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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Governo e policiais fecham acordo e a greve chega ao fim

Após seis horas de negociações a portas fechadas no Palácio da Abolição, no Meireles, policiais civis em greve e representantes do Governo, intermediados por membros de entidades como a Procuradoria Geral da Justiça, Defensoria Pública do Estado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), selaram um acordo que pôs fim a paralisação da categoria. A greve já durava nove dias, deixando praticamente todas as delegacias da Capital, zona metropolitana e do Interior completamente fechadas.

O acordo 'saiu' somente por volta das 21 horas, quando a presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpoci), Inês Romero, assinou um documento juntamente com o chefe do Gabinete do Governador, Ivo Gomes; secretários estaduais Francisco Bezerra (Segurança Pública), Mauro Filho (Fazenda) e Eduardo Diogo (Planejamento e Gestão).

Também chancelaram o documento o procurador geral de Justiça, Ricardo Machado; a defensora pública geral, Andréia Coelho, o presidente da OAB-CE, Valdetário Monteiro ; o representante jurídico do Sinpoci, Leandro Vasques; e o presidente da Confederação Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Gandra.

Conforme ficou estabelecido no documento, os principais pontos da pauta de reivindicações da categoria foram atendidos pelo Governo, entre eles, anistia para toda a categoria (evitando a abertura de sindicâncias para apurar as manifestações da classe, desde julho de 2011), pagamento dos salários que haviam sido cortados de 199 grevistas; alteração nos critérios de promoções para os policiais que não têm graduação superior; e pagamento de horas-extras.

Salários

Na parte dos salários, o Governo estabeleceu novos pisos para a categoria, assim distribuídos: inspetores e escrivães de primeira classe (R$ 2.640,00), segunda classe (R$ 2.904,00), terceira classe (R$ 3.194,40) e classe Especial (R$ 3.513,84), operadores de telecomunicações (R$ 2.751,72) e técnico de telecomunicações (R$ 3.076,08).

Por volta das 22h30, os policiais fizeram uma assembleia-geral e decidiram aceitar o acordo, encerrando a greve.

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

RS registra mais dois novos protestos com queima de pneus

Tramandaí - Mais dois protestos com queima de pneus foram registrados nesta sexta-feira no Estado. Em Tramandaí, cerca de 50 pneus foram queimados e duas faixas foram colocadas na Avenida Fernandes Bastos, próximo a Vila Cruzeiro. No local havia os dizeres: “Greve Já, Esmola Não”. Já no km 273 da BR-158, em Santa Maria, vários pneus foram queimados sobre a rodovia, por volta das 2h30. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os pneus foram encontrados sobre a pista com vestígios de gasolina, mas não estavam em chamas. No local havia faixas com as frases: “Não queremos esmolas” e “PM gaúcha o pior salário do Brasil”.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"PEGUE 300": proposta indecente para os policiais gaúchos.

" Abono " não é salário,diz líder do PMDB na Assembléia

A proposta de um abono de R$ 300,00, apelidada de "PEGUE 300", para ser pago em duas parcelas e sem previsão de incorporação aos salários dos servidores da Brigada Militar surpreeendeu o líder da bancada do PMDB na Assembleia. Para o deputado Giovani Feltes, a saída que o governador Tarso Gero encontrou diante da reivindicação de 25% de reajuste mantém os brigadianos com o pior salário da categoria em todo o país e afasta mais ainda o compromisso de campanha de adotar a PEC 300 como piso.

A proposta prevê uma primeira parcela de R$ 140,00 nos salários do mês de outubro e outra, de R$ 160,00, somente a partir de abril de 2012.

A falta de um índice para reajuste imediato do básico dos policiais militares também surpreendeu ao deputado. Cansei de ver o PT dizendo que abono não é salário, recordou Feltes. Ele salienta que uma parcela autônoma não refletirá sobre outras vantatens, como o percentual de risco de vida e no pagamento de férias e 13º salário. Mesmo que a categoria aceite a proposta de abono, reforçou o líder do PMDB, os brigadianos devem manter a mobilização para garantir a aplicação do piso de R$ 3.200,00 previsto na PEC 300, pois a BM acreditou na promessa eleitoral do governador.

