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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PEC 300 - Visita de Dilma é palco para luta por aprovação do piso

Visita de Dilma é palco para luta da PEC
Policiais montaram barracas para chamar a atenção da presidente Dilma Rousseff que chega a Sergipe para participar do Fórum de Governadores
Policiais se mobilizaram para chamar a atenção da presidente da República
Na manhã desta segunda-feira, 21, policiais montaram barracas no acesso ao município de Barra dos Coqueiros para chamar a atenção da presidente Dilma Rousseff para a necessidade da aprovação da PEC 300. A presidente desembarca em Sergipe para participar do Fórum dos Governadores.
“Da mesma forma que existe o piso nacional dos professores, a Segurança Pública também precisa definir o piso mínimo para a categoria. A PEC 446/300 não fala de valores, mas destaca que exista um valor mínimo a ser pago para civis, militares e bombeiros”, ressalta o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Antônio Moraes que cobra a implantação de uma lei ordinária.

"A Segurança Pública não tem uma lei ordinária nacional", diz Moraes
“A segurança pública não tem uma lei ordinária nacional. A defensoria pública, Ministério Público e Judiciário têm leis, mas para a polícia não existe nem a padronização de procedimentos. Um exemplo é que em São Paulo existem 14 cargos para a Polícia Civil, enquanto em Sergipe existem quatro cargos. Falta o alicerce da profissão, não existe uma organização básica”, critica.

O deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) esclarece que a primeira parte da votação da PEC já foi cumprida e que requereu ao presidente da Câmara dos Deputados a inclusão na pauta do plenário. “Existe uma resistência do Governo em não querer ampliar o investimento em segurança pública. O Governo está trabalhando para que a PEC não seja votada, isso por falta de interesse em investir verdadeiramente na segurança pública da população e dos policiais”, menciona Mendonça, que salienta o descaso com relação a disparidade dos salários dos policiais.
"Existe uma resistência do Governo em não querer ampliar o investimento em segurança pública", afirma o deputado federal Mendonça Prado
“No Rio de Janeiro o policial militar recebe R$900 e no Rio Grande do Sul é R$800, mostrando que não existe uma política de incentivo para a Segurança Pública, onde o profissional não é valorizado. É importante notar que se Sergipe pode pagar um salário um pouco melhor, porque os outros estados não podem”, questiona o deputado federal que é a favor da criação de um fundo destinado ao pagamento de salário dos profissionais da Segurança Pública.

O gestor da Associação Beneficente de Servidores Militares de Sergipe (Absmse), sargento Jorge Vieira lembrou que a melhoria salarial dos militares em Sergipe se deve a luta da categoria. “Hoje nós temos um salário melhor por conta da luta que a categoria se mobilizou, mas isso não significa que aqui já temos a PEC, quem pensa assim desconhece o que realmente prevê a PEC 446/300”, ressalta Vieira, que destaca a importância da PEC como instrumento para igualar o piso nacional das policias e o salário das pensionistas.

“Hoje se um policial morre a família fica desamparada. Isso é inadmissível. Queremos corrigir essa desigualdade entre as policias, onde temos a polícia rica e a polícia pobre, ou seja, uns que recebem melhor e outros não”, explica Vieira. [...]
"Ainda não temos a PEC 300", lembra Vieira
Por Kátia Susanna Fonte: Infonet

PEC 300 - Conquista da PM e BM são das associações

O gestor da Associação beneficente dos Servidores Militares de Sergipe, sargento Jorge Vieira, contestou a informação de que “Sergipe já tem a PEC 300”, segundo declarou o governador Marcelo Deda na manha desta segunda-feira, quando soube da manifestação dos militares, que pedem apoio à presidente Dilma Rousseff, para votação e aprovação da PEC 300.

O gestor disse à redação do FAXAJU, que houve uma tentativa de frustrar a manifestação. Vieira diz que é uma manifestação ordeira e que não há intenção de atrapalhar a realização do Fórum de Governadores que acontece em Sergipe. “Tentaram impedir que as associações realizassem o ato, porem isso não vai acontecer. Estamos apenas reivindicando os nossos direitos. Alias, é um ledo engano do governo, que afirma que Sergipe já tem a PEC 300. O governo está mal informado por seus assessores. A PEC na verdade irá corrigir a distorção que há inclusive aqui em nosso estado. Com a aprovação da PEC, haverá paridade entre pensionistas e aposentados com os da ativa. Isso irá corrigir os equívocos” disse Vieira. 

