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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Caos na segurança do PI

Wilsão tenta evitar a situação piorar com movimento de PMs
Deputado sergipano afirmou que apresentará um projeto de anistia aos PMs e bombeiros do Piauí

O Governo do Estado realizou uma reunião a portas fechadas, até o final da tarde desta segunda-feira, para avaliar a paralisação das atividades da Polícia Militar e discutir as providências a serem adotadas. O comando do movimento e o deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) estiveram na Assembléia Legislativa para tentar negociar a pauta de reivindicação dos militares.

É que o clima está piorando para a imagem do Governo Wilson Martins. O deputado sergipano, que preside a Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, afirmou que apresentará um projeto de anistia aos PMs e bombeiros do Piauí que estão aderindo ao movimento Polícia Legal, Tolerância Zero. "Vamos pedir a anistia para os atos ocorridos porque trata-se de um movimento pacífico e que busca melhorias de condições de trabalho", enfatizou.

Enquanto o movimento Operação Polícia Legal, Tolerância Zero reforça as manifestações da PM, o Governo se mobiliza para tentar debelar as crises na Segurança Pública. O líder do Governo na Assem-bleia, deputado Kleber Eulálio (PMDB), afirmou que a reunião do comando da PM, da Secretaria de Segurança, ampliada com Secretaria de Administração, Fazenda e Planejamento, visava apresentar propostas para finalizar o movimento.

O governador Wilson Martins pediu um diagnóstico e o monitoramento da situação e uma proposta alternativa para ser apresentada aos representantes dos militares. Ele ordenou a compra de equipamentos, armamentos e coletes para os militares. Wilson Martins ainda determinou a elaboração de um projeto de lei para ser enviado à Assembleia, prevendo o aumento escalonado até 2015 dos salários dos militares. 

O deputado estadual Ismar Marques (PSB) ressaltou que vários aumentos salariais já foram dados à categoria nos últimos quatro anos e confirmou que o governo pretende enviar à Assembleia Legislativa uma proposta de aumento para ser implantado nos próximos quatro anos. "Este ano, já houve aumento dos PMs em maio e nos anos de Wellington tiveram mais de 50% de aumento. A ideia para os próximos quatro anos é dobrar esse percentual de aumento, mas estamos analisando com cautela", explicou. Fonte: 180Graus

sábado, 13 de agosto de 2011

Greve de policiais no Piauí - Entrevista exclusiva

Um dos organizadores da última marcha em prol da PEC 300 pelas ruas de Teresina (27/06), o  Sargento da Polícia Militar do Piauí e vereador em Teresina, R. Silva (PP) destaca a falta de sensibilidade do governo estadual para negociar melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da segurança pública. Sem equipamentos básicos e com baixos salários, 95% dos policiais militares daquele estado simplesmente pararam.

De acordo com R. Silva, “policiais e bombeiros do Piauí só executarão suas atividades se a situação for resolvida”. Para ajudar nas negociações com as autoridades locais, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), chegará ao estado na próxima segunda-feira ( 15 de agosto).

Por fim, Silva ressalta que apenas uma ação conjunta de policiais e bombeiros de todo o país será capaz de aprovar a PEC 300 no Congresso Nacional. “Acredito que a solução para aprovar a PEC 300 é um movimento unificado em todo o Brasil... Policiais e bombeiros parando suas atividades para pressionar deputados, senadores, Governo Federal e governadores de estado.”

Confira a entrevista do vereador R. Silva ao Blog do Capitão Assumção

Blog do Capitão Assumção - Como está a situação da greve dos agentes de segurança pública no Piauí?
Vereador R. Silva - Aqui no Estado do Piauí foi iniciado, na última quarta-feira, um movimento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que ficou conhecido como “Polícia Legal”. Os policiais militares e bombeiros só estão cumprindo suas escalas de serviço quando o Estado fornece todos os equipamentos obrigatórios. Como faltam coletes à prova de balas, viaturas equipadas e até mesmo fardamentos; 95% do efetivo de policiais militares do Estado do Piauí não estão trabalhando porque o Governo do Estado não está dando essas condições. Além de lutar contra a falta de segurança para exercer o trabalho, nós também reivindicamos aumento de salário: saindo de R$ 1,4 mil para R$ 2 mil (para o soldado). E o governo, até o presente momento, radicalizou e não negociou com a categoria. Então, nosso próximo passo é fortalecer o movimento em todo o Estado do Piauí. Inclusive vamos receber um reforço do Congresso Nacional na próxima segunda-feira: já está confirmada a presença do deputado Mendonça Prado (DEM-SE), que vai passar o dia com autoridades piauienses, tentando intermediar essa situação. Também quero acrescentar que, apesar de o Governo do Estado ter requisitado a Força Nacional de Segurança, temos informações de que o efetivo que vem é de menos de 100 homens. E o nosso efetivo da ativa é de mais de 6,5 mil. Portanto, o Governo do Estado não vai resolver o problema da segurança pública requisitando esse pequeno efetivo que vem de fora. E mais: nós acreditamos que esse não é o caminho. No momento em que o governo radicaliza, mais dificuldade terá para resolver o impasse. Agora, policiais e bombeiros do Piauí só executarão suas atividades se a situação for resolvida.

Qual a avaliação do senhor sobre o movimento pela aprovação da PEC 300?
Em relação a esse assunto, gostaria de informar aos companheiros policiais e bombeiros de todo o Brasil que desta feita não foi possível o Estado do Piauí comparecer a Brasília por conta do movimento “Polícia Legal”. Mas eu acredito que a solução para aprovar a PEC 300 é um movimento unificado em todo o Brasil... Policiais e bombeiros parando suas atividades para pressionar deputados, senadores, Governo Federal e governadores de estado. Seguramente, logo seja resolvida essa situação aqui no Piauí, nós vamos nos incorporar aos demais estados pela aprovação da PEC 300.