Depois de semanas de protestos com a queima de pneus em rodovias do RS, os PMs buscavam 25% de aumento sobre o salário básico. Os servidores da BM recebem atualmente R$ 1.170,00, enquanto outros estados com menor capacidade econômica reservam melhor tratamento aos agentes da segurança. Sergipe, que tem o 24º PIB do país, tem o salário inicial de R$ 2,4 mil Fonte: Rádio Fandango

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bombeiros protestam durante desfile no RJ

Grupo de soldados com faixas e cartazes em protesto contra o governo do Estado; governador e prefeito do RJ debandaram.

Soldados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizaram um protesto nesta quarta-feira, durante o desfile cívico-militar que comemora o Dia da Independência na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, segundo informações da repórter Liliane Guimarães, da BandNews FM.

Os soldados se posicionaram em frente à arquibancada onde deveriam estar o governador, Sérgio Cabral, e o prefeito, Eduardo Paes, que cancelaram a ida ao evento sem dar explicações. Os bombeiros seguraram faixas e cartazes em protesto contra o governo do Estado.

O grupo estava no local desde o início da manhã. Eles cantaram o hino da corporação e receberam apoio das pessoas que foram assistir ao desfile. Homens do Batalhão de Choque fizeram a segurança no local. Mas a manifestação dos soldados do Corpo de Bombeiros seguiu pacífica. Fonte: Blog Sgt Evaldo - Bahia

Foto: Liliane Guimarães/BandNews FM
Marielly Campos noticias@band.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PF ameaça investigar figurões se não tiver aumento de salário

Sem reajuste, PF ameaça

O Ministério do Planejamento encerrou as negociações com delegados e agentes e nenhum reajuste foi proposto. Essa negativa acirrou os ânimos das duas categorias, que estão se sentindo desprestigiadas pelo Palácio do Planalto. Muitos sindicalistas acreditam que uma greve será ineficaz, mas apostam na intensificação das operações contra a corrupção, causando constrangimento a autoridades.


Governo rechaça aumentos a policiais e categoria pode fazer greve e ações contra integrantes da República

O vigoroso não ao reajuste salarial que os dirigentes das associações de delegados e de agentes da Polícia Federal receberam do Ministério do Planejamento escancarou a crise de comando e de prestígio em que a instituição está mergulhada. Depois de pelo menos cinco reuniões marcadas e canceladas em um mês, o secretário de Recursos Humanos do Planejamento, Duvanier Ferreira, encerrou as negociações, fechando as portas para qualquer reajuste neste ano e em 2012. O atual diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, está em baixa no Palácio do Planalto e sua substituição é questão de tempo.

A avaliação da presidente Dilma Rousseff é de que a instituição está sem controle. Tanto que cogitou nomear um militar para a PF com a missão de botar ordem na casa. Ela expressou esse desejo no auge do desgaste gerado pela Operação Voucher, no início de agosto, que resultou na prisão de 36 pessoas, entre elas, o então secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa da Silva. Pressionados pelos partidos aliados, a presidente e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao qual a PF está subordinada, pediram a punição de membros da corporação responsáveis pela exposição à mídia dos presos algemados. Cardozo também reclamou de não ter sido avisado da operação que tinha membros do alto escalão do Turismo na mira.

As ameaças de intervenção de Dilma se amplificaram na PF depois de o Planejamento se negar a conceder reajustes aos servidores. A negativa foi vista como uma falta de prestígio e de descaso do governo com a corporação. Maiores defensores desse ponto de vista, os delegados ameaçam fazer greve, mas a própria categoria avalia que os únicos que realmente podem fazer barulho e chamar a atenção são os agentes, ao parar as atividades nos já caóticos aeroportos brasileiros. Os mais radicais têm sugerido que a PF pressione o governo com o estouro de operações de investigação contra cabeças graúdas da República.