Outro ponto que o gestor defende, é que haja equiparação salarial entre as policias civil, militar e corpo de bombeiros. “Nós não ganhamos nada. O que nós temos hoje, foi através de muita luta das associações”, explica ele. Fonte: Fax Aju

PEC 300 - associações militares farão manifestações

As Associações Unidas da Policia Militar, estarão realizando na manha desta segunda-feira (21), uma manifestação onde irão pedir a votação e a aprovação da PEC 300. O ato ocorrerá na ponte Aracaju/Barra, onde os militares estarão exibindo faixas, pedindo apoio da presidenta Dilma Rousseff, que estará na manha de hoje em Sergipe, para participar do Fórum dos Governadores do Nordeste.

Segundo declarações do gestor da Caixa Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE), sargento Jorge Vieira, a manifestação será pacifica, sem nenhum tipo de movimento que prejudique a reunião dos governadores e alem disso, contará com a presença dos deputados federais Mendonça Prado (DEM) e André Moura (PSC), alem do deputado estadual, capitão Samuel Barreto (PSL).

Ao tomar conhecimento dessa movimentação, o governador Marcelo Deda (PT), se posicionou contrario e disse que isso será um desserviço para o estado. Segundo Deda, o estado de Sergipe já fez a sua PEC 300. “Isso será um desserviço para o estado e não irá ajudar em nada. Concordo que os militares façam as suas reivindicações, porem isso deverá ser feito em Brasília, onde eles deverão pedir ajuda aos parlamentares. Eu não vou tolerar nada que venha a prejudicar o encontro de governadores”, avisou o governador. Fonte: faxaju

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PEC 300 - policiais nordestinos cobrarão de Dilma nesta segunda

Deputado Mendonça Prado (DEM/SE) - relator na CCJC e defensor da PEC 300
Na próxima segunda-feira a presidente Dilma Roussef estará com os nove governadores da Região Nordeste durante Fórum que será realizado em Aracajú, Sergipe.

O tema central do encontro será a erradicação da miséria no País. Os governadores também vão abordar a criação de um sistema de vigilância da pobreza, ações territoriais articuladas e compromisso com Objetivos do Milênio (ODM) para alcançar a meta nacional.


A presença de Dilma em Sergipe também será alvo das entidades militares nordestinas que cobrarão da presidência a implantação do Piso Nacional por meio da aprovação da PEC 300. Tem que ser assim em todos os lugares da nação brasileira. O piso só sai na pressão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Roberto Jefferson prega paz entre PT e PMDB para que PEC 300 não passe

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, aquele do mensalão, afirmou na última terça-feira, através de seu blog que Dilma precisará da intermediação de interlocutores preciosos como Michel Temer, José Sarney e Palocci para que uma crise em busca de cargos no segundo escalão não ocorra no governo.
Jefferson é categórico em afirmar que o PT e PMDB necessitam "fazer uma terapia de grupo pra discutir a relação" e "definir que tipo de aliados serão: se parceiros ou inimigos íntimos". "O método, contudo, deve prescindir da ortodoxia, caso contrário a terapia se estenderá além do que a prudência exige", disse.
O ex-deputado (que foi acusado de envolvimento em um suposto esquema de corrupção nos Correios, no governo Lula - conhecido como mensalão) diz que essa birra precisa ser contida o mais rápido possível pois em fevereiro, "Além da eleição da Mesa Diretora de Câmara e do Senado, Dilma terá que impor sua agenda de austeridade fiscal (corte de gastos - um palavrão para os políticos, de acordo com Jefferson) e contornar os PENDURICALHOS herdados de 2010. Entre eles, PROJETOS COMPLICADOS PARA O CAIXA DO GOVERNO, COMO A PEC 300, que cria um piso salarial nacional para policiais militares e bombeiros, a discussão do novo salário mínimo e a questão da jornada de trabalho", delineou.

