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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Acabou a greve no Piauí

PMs do PI fecham acordo com Estado e encerram paralisações
Categoria volta ao trabalho após se recusar a trabalhar em condições precárias. Acordo salarial foi aprovado.

Após quatro horas de reuniões nesta quarta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI -, policiais e governo chegaram a um acordo e decidiram encerrar os protestos e paralisações. A categoria deflagrou na semana passada a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusaram a trabalhar alegando condições precárias de trabalho. Todos voltam ao trabalho após assembleia geral na noite de hoje.

O reajuste será escalonado de 2012 a 2015, com aumento maior para quem ganha menos. O soldado, por exemplo, terá de 115 a 177% de aumento no período. Já o cabo terá 104% ao todo. Além disso, foi acordada a anistia administrativa dos policiais que tiveram prisões decretadas no movimento, ou terão depois, e a carga horária de trabalho (24X72).

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participaram do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanharam a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).

Reunião entre governo e PMs por fim da "greve" dura 3 horas

Reunião entre governo e PMs por fim da "greve" dura 3 horas
Desembargador Edvaldo Moura é mediador da negociação entre policiais e bombeiros com o governo do Estado.

Desde 16h45min desta quarta-feira (17), policiais e governo se reúnem no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI - em busca de um acordo que encerre os protestos e paralisações da categoria. A categoria deflagrou a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusam a trabalhar desde a semana passada alegando condições precárias de trabalho. Após mais de três horas de reunião, quase todas as pendências foram resolvidas. O único entrave é a carga horária de trabalho.

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com
Representantes do governo reunidos

Policiais e bombeiros discutem as propostas em outra sala

Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o capitão Evandro Rodrigues saiu da sala onde ocorre a reunião anunciando que o acordo de salário foi negociado e firmado, bem como a anistia aos policiais com prisões decretadas durante o movimento e depois dele. A reunião recomeçou por volta de 20h para discutir a carga horária. Enquanto isso, centenas de policiais aguardam o resultado do encontro na Assembleia Legislativa.

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participam do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanham a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).
Atualizada às 19h39min
Houve uma pausa de meia hora às 17h40min na reunião. Cada uma das partes apresentou sua proposta para o fim do impasse. Por conta disso, a reunião foi interrompida para que os líderes de cada um dos lados estudasse o que foi oferecido. Por volta de 18h30min, as conversas foram retomadas. Meia hora depois, nova suspensão. Às 19h30min, a reunião recomeçou.

Fenelon Rocha contou que a proposta do governo seria levada antes dos protestos serem inciados. O reajuste sugerido tem percentuais diferenciados de 2012 a 2015 acima da expectativa de inflação, o que chegaria a 100% de aumento em quatro anos.

Paulo Ivan explicou que os índices foram definidos após comparação com os salários da PM do Piauí com os demais estados e o Distrito Federal, com maior reajuste para quem ganha menos. Além disso, o secretrário frisou que os equipamentos de segurança exigidos já estão sendo adquiridos. "Espero que o bom senso reine", comentou.
O coronel Rubens Pereira informou que os PMs pediram anistia administrativa dos processos que surgiram, surgem e venham a surgir durante o movimento. Ele ainda negou ter determinado a prisão de qualquer policial. "Não determinei a prisão de ninguém. Fiz uma representação de prisão preventiva apenas", disse, sobre o procedimento para oito líderes do movimento.
O capitão Evandro Rodrigues confirmou que os PMs não aceitaram a proposta de reajuste. Eles querem que a primeira parcela do aumento seja em fevereiro de 2012. Ele também informou que tudo só pode ser definido depois de assembleia da categoria e pediu que ninguém comente sobre as propostas apresentadas. Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o secretário Wilson Brandão garantiu a anistia administrativa.
A reunião começou às 16h45min. Antes da abertura do encontro, o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, pediu que policiais militares e gestores busquem de toda forma a solução pacífica para o fim dos protestos. "Queria que nós nos desarmássemos (de espírito) para podermos encontrar uma solução para este impasse", declarou. O magistrado também lembrou ser filho de um militar.