Ânimos exaltados
Em notas, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) rebateu as críticas do governo ao uso das algemas nos presos da Operação Voucher. A entidade também reclamou dos cortes no orçamento do órgão e da falta de reajuste salarial. Tais posicionamentos só serviram para inflamar os ânimos no Planalto, que não se conforma com a afronta da corporação.

A análise do governo é de que, no meio da batalha declarada pelos servidores da PF, está a eleição para a direção da Associação dos Delegados, marcada para o fim deste ano. Ao não conseguir os reajustes para seus associados, a atual diretoria da entidade ficou sem bandeira para garantir um novo mandato. Depois de muita insistência, o ministro da Justiça recebeu as lideranças sindicais no último dia 29 e prometeu alguns afagos, como a gratificação para a fixação de policiais nas fronteiras e a reestruturação de funções administrativas, de impacto financeiro baixo.

O Sindicato Nacional dos Delegados da PF (Sindepol) informou que a briga da entidade é pela instituição da Compensação Securitária por exercício de atividade de risco, prevista em proposta de emenda constitucional que tramita no Congresso, com a qual o governo já teria concordado em pagar.

Desprestígio é claro
A falta de interlocução entre a cúpula do governo e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Coimbra, não vem de hoje. Em fevereiro último ele tentou e não conseguiu emplacar o delegado Sérgio Menezes para a Diretoria de Administração e Logística Policial, cargo estratégico na organização, pois dá suporte às operações deflagradas no país inteiro. Mas tanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quanto a Casa Civil ignoraram o fato e não deram satisfação. O cargo está vago até hoje.

Concurso à vista
A Polícia Federal deve abrir 500 vagas neste ano por meio de concurso público e outras 500 em 2012. Foi o que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou aos líderes sindicais. Ele não disse, porém, quantos postos serão destinados a delegados. A última seleção para a instituição foi em 2004. O curioso é que o ministro ouviu dos dirigentes sindicais que deveria ofertar poucas vagas para valorizar mais o cargo, a exemplo do que ocorre na magistratura e no Ministério Público.

Autor(es): » ANA D,ANGELO
Correio Braziliense - 06/09/2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Com menor salário do Brasil, PMs ameaçam revolta no RS

Na madrugada desta quarta-feira, policiais queimaram pneus e protestaram em rodovia cobrando aumento salarial

De um lado, policiais da Brigada Militar (BM) queimam pneus, bloqueiam rodovias e pressionam por aumento salarial no Rio Grande do Sul. De outro, o governador do Estado, Tarso Genro (PT), afirma que a proposta não será apresentada enquanto houver protestos. Na próxima quinta-feira, às 10h30, uma reunião entre governo e manifestantes tentará solucionar um impasse incômodo à cúpula da segurança gaúcha. Conforme o presidente da Associação de Cabos e Soldados da BM, Leonel Lucas, se o aumento pretendido pela categoria não for assegurado, os protestos fugirão do controle.

"Estamos preocupados com a situação. Caso o governador não garanta o aumento, poderá acontecer uma revolta maior. Espero que ele venha com uma boa proposta, pois durante a campanha eleitoral nos foi prometido um salário de R$ 3,2 mil até 2014", disse Lucas. Um PM gaúcho recebe hoje R$ 1.170, o menor piso do País. A categoria quer reajuste escalonado, mas até o momento recebeu a oferta de apenas 4%. "Isso nós não aceitamos", afirmou o presidente da associação.

O chefe da Casa Civil gaúcha, Carlos Pestana, garantiu que haverá negociação mas ressaltou que definir uma proposta em meuio a protestos poderia representar "um incentivo a prática". "Não queremos passar a ideia de que esse tipo de protesto serve de elemento para definir o reajuste salarial. Do ponto de vista do governo, esse tipo de ação não ajuda. Acaba tirando legitimidade", avaliou.

