser contemplados por mais duas parcelas até o fim do ano. Uma delas seria esta de 4% neste momento. Desconheço um governo que neste período tenha dado um percentual deste nível. O deputado (Brum) já participou de outros governos e sabemos que as reividincações não foram atendidas", argumentou Pestana.

A reunião entre a cúpula da segurança e a Brigada Militar ocorrerá na Casa Civil, que salientou que "a categoria tem todo o direito de se manifestar, mas o governo não concorda com a queima de pneus".

MAURICIO TONETTO Portal Terra
Direto de Porto Alegre

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PM do RS tem o 2º pior salário do Brasil

PM do RS tem o 2º pior salário do Brasil mesmo sendo o 4º estado em arrecadação

Dizem que as histórias têm 3 versões: a sua, a minha e a verdadeira....Caros amigos e colegas, peço que divulguem esse e-mail, para que a população do Rio Grande do Sul e do Brasil saiba o que acontece, de verdade, em nosso Estado.

Os Policiais Militares do RGS, profissionais trabalhadores, ordeiros e competentes, em respeito à população que sempre defendem, por vezes com o sacrifício da própria vida, vem a público esclarecer o que tem ocorrido na Corporação o que levou companheiros e seus familiares a desafiarem os desmandos do Governo do Estado.

Venho por meio desta mostrar que ao longo da sua existência, a Brigada Militar sempre se pautou pela hierarquia e disciplina e também pela credibilidade de seus serviços, estando sempre ao lado da população em todas as suas aflições e enfrentando com bravura as calamidades naturais que atingem o Estado.

Ao nos formarmos, juramos defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida e assim temos feito ao longo desses 173 anos de existência. A Corporação combate o tráfico, a violência, atua na segurança de seus filhos nas escolas, trabalham na segurança de datas festivas aberta para a população, (sem remuneração extra) salientando que além de exercer todas essas funções recebendo um dos PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil (tabela ao Final).

O governo Dilma e Tarso, na sua campanha eleitoral juraram que iriam dar o aumento da PEC 300 e renovar contrato com SENASP e o que fizeram depois de se eleger cortaram o nosso PRONASCI, cada vez mais reduzem nosso salário e ainda por cima cortaram nossas horas extras.

Será preciso acontecer no nosso ESTADO o mesmo que aconteceu com os Bombeiros no Rio de Janeiro para que os GOVERNANTES TOMEM CONSCIÊNCIA do que é a POPULAÇÃO sem SEGURANÇA PÚBLICA?

Como pode um estado com o tamanho do RIO GRANDE DO SUL, pagar tão pouco a classe policial em geral? Quando nos conscientizarmos e nos unirmos num elo consistente, sendo esta união do soldado mais novo ao oficial mais antigo, com certeza nossas reivindicações serão apreciadas de maneira diferente pelo governo estadual, pois SOMENTE UNIDOS SEREMOS FORTES?. Peço a ajuda de todos e da Abamf para levar a frente e continuar a luta por um direito nosso.

Enviado por e-mail: j***p********@gmail.com

Colaboração: Blog do Capitão Assumção

terça-feira, 19 de julho de 2011

O corporativismo policial militar como empecilho à melhoria dos serviços de segurança e de prevenção e salvamento

O corporativismo estreito das instituições militares e policiais no Brasil vem prejudicando há muito o aperfeiçoamento da qualidade dos serviços de segurança prestados à população. Em nome da autonomia de suas corporações, mas na verdade para alimentar rixas históricas e afirmações de especificidades que só servem para preservar pequenos privilégios, a polícia civil e a militar, cada uma do seu lado, insistem em manter separadas organizações e funções que se encontram integradas em todo o mundo desenvolvido.

Resquício do poder militar do período ditatorial mantém-se ainda, no Brasil, a existência de uma Polícia Militar – cujo bairrismo e conservadorismo gaúcho insistem em continuar denominando de Brigada Militar – separada do polícia civil. Cada uma destas polícias mantém atribuições e competências distintas e somente a muito custo se integram na condução das ações policiais.