O governador Wilson Martins (PSB) se encontra em Brasília/DF em outros compromissos e pediu que o presidente do TJ intermediasse o acordo.

A imprensa foi autorizada a ficar na reunião por apenas cinco minutos para registro de imagens dos presentes.
Aguarde mais informações

Jordana Cury (especial para o Cidadeverde.com)
Fábio Lima (da Redação)
redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Força Nacional não dá conta do recado e custa R$ 100 mil por dia no Piauí

Caos na segurança do PI

Wilsão tenta evitar a situação piorar com movimento de PMs
Deputado sergipano afirmou que apresentará um projeto de anistia aos PMs e bombeiros do Piauí

O Governo do Estado realizou uma reunião a portas fechadas, até o final da tarde desta segunda-feira, para avaliar a paralisação das atividades da Polícia Militar e discutir as providências a serem adotadas. O comando do movimento e o deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) estiveram na Assembléia Legislativa para tentar negociar a pauta de reivindicação dos militares.

É que o clima está piorando para a imagem do Governo Wilson Martins. O deputado sergipano, que preside a Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, afirmou que apresentará um projeto de anistia aos PMs e bombeiros do Piauí que estão aderindo ao movimento Polícia Legal, Tolerância Zero. "Vamos pedir a anistia para os atos ocorridos porque trata-se de um movimento pacífico e que busca melhorias de condições de trabalho", enfatizou.

Enquanto o movimento Operação Polícia Legal, Tolerância Zero reforça as manifestações da PM, o Governo se mobiliza para tentar debelar as crises na Segurança Pública. O líder do Governo na Assem-bleia, deputado Kleber Eulálio (PMDB), afirmou que a reunião do comando da PM, da Secretaria de Segurança, ampliada com Secretaria de Administração, Fazenda e Planejamento, visava apresentar propostas para finalizar o movimento.

O governador Wilson Martins pediu um diagnóstico e o monitoramento da situação e uma proposta alternativa para ser apresentada aos representantes dos militares. Ele ordenou a compra de equipamentos, armamentos e coletes para os militares. Wilson Martins ainda determinou a elaboração de um projeto de lei para ser enviado à Assembleia, prevendo o aumento escalonado até 2015 dos salários dos militares. 

O deputado estadual Ismar Marques (PSB) ressaltou que vários aumentos salariais já foram dados à categoria nos últimos quatro anos e confirmou que o governo pretende enviar à Assembleia Legislativa uma proposta de aumento para ser implantado nos próximos quatro anos. "Este ano, já houve aumento dos PMs em maio e nos anos de Wellington tiveram mais de 50% de aumento. A ideia para os próximos quatro anos é dobrar esse percentual de aumento, mas estamos analisando com cautela", explicou. Fonte: 180Graus

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Crise na segurança levanta reflexão sobre papel da polícia

Contrariando a letra da música dos Titãs ("Polícia para quem precisa de polícia"), a sociedade precisa de polícia. Polícia nas ruas, garantindo a segurança do público e do privado, inibindo a ação do crime. A Polícia é uma instituição necessária à ordem. Sem a polícia, a sociedade se vê ameaçada em um dos seus direitos mais sagrados - a liberdade de ir e vir - e em sua própria integridade física. Sem polícia nas ruas, o caos pode se instalar.

A crise por que passa a questão da segurança pública no Piauí leva a reflexões sobre o papel da Polícia e sobre a responsabilidade do Estado de prover a sociedade da segurança que ela, sociedade, precisa. No início da semana passada, a Polícia Militar e os Bombeiros Militares lançaram o movimento "Polícia Legal, Tolerância Zero". Deixaram as ruas, largaram suas funções em protesto à falta de negociações com o Governo e de equipamentos de trabalho. Reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O governo diz que os militares já ganharam 11% de aumento este ano. Que está preparando mensagem a ser encaminhada à Assembleia Legislativa propondo ganhos para a categoria. Que não vai sentar à mesa com os policiais em greve. Pediu a ilegalidade da greve, atendida em despacho do desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho. Solicitou homens da Força de Segurança Nacional ao Ministério da Justiça. Cerca de 120 homens chegaram a Teresina na noite de sábado e madrugada de ontem.