domingo, 26 de dezembro de 2010

PMs festejam aplicação da PEC 300 em janeiro e já distribuem calendários

Fonte: wscom

Major Fábio diz que policiais projetam efeitos dos reajustes nos vencimentos

O deputado federal Major Fabio revelou neste sábado, ao WSCOM, que tem sido procurado por policiais de diversas patentes comemorando a inclusão da PEC 300 no orçamento do Estado em 2011 – que implica na projeção de aplicabilidade a partir de janeiro dos reajustes salariais, tanto que entidades já distribuem calendários com as datas. “Ninguém na tropa pensa em outra alternativa, que não seja a aplicação a partir de janeiro”, afirmou.
Major Fábio informou que a euforia tomou conta dos militares nas festas de Natal e fim-de-ano depois que o Orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa [da Paraíba] prevê reajuste salarial. Indagado sobre a nota técnica do auditor Luzemar Martins contrária à nova lei, ele declarou:
- A nota técnica é de autoria de um consultor que agora vai para um cargo no Governo, mas é anterior à decisão da Assembléia de garantir as condições de reajuste dos militares – afirmou.
Ele observou que espera contribuir com o novo Governo, mas não abdicará de defender as reivindicações dos policiais. “Ajudei a eleger o governador Ricardo Coutinho (PSB-PB) mas nada é mais prioridade do que continuar na defesa das lutas de nossa categoria”.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Congresso aprova aumento salarial em tempo recorde


Só não há recursos para aprovar a PEC 300... O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (dia 15 de dezembro) aumento salarial de 62,5% para deputados federais, senadores, presidente da República, vice-presidente e ministros de Estado.

Poucas horas após ser aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Decreto Legislativo 3036/10, que eleva esses salários de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil, foi aprovado em cinco minutos pelos senadores.
De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, a proposta também provocará impacto na folha de pagamento nos Legislativos Estaduais e Municipais.

Esse fato só comprova que, quando há vontade política, o Congresso aprova os projetos mais polêmicos. Enquanto isso, a população, que exige segurança pública de qualidade, está entregue ao crime organizado.

Os policiais e bombeiros brasileiros, os verdadeiros heróis da Pátria, morrem à míngua para proteger o cidadão. E em troca recebem o mais absoluto desprezo dos seus representantes nacionais.

É inadmissível que a Câmara dos Deputados termine essa legislatura sem votar a PEC 300. Esse foi um compromisso assumido antes das eleições pelo então presidente da Casa, Michel Temer, diplomado hoje vice-presidente da República. Cadê a palavra honrada? Aliado ao presidente da Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza protelou o tanto que pode para matar a PEC 300. Lamentável o desfecho dessa legislatura. Prometeram e enrolaram todos os bombeiros e policiais do Brasil.

Além disso, o cidadão brasileiro exige a valorização dos profissionais da segurança pública. Os aplausos entusiasmados dos moradores do Complexo do Alemão, localizado na cidade do Rio de Janeiro, só mostram que a população está cansada de tanta insegurança.

E segurança pública de qualidade passa, invariavelmente, pela valorização dos policiais e bombeiros. Portanto, o grito do Brasil neste momento é um só: PEC 300 já!

Veja lista dos políticos que não apoiaram a votação do aumento de salário

15/12/2010 - 19h09
Fonte: UOL Notícias


Nesta quarta-feira (15), o Congresso aprovou aumento de 61,7% nos salários de parlamentares, presidente, vice e ministros de Estado. A partir de 1º de fevereiro de 2011, eles receberão R$ 26,7 mil por mês, como os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Nas duas Casas, a votação foi simbólica, ou seja, do tipo em que o congressista não declara seu voto. Mas na Câmara, foram 279 votos favoráveis, 35 contra e 3 abstenções para a aprovação do regime de urgência, que abriu caminho para que o texto fosse aprovado. No Senado, apenas Marina Silva (PV-AC) se manifestou contra no momento da decisão. Alvaro Dias (PSDB-PR) e José Nery o fizeram apenas depois.