Na madrugada desta quarta-feira, um grupo de policiais levou cartazes e queimou pneus nas BRs 386 (Canoas), 471 (Santa Vitória do Palmar) e 290 (Alegrete), exigindo o aumento. Na segunda-feira, os manifestantes já haviam queimado pneus em outros atos. Eles descumpriram um acordo feito com o governo na semana passada, em que ficou definida a suspensão dos protestos por cinco dias, começando pela última sexta-feira. A associação não soube dizer quem foram os responsáveis pelas novas manifestações.

Desde o início do mês, protestos semelhantes têm sido registrados em várias rodovias gaúchas, como as BRs 153 (Concórdia), 116 (Novo Hamburgo) e ERS-344 (Santa Rosa-Giruá). O governador Tarso Genro afirmou que, enquanto as manifestações continuarem, não há negociação. "Elas são justas, mas viemos alertando para que os policiais não percam o controle. A nossa proposta está pronta, só que enquanto continuar a queima de pneus, não vamos apresentá-la", ressaltou o governador, através de sua assessoria.
"Proposta beira o rídiculo"

O deputado Edson Brum (PMDB), que defendeu os PMs ontem na tribuna da Assembleia Legislativa, criticou Tarso Genro, dizendo que ele foi o responsável por criar uma crise de segurança ao oferecer uma proposta que "beira o ridículo". "Ele cometeu um estelionato eleitoral ao prometer salários acima de R$ 3 mil para a categoria. Oferecer 4% chega a beirar o ridículo. O governador deveria economizar em algumas pontas e ser mais justo, transferindo os aumentos dos cargos em comissão (CCs) para os policiais", disse o deputado.

"Os policiais já receberem quase 7% neste ano e deverão ser contemplados por mais duas parcelas até o fim do ano. Uma delas seria esta de 4% neste momento. Desconheço um governo que neste período tenha dado um percentual deste nível. O deputado (Brum) já participou de outros governos e sabemos que as reividincações não foram atendidas", argumentou Pestana.

A reunião entre a cúpula da segurança e a Brigada Militar ocorrerá na Casa Civil, que salientou que "a categoria tem todo o direito de se manifestar, mas o governo não concorda com a queima de pneus".

MAURICIO TONETTO Portal Terra
Direto de Porto Alegre

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PM do RS tem o 2º pior salário do Brasil

PM do RS tem o 2º pior salário do Brasil mesmo sendo o 4º estado em arrecadação

Dizem que as histórias têm 3 versões: a sua, a minha e a verdadeira....Caros amigos e colegas, peço que divulguem esse e-mail, para que a população do Rio Grande do Sul e do Brasil saiba o que acontece, de verdade, em nosso Estado.

Os Policiais Militares do RGS, profissionais trabalhadores, ordeiros e competentes, em respeito à população que sempre defendem, por vezes com o sacrifício da própria vida, vem a público esclarecer o que tem ocorrido na Corporação o que levou companheiros e seus familiares a desafiarem os desmandos do Governo do Estado.

Venho por meio desta mostrar que ao longo da sua existência, a Brigada Militar sempre se pautou pela hierarquia e disciplina e também pela credibilidade de seus serviços, estando sempre ao lado da população em todas as suas aflições e enfrentando com bravura as calamidades naturais que atingem o Estado.

Ao nos formarmos, juramos defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida e assim temos feito ao longo desses 173 anos de existência. A Corporação combate o tráfico, a violência, atua na segurança de seus filhos nas escolas, trabalham na segurança de datas festivas aberta para a população, (sem remuneração extra) salientando que além de exercer todas essas funções recebendo um dos PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil (tabela ao Final).

O governo Dilma e Tarso, na sua campanha eleitoral juraram que iriam dar o aumento da PEC 300 e renovar contrato com SENASP e o que fizeram depois de se eleger cortaram o nosso PRONASCI, cada vez mais reduzem nosso salário e ainda por cima cortaram nossas horas extras.