Vão fazer o quê, 120 homens? Policiar algumas ruas da capital enquanto o conflito se mantém. Nas circunstâncias atuais, a Força e Segurança Nacional serve muito mais para dar uma falsa impressão de tranqüilidade, ou para intimidar os militares em seu movimento de revolta, do que efetivamente para dar segurança à cidade.

O governo precisa refletir sobre as ações e medidas a adotar em relação ao movimento. Não basta apenas dizer que não vai negociar com grevistas, convocar homens da Força Nacional, pedir ilegalidade da greve. Mesmo se isso aí tudo resolvesse o problema (o que, evidentemente, não vai acontecer), mesmo assim o sentimento de revolta, de indignação e de rebeldia continuaria no seio policial, podendo eclodir a qualquer momento em atos de indisciplina e de insubordinação no trabalho.

O governo precisa conduzir, com sabedoria, a busca de solução para a crise na Polícia Militar; o comando de greve, por sua vez, precisa entender os limites do movimento. Polícia não é só para quem precisa de polícia (na assertiva dos Titãs, os bandidos e criminosos); Polícia é, sobretudo, para a sociedade.

Autor: Zózimo Tavares (para o 180 Graus)

domingo, 14 de agosto de 2011

O que os policiais e bombeiros querem?

Como diria o poeta “A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro, diversão e arte...!” Mas para nossa Polícia Militar na realidade queremos DINHEIRO SIM!

Mas queremos também o mínimo de estrutura. Não é estrutura para desempenharmos um serviço de excelência, (como divulga o comando da PMPI: “O Estado mais seguro do Brasil!”) mas é o mínimo para não morrermos em combate!

Se o Estado repassou a verba para a PM adquirir o material mínimo que por falta de uma gestão séria não repassou aos soldados, esse não é o mérito da questão, isso é relativo, e ainda dentro dessa teoria faremos uma referência a FORÇA NACIONAL.

Vamos comparar nossas condições com essa tropa de 40 homens que chegou ao nosso Estado a pedido do Cmt. Rubens, que chamou desconhecidos para resolver problema de casa. Isso nos remete a Revolução Francesa onde LOUIS XVI rei da França (1754-1793) teve sua cabeça decepada por convocar exército estrangeiro para combater o exército francês, foi morto por TRAIÇÃO, o que dizer ao nosso nobre comandante? Cortem a cabeça!!

“NENHUM PASSO DAREMOS ATRÁS”

AGOSTO VERMELHO!
UNIÃO, FORÇA E CONSCIÊNCIA.
Por: Policialmilitarpiaui.

Fonte: PEC 300 - Bahia (SGT EVALDO)

Piauí: Coronel que atropelou policial está foragido.

Policial é atropelado por viatura  da PM
Vítima é sobrinho do presidente do Jockey Club e está internado após fratura na mão e lesão na cabeça. 

O Policial Militar do Maranhão, Alexandre Henrique Rios Leite, foi atropelado por uma viatura do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em frente à sede das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) na noite do último sábado (13), durante a manifestação dos PMs piauienses chamada "Operação Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual estes reivindicam melhores condições de trabalho e salariais. A vítima teria sido arrastada por aproximadamente 50 metros, batido a cabeça no chão e fraturado o pulso.

Segundo testemunhas, Henrique não fazia parte do movimento, já que está lotado no Maranhão, e apenas observava a movimentação quando foi colhido pelo carro onde estava o comandante do Bope, tenente-coronel Márcio Santos, e mais dois policiais, que após a colisão saiu sem prestar socorro.