Veja os 35 parlamentares que votaram não:

Major Fábio            
Fernando Chiarelli
Sueli Vidigal            
Lelo Coimbra          
Marcelo Almeida
Reinhold Stephanes 
Augusto Carvalho
Raul Jungmann        
Capitão Assumção
Luiza Erundina        
Mauro Nazif           
Regis de Oliveira
Takayama              
Alfredo Kaefer       
Emanuel Fernandes
Gustavo Fruet        
José C Stangarlini
Chico Alencar       
Ivan Valente          
Luciana Genro       
Assis do Couto      
Cida Diogo            
Décio Lima            
Eduardo Valverde
Iran Barbosa          
Luiz Couto             
Magela                  
Paulo Pimenta        
Vander Loubet      
Ernandes Amorim
Paes de Lira          
Dr. Talmir             
Fernando Gabeira
Henrique Afonso
Luiz Bassuma        

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Abuso de poder no Batalhão de Nova Venécia (2º BPMES)

O comandante do segundo batalhão de Nova Venécia, Tenente-Coronel Carlos Rogerio Gonçalvez de Oliveira, é acusado de abuso de poder, assedio moral e assedio sexual. Tal comportamento causa transtorno, conflito e descontentamento nos militares.

Segundo informações de um subordinado de Carlos Rogério, há um ano os militares estão sofrendo constantemente assédio moral por parte do superior. Ele disse ainda, que os policiais são humilhados e passam por constrangimentos públicos. Além disso, o comandante não mostra respeito pelo militares mais antigos. Ao contrário, usa palavras para oprimir, constranger e diminuir moralmente o policial.

Transfere os integrantes da categoria sem motivo qualquer ou explicação, da mesma maneira altera as escala dos trabalhadores. Nem mesmo um policial com problemas cardíacos foi poupado desse abuso de poder. Costumeiramente ele intimida e fere a integridade moral de seus comandados. Menospreza o trabalho e a pessoa do policial.

Em abril deste ano o deputado federal, Capitão Assumção (PSB-ES) denunciou durante um pronunciamento na Câmara os desmandos desse comandante. “Ele tem o costume de transferir policiais para ver o prestígio político que têm. Transfere o policial acreditando que ele peça a algum conhecido político que vá até ao comando de batalhão. Ele usa dessa artimanha negativa para poder sentir-se "o cara", embora não seja Obama nem Lula”, disse o deputado.

Segundo o diretor da associação de cabos e soldados do Espírito Santo, Luciano Marcio, nos mais de 14 anos que está na policia nunca presenciou uma situação como atual. “Os policiais não estão sendo tratados com dignidade e respeito pelo comandante. O que os policiais e seus familiares estão passando nunca se viu igual por aqui”, falou.

Transferências

Com um pouco mais de um ano no comando do batalhão Carlos Rogério é o responsável por cerca de 40 transferências sem um motivo aparente. Os policiais militares chegam a ter que trabalhar até 100 km longe do domicilio.
Para Luciano Marcio, a falta de harmonia entre comando e comandados está afetando a qualidade do trabalho dos militares. “Os policiais estão psicologicamente abalados e não conseguem produzir como deveriam”, afirma. Conseqüentemente, a família dos militares também é afetada com a situação.

Criminalidade

Além dos policiais e seus familiares, a população também é vitima dessas transferências. Com pouco efetivo nas ruas a violência aumenta na região norte.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Venécia, a CDL, chegou a fazer um abaixo-assinado reivindicando mais segurança no município.

Represália
Os policiais ficam de mãos atadas diante do autoritarismo do comandante, pois temem a punição. Luciano conta que após ser entrevistado pelo Jornal Século Diário sobre a relação das transferências com o aumento da criminalidade na região, seu primo, que trabalha a dez anos em Nova Venécia, foi deslocado para Pinheiro, 50KM do seu domicilio.

Além disso, uma soldado que está grávida também sofreu com os desmandos do comandante. Ela prefere não se identificar por temer represália. A soldado foi assediada moralmente e sexualmente. Provas desse abuso estão salvas na caixa de email dela. São várias mensagens eletrônicas impertinentes, sugestivas e desrespeitosas, inclusive, com fotos de seus passeios, como forma de exibicionismo. (Confira no quadro abaixo alguns desses e-mails).