Será preciso acontecer no nosso ESTADO o mesmo que aconteceu com os Bombeiros no Rio de Janeiro para que os GOVERNANTES TOMEM CONSCIÊNCIA do que é a POPULAÇÃO sem SEGURANÇA PÚBLICA?

Como pode um estado com o tamanho do RIO GRANDE DO SUL, pagar tão pouco a classe policial em geral? Quando nos conscientizarmos e nos unirmos num elo consistente, sendo esta união do soldado mais novo ao oficial mais antigo, com certeza nossas reivindicações serão apreciadas de maneira diferente pelo governo estadual, pois SOMENTE UNIDOS SEREMOS FORTES?. Peço a ajuda de todos e da Abamf para levar a frente e continuar a luta por um direito nosso.

Enviado por e-mail: j***p********@gmail.com

Colaboração: Blog do Capitão Assumção

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Governador da PB diz que "PEC 300" foi uma farsa

Ricardo diz que Estado vive na ilegalidade: "Tudo que for imoral ou ilegal será cortado"
O futuro governador questionou os reajustes aprovados pelo atual governo
O governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) afirmou que seu governo terá como meta principal a criação de uma base que sustente a geração futura. Para ele, é preciso pensar a Paraíba para uma ou duas gerações a frente, mesmo que inicialmente as obras não sejam visíveis.

“Precisamos criar bases para uma geração futura. Ficaremos para a história se pensarmos na geração futura. Pensar adiante significa pensar com generosidade, mesmo que essas obras não apareçam imediatamente, porque se preocupa muito em aparecer e não se faz nada que garanta o futuro”, argumentou Ricardo.

O futuro governador ressaltou que é preciso ter como meta pensar nas próximas duas gerações. “É preciso pensar a Paraíba daqui a uma ou duas gerações a frente. Essa é a nossa meta. Precisamos ter clareza para garantir que as necessidades futuras sejam preenchidas”, frisou.

Ricardo vai cortar gratificações: "Tudo que for imoral ou ilegal será cortado"
O governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) informou que irá cortar "todas as gratificações ilegais ou imorais". Segundo ele, o Estado não pode ficar esperando que a receita do Executivo aumente para conseguir estabilizar as finanças do governo.

"Eu não posso ter isso e ficar esperando que a receita aumente e correr o risco do estado perder até o repasse que já tem. Nós temos aí prestadores de serviços recebendo gratificações e isso é ilegal. Prestador de serviço não pode receber gratificações. Toda gratificação que for ilegal ou imoral será cortada", enfatizou.

"Tenho compromisso com os concursados, mas o estado só pode contratar se tiver equilíbrio fincanceiro"
Ricardo disse que ao assumir que pode deixar o pagamento do mês de dezembro dos servidores do estado para janeiro o governador José Maranhão (PMDB) assume que a situação da Paraíba é crítica. O futuro gestor informou que tem o compromisso de contratar os concursados mas que só poderá fazer isso quando o Executivo se equilibrar financeiramente.

“Eu tenho compromisso com concursados, mas o estado só pode contratar com equilíbrio financeiro. O governo não tem como pagar. Está explícito que o estado não tem como pagar e que a PEC 300 foi uma farsa. Não tinha dinheiro nem previsto na LOA (Lei orçamentária Anual) e nem tem dinheiro no caixa. O equilíbrio financeiro do estado é algo inegociável", afirmou Ricardo.

O futuro governador questionou os reajustes aprovados pelo atual governo. "Se não tem dinheiro para pagar a folha de dezembro como vai pagar esses reajustes?", indagou o socialista acrescentando que "se o governo conseguir pagar a folha vai estar raspando o tacho".

Na manhã desta segunda-feira (27) o governador José Maranhão admitiu que pode deixar o pagamento da folha de dezembro para ser efetuado por Ricardo Coutinho. "Não posso dizer que o caixa esteja sem dinheiro porque estaria dizendo que está quebrado, mas ele está muito baixo", confessou o peemedebista.