O advogado da Associação dos Oficiais Militares do Piauí (Amepi), Leôncio Coelho Júnior, diz que Alexandre "é sobrinho do presidente do Jóquei Clube do Piauí, Nerval Júnior. Ele é associado do clube, que também entrará com uma representação. Como ele é policial no Maranhão e associado a outra entidade, os advogados de lá estão se mobilizando para representar criminalmente o coronel Márcio. Inclusive, se ele não se apresentar será julgado como foragido. Foi registrado um B. O. no 2º DP", declara.

O advogado diz também que Alexandre Henrique Rios Leite permanece internado no Hospital de Urgências de Teresina, esperando por uma cirurgia na mão. "Ele corre o risco de perder os movimentos da mão se essa cirurgia não for feita em 48 horas. A família está atrás de recursos financeiros porque a cirurgia é particular", afirma.

TJ  Aquartelamento não é greve

Os advogados Leôncio Coelho Júnior e Jorge Cury entraram, na manhã deste domingo (14) com um agravo de instrumento contra a decisão do desembargador Luiz Gonzaga Brandão, que determinou a ilegalidade do movimento Polícia Legal, Tolerância Zero. Além disso, os advogados afirmam que o tenente-coronel Márcio Santos, comandante do Bope, será interpelado criminalmente por conta do suposto atropelamento de um PM na noite de ontem (13), em frente ao quartel da RONE.

Leôncio Coelho Júnior explica que a decisão considera que o movimento é uma greve. "Não há greve, até porque a PM não pode grevar. O que há é um movimento que cobra o cumprimento da lei. Policial nenhum, assim como qualquer pessoa, pode dirigir sem carteira de habilitação. Nós entramos com agravo de instrumento e esperamos que a análise seja feita por um desembargador de plantão ainda hoje", declara.

Leôncio Coelho defende as associações de policiais militares
 A decisão do desembargador Luiz Gonzaga foi proferida na tarde de sábado e culminou com a chegada de 130 homens da Força Nacional.

Leilane Nunes
leilanenunes@cidadeverde.com


Video feito pelos próprios policiais que estavam na manifestação

Piauí: Caos na segurança pública

INSEGURANÇA TOTAL: Coronel acusado de atropelar PM

POLICIAIS NÃO VÃO PRAS RUAS E TROCAM ACUSAÇÕES: Vítima foi em estado grave pro HUT

O caos na segurança pública faz sua primeira vítima de forma mais grave, quatro dias depois de iniciado pela Polícia Militar do Piauí. O policial militar Alexandre Henrique Rios Leite, lotado Maranhão, foi levado para o Hospital de Urgência de Teresina depois de envolver-se em um acidente com a viatura conduzida pelo motorista do tenente coronel Márcio Santos, comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Segundo PMs que faziam manifestação em frente ao batalhão da RONE, o comandante do grupamento teria jogado o carro contra o militar.

O comandante teria ido à sede da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais, na zona Norte, para entregar o decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, Luis Gonzaga Brandão. Ao tentar sair do pátio da RONE, encontrou um grupo de manifestantes, e teria ordenado que seu motorista jogasse o carro contra um deles. O militar que é do Maranhão, e estava em Teresina apoiando o movimento grevista, teria sido arrastado por vários metros, e foi levado para o HUT. Ele realiza uma bateria de exames e seu estado é delicado.

PMs TIRAM VIATURAS DAS RUAS

Em retaliação à atitude do comandante do BOPE, os militares, que já tinham começado a voltar às ruas na noite deste sábado, receberam a ordem do comando de greve para que as viaturas voltassem para a garagem dos batalhões da capital. Apenas atenderiam as solicitações de casos mais graves, envolvendo homicídios, estupros, etc. Os militares acusam o comandante de omissão de socorro.

'FORÇA NACIONAL NÃO RESOLVE, GOVERNO TEM QUE NEGOCIAR'

O presidente da Associação dos Militares, capitão Evandro, acompanhou a chegada dos homens da Força Nacional a Teresina e questiona a atitude do governador Wilson Martis. “A força nacional serve para ajudar, no entanto o que veio para o Piauí não representa 1% do efetivo da PM em todo o estado, estão só na zona Leste, não conhecem nada de Teresina, muito menos do Piauí, e mais, se o governo tem condição de trazer a força nacional, porque não negocia com os policiais militares”, indaga.