Os e-mails deixam clara a ousadia desmedida do comandante. Assim como, a indiferença dela aos assédios dele. Em uma das mensagens ele diz: ‘"ABRAÇOS"(acredito, que somente isso me permitiu....que pena...!!!!)’. Em outro e-mail envia fotos dele e os seguintes dizeres:
‘Para atormentar seu serviço.....!!!!”
O atrevimento e a certeza de impunidade são tamanhos que ele nem se preocupou em utilizar o endereço de e-mail da Policia Militar.

Ao se defender das investidas do superior, foi punida com dez dias de aquartelamento e processos administrativos. A Associação de Cabos e Soldados do ES entrou com uma representação na Corregedoria contra o comandante e a favor da soldado.

Infração

Na policia existe uma modalidade em que policiais aposentados podem trabalhar voluntariamente. Segundo as regras eles devem cumprir escala de 40h semanais em instituições públicas apenas internamente. Em Nova Venecia essa norma não está sendo respeitada. Devido ao grande número de transferências e conseqüentemente pouco efetivo esses policiais estão sendo colocados para atender ocorrências externas. Uma infração segundo a lei.

Oficial Ajuda de Custo

Carlos Rogerio é conhecido na corporação como Oficial Ajuda de Custo. “Quando um policial é transferido para uma unidade de outra cidade, ganha uma ajuda de custo, de valor razoável. O ‘Comandante Ajuda de Custo’ é o policial que mais tem esse tipo de bonificação nos seus assentamentos. É uma vergonha a forma como esse homem usa o dinheiro público” explicou indignado Capitão Assumção.
Carlos Rogerio permanece em média por seis meses em cada batalhão até ser transferido e receber tal beneficio.

Mensagens recebidas pela soldado:

From: rogerio.goncalves@pmil.es.gov.br
Bom dia... !!! VC deve ter um motivo muito forte para trocar um dia de sol em Guarapari pelo COPOM em New Vênix....rsrrsrsrs Na próxima oportunidade, decida certo...!!!! Tenha um ótimo fds.... Beijos Rogério Gonçalves

Bom dia !!!
Olhe o que está deixando de curtir....rsrrsrs
Pense com carinho.....
Qual é melhor: "Concubina ou motorista"....??????kkkkkkk
Melhor assumir seu "comando"......
Beijos

From: rogerio.goncalves@pmil.es.gov.br
Para atormentar seu serviço.....!!!!
Rogério Gonçalves

From: rogerio.goncalves@pmil.es.gov.br
Boa noite !!!
Uso mais esse email....
Quando quiser mandar alguma mensagem, este é melhor....
"ABRAÇOS" .....(acredito, que somente isso me permitiu....que pena...!!!!) Rogério Gonçalves

DE QUE SOMOS FEITOS?

Quando entrei no ônibus em regresso a minha cidade, chorei. No escuro e na solidão daquele ônibus, cenas da velha Rio de Janeiro passando pela janela, chorei. Antes, e, após esvaziar os bolsos, constatar que o dinheiro não dava pra voltar pra casa.

Neste clima de tristesa, desilusão, abandono, esta pergunta veio em minha cabeça: De que somos feitos? O que nos faz homens e mulheres, o que no s motiva, o que somos realmente?

Um amontoado de covardes, que mal luta por sua sobrevivência? Que por medo, covardia ou sei lá o que, não é capaz de levantar sua voz e lutar por sua dignidade? Onde está a nossa moral, a nossa honra, a nossa coragem?

De que somos feitos?

Muitos dizem que a profissão de policial é difícil. Não é nada, é fácil demais! É muito fácil conviver com o perigo, arriscar sua vida todos os dias, ser ameaçado, conviver com injustiças, trocar tiro com bandidos, ser ferido. Morrer é muito fácil. É fácil ver seu filho lhe pedir um tênis e você não poder compra-lo. É fácil ter a luz cortada. É fácil sair de casa e não saber se vai voltar. É fácil enfrentar labaredas de fogo, arriscar sua vida por alguém que você nunca viu e nunca mais verá. É fácil demais transformar delegacia em presídio e um ou dois policiais tomar conta de cem presos. É fácil sentar diante de um juiz ou promotor e se r mais mal tratato que o bandido que você prendeu. Facílimo é ser humilhado por superior hierárquico, mais fácil ainda é ser humilhado todos os dias pelo governador, principalmente num determinado dia do mês, o dia do pagamento. E ser esquecido pela sociedade. Isso tudo é muito fácil.