Concebida para exercer funções ostensivas, de intimidação ao crime e às transgressões, a polícia militar empunha armas e traja um fardamento característico. Concebida para exercer funções investigativas, a polícia civil, dita judiciária, não exibe armamentos nem uniforme e tem a atribuição de instaurar inquéritos e de encaminhá-los ao Poder Judiciário. Na prática, o que ocorre é muito diferente: ambas as polícias fazem inquéritos que, no entanto, são refeitos, quase sempre, pelo Poder Judiciário.

Nos países de democracia avançada e com serviços públicos de qualidade, incluindo-se os de segurança, existe apenas uma polícia, subordinada ao poder judiciário e agindo em cooperação com ele. As funções ostensivas são exercidas pelos policiais fardados e somente um inquérito é elaborado em conjunto com o Poder Judiciário. Os ganhos de competência e agilidade são imensos e eliminam-se também as disputas e as rixas rotineiras onde as polícias se mantém separadas.

No Brasil, ao contrário, a força do corporativismo policial retrógrado e o temor de enfrentar os velhos conceitos militares é tal que, além da divisão descabida, mantêm-se unidas ainda hoje, em alguns estados, instituições cujas funções não apresentam mais qualquer afinidade, pelo simples fato de que, historicamente, mantiveram-se unidas. É o caso do Corpo de Bombeiros e da Polícia (Brigada) Militar.

Em apenas quatro estados do país, dentre os quais o Rio Grande do Sul (além da Bahia, de São Paulo e do Paraná), permanecem unidas as corporações da polícia militar e a dos bombeiros. Nestes quatro estados, os bombeiros encontram-se subordinados em suas ações às determinações e ao comando da polícia militar. Desde 1988, com a Constituição Cidadã, os estados federados foram separando as duas instituições e determinando funções específicas para cada uma delas. Ganhou-se competência e efetividade nas ações em todos os lugares onde isto aconteceu.

No Rio Grande do Sul a divisão é quase um tabu. Não se deve tocar no assunto, nem mesmo quando o governo sinaliza disposição para discutir a questão e a população se manifesta favoravelmente ao desmembramento. Assunto mais votado entre os propostos aos internautas na estréia do Gabinete Digital do governo do Estado, do que resultou uma manifestação do governador Tarso Genro no sentido de que se deveria estudar o significado da autonomia dos Bombeiros, instalar um grupo de trabalho para tratar do tema e, posteriormente, editar um decreto para solucionar o debate, o comandante da Brigada Militar, ouvido pelo Sul 21, afirmou que a fala do governador foi mal interpretada e que “não há proposta sobre o tema porque nem [se está] tratando do assunto internamente [à Brigada]”.

Mal equipados, já que a maioria das verbas (que são sempre escassas na área de segurança) vai para o policiamento, mal aproveitados, já que os oficiais treinados em atividades de salvamento são destacados para exercer atividades de policiamento ostensivo, os Bombeiros nadam contra a corrente. A Associação dos Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs) realiza palestras e promove encontros com a comunidade para expor as vantagens da separação entre Bombeiros e Policiais Militares.

Parece lógico (e talvez seja até evidente) que as funções de policiamento ostensivo e de salvamento são distintas e muito pouco complementares. Parece lógico (e quem sabe evidente) que as funções de salvamento (e de prevenção) devam ser exercidas por uma instituição criada e mantida especificamente para este fim. Parece lógico (e evidente) que os Bombeiros devam estar integrados e incorporados à Defesa Civil, como já ocorre em muitos estados brasileiros. Só a obtusidade do corporativismo estreito pode justificar a recusa da análise isenta e da discussão aberta do assunto. Dos dois assuntos, aliás, da separação dos bombeiros e da integração das polícias.

Fonte: Sul21