PM MANDOU QUE COMANDANTES PRENDESSEM SUBORDINADOS

Capitão Evandro revelou ainda uma determinação dada pelo comando da PM na tarde deste sábado e indagou ainda sobre a decisão do TJ de tornar o movimento ilegal. “A ordem, é que o comando geral pediu que os comandantes prendessem seus oficiais. Na tarde deste sábado, o comandante da RONE, capitão Fabio Abreu chegou a dar voz de prisão a alguns de seus subordinados, mas recuou por pura sensibilidade. É estranha esta decisão de tornar a greve ilegal, sendo que não há greve. A polícia não trabalha porque não tem condições. A população tem de entender, se tiver assaltos e crimes, a culpa é de Wilson Martins”, atacou. Enquanto isso, nesta madrugada, os policiais fazem manifestações em frente à sede do comando da PM e querem a prisão do comandante do BOPE.

MILITAR FOI QUEM SE JOGOU NO CARRO, DIZ COMANDO DA PM

O 180graus entrou em contato com o comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Rubens Pereira. A versão dada pelo comandante, que chegou a cogitar a possibilidade de dar voz de prisão ao tenente coronel Márcio, é diferente da dos policiais. Segundo ele, o PM do Maranhão é que teria se jogado contra o veículo do comandante.

“Algumas viaturas da RONE estavam tentando sair do batalhão, e no portão, tenente coronel Márcio encontrou um piquete de manifestantes. Este PM então se jogou no capô do carro. O comandante saiu bem devagar, e o PM acabou caindo, mas em depoimento aqui na corregedoria, ele negou que tivesse atropelado o militar, até mesmo porque não estava exercendo grande velocidade no veículo”, disse por telefone ao 180graus.

O coronel Rubens Pereira confirmou que chegou a cogitar a possibilidade de dar voz de prisão ao comandante. “Eu desconhecia a informação, quando me ligaram, e disseram que ele tinha era matado o militar, disse mesmo que tomaria todas as providencias cabíveis. Isto seria um homicídio! Chamei o comandante, tomei o depoimento, e agora ele está na policia civil registrado um boletim de ocorrência, e o caso será apurado como qualquer outro”, finalizou.

sábado, 13 de agosto de 2011

Força Nacional não resolverá apagão da segurança no Piauí

O Blog do Capitão Assumção entrou em contato com o vereador de Teresina, Sgt R. Silva, que enfatizou a total falta de policiamento ostensivo, tanto na capital quanto no interior, Contradizendo o que as mídias locais e nacionais estão divulgando.

Acerca de informações divulgadas pelo relações públicas da Polícia Militar do Estado do Piauí, Major Sá Júnior, de que alguns policiais estariam retornando às ruas, o vereador diz se tratar de uma notícia enganosa para alardear discórdia na tropa, mas que não dará certo. R. Silva relata que na Companhia Ronda Cidadão, cujo efetivo é de 80 homens, existem somente 4 coletes e e estão vencidos. Declara: “Essa é a essência da Operação Polícia Legal. Sem condições de trabalho, não há policiamento.”

O vereador criticou alguns oficiais que estão “fazendo o jogo” do governador, desde que foram “agraciados” com uma gratificação de comando que varia de R$ 800,00 a R$ 1400,00 e que atinge os comandantes de companhias (independentes e integradas) e comandantes de Batalhão. Mesmo diante dessa falta de sintonia por parte dessa pequena minoria, o movimento continua coeso e resisitindo às “desinformações propositais”.

O líder de Teresina confirmou que o efetivo da Força Nacional (120 homens em 22 veículos) ainda não chegou e tal fato não é motivo de preocupação pois não desarticulará o movimento. Pela sua previsão espera-se que desembarquem nessa manhã de domingo. O vereador disse que, independente da ida do pequeno grupo da Força Nacional, a população deve se precaver e não sair às ruas, até que o governo atenda às reivindicações salariais e de trabalho da categoria.

R. Silva confirmou para essa segunda (15) o comparecimento do deputado Mendonça Prado (DEM /SE), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. O parlamentar federal passará o dia percorrendo os principais pontos de concentração de bombeiros e policiais aquartelados, principalmente, e se reunirá com as lideranças do movimento, com o secretário da segurança e com o governador para achar uma solução ao impasse.

Greve de policiais no Piauí - Entrevista exclusiva

Um dos organizadores da última marcha em prol da PEC 300 pelas ruas de Teresina (27/06), o  Sargento da Polícia Militar do Piauí e vereador em Teresina, R. Silva (PP) destaca a falta de sensibilidade do governo estadual para negociar melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da segurança pública. Sem equipamentos básicos e com baixos salários, 95% dos policiais militares daquele estado simplesmente pararam.

De acordo com R. Silva, “policiais e bombeiros do Piauí só executarão suas atividades se a situação for resolvida”. Para ajudar nas negociações com as autoridades locais, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), chegará ao estado na próxima segunda-feira ( 15 de agosto).

Por fim, Silva ressalta que apenas uma ação conjunta de policiais e bombeiros de todo o país será capaz de aprovar a PEC 300 no Congresso Nacional. “Acredito que a solução para aprovar a PEC 300 é um movimento unificado em todo o Brasil... Policiais e bombeiros parando suas atividades para pressionar deputados, senadores, Governo Federal e governadores de estado.”

Confira a entrevista do vereador R. Silva ao Blog do Capitão Assumção

Blog do Capitão Assumção - Como está a situação da greve dos agentes de segurança pública no Piauí?
Vereador R. Silva - Aqui no Estado do Piauí foi iniciado, na última quarta-feira, um movimento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que ficou conhecido como “Polícia Legal”. Os policiais militares e bombeiros só estão cumprindo suas escalas de serviço quando o Estado fornece todos os equipamentos obrigatórios. Como faltam coletes à prova de balas, viaturas equipadas e até mesmo fardamentos; 95% do efetivo de policiais militares do Estado do Piauí não estão trabalhando porque o Governo do Estado não está dando essas condições. Além de lutar contra a falta de segurança para exercer o trabalho, nós também reivindicamos aumento de salário: saindo de R$ 1,4 mil para R$ 2 mil (para o soldado). E o governo, até o presente momento, radicalizou e não negociou com a categoria. Então, nosso próximo passo é fortalecer o movimento em todo o Estado do Piauí. Inclusive vamos receber um reforço do Congresso Nacional na próxima segunda-feira: já está confirmada a presença do deputado Mendonça Prado (DEM-SE), que vai passar o dia com autoridades piauienses, tentando intermediar essa situação. Também quero acrescentar que, apesar de o Governo do Estado ter requisitado a Força Nacional de Segurança, temos informações de que o efetivo que vem é de menos de 100 homens. E o nosso efetivo da ativa é de mais de 6,5 mil. Portanto, o Governo do Estado não vai resolver o problema da segurança pública requisitando esse pequeno efetivo que vem de fora. E mais: nós acreditamos que esse não é o caminho. No momento em que o governo radicaliza, mais dificuldade terá para resolver o impasse. Agora, policiais e bombeiros do Piauí só executarão suas atividades se a situação for resolvida.

Qual a avaliação do senhor sobre o movimento pela aprovação da PEC 300?
Em relação a esse assunto, gostaria de informar aos companheiros policiais e bombeiros de todo o Brasil que desta feita não foi possível o Estado do Piauí comparecer a Brasília por conta do movimento “Polícia Legal”. Mas eu acredito que a solução para aprovar a PEC 300 é um movimento unificado em todo o Brasil... Policiais e bombeiros parando suas atividades para pressionar deputados, senadores, Governo Federal e governadores de estado. Seguramente, logo seja resolvida essa situação aqui no Piauí, nós vamos nos incorporar aos demais estados pela aprovação da PEC 300.