Do que somos feitos?

Há tanto tempo que isso acontece que nos acostumamos. Acostumamos a sermos chamados de cachorros do governo. Mas o apelido tem razão de ser: Sobrevivemos de migalhas e quando o governo precisa, só um assovio é suficiente para que tomamos a linha de frente em sua defesa.

De que somos feitos? Respondam!

O que leva um policial, um bombeiro a recusar-se sair de casa e ir para praça lutar por sua dignidade? De levantar uma simples bandeira ou faixa, de caminhar 200 metros? Isso sim é difícil.

Se sair de casa em sua própria cidade é dificil, imaginem, os que sairam de São Paulo, Minas Gerais, Espírito San to, Mato Grosso, Sergipe? Imaginem aqueles que atravessaram o país seja para Brasília, seja para o Rio de Janeiro, como foi agora. Imaginem os reformados e pensionistas que enfrentam o perigo das estradas e lá sempre estão eles. Sempre as mesmas caras e rostos, sempre os mesmos.

Onde estão nossos comandantes que vendo a tropa passar privações ficam sempre do lado do Governo? Ninguém tirará seus direitos, suas promoções ao apoiar suas tropas e exigir respeito e dignidade do Governo.
Será que vamos assistir impassíveis, sermos massacrados por alguns políticos e nada vamos fazer?

Não há força, não há mais voz para gritar. Só uma pergunta a responder: De que você é feito?


Fernando Almança

sábado, 11 de dezembro de 2010

PEC 300 não causará impacto financeiro ao País, diz deputado

Fonte: Agência Congresso
BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O deputado federal Capitão Assumção (PSB/ES) vê como uma informação plantada pelo governo em VEJA a afirmação de que a aprovação da PEC 300 causará impactos no Orçamento da União.

O deputado capixaba contestou a reportagem da revista, edição desta semana "A Bomba Demagógica", que classifica a PEC 300 e outras propostas como "a maior bomba sendo gestada no Congresso".

Segundo a revista, a equiparação salarial de policiais e bombeiros proposta pela PEC-300, tem como referência os salários pagos aos policiais do Distrito Federal – os mais bem pagos do País. Isso traria um custo estimado em R$ 46 bilhões, apenas em 2011 - um valor inatingível para o Orçamento.

A revista destaca que no DF, um soldado da PM em início de carreira recebe em torno de R$ 4 mil, ao mês, quatro vezes o salário de seus colegas em diversos estados. Quem paga o saldo dos policiais são os governos estaduais. Mas o projeto estabelece que recaia sobre os ombros do governo federal parte do custo com a equiparação.

A proposta, que cria um piso salarial para policiais, incluindo os bombeiros e também os aposentados, já foi aprovada pela Câmara em dois turnos. Veja o que disse Assumção à Agência Congresso:

Impacto da PEC 300 ao Orçamento da União

Assumção: A própria revista Veja divulgou, semanas atrás, que o impacto orçamentário anual ficaria em torno de R$ 12 bilhões, com a aprovação da PEC. O cálculo feito pela Frente Parlamentar em Defesa de Policias e Bombeiros deu algo em torno de R$ 10 bilhões. Inicialmente, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo falou de R$ 20 bilhões. Depois, em outra ocasião, o ministro falou em 46 bilhões.

Então, eu acredito que existe uma informação plantada pelo governo para dificultar as coisas. Eu não sei porque essa revista semanal está elevando esses dados, já que ela havia publicado um outro valor. Eu acho que os valores apresentados pelo ministro e pela revista são equivocados - não sei de onde tiraram esses valores. A aprovação da PEC 300 é totalmente viável ao Orçamento da União.

O novo governo, a PEC 300 e a criminalização da polícia

Fonte: Blog Reporter de Crime
Por Fábio F. Figueiredo, Inspetor de Polícia, especial para o Blog Repórter de Crime
Defina CRIME: “É todo o ato realizado em pecado, ou seja, cometido de propósito ou conscientemente para prejudicar alguém ou obter um proveito ilegítimo ou irresponsável” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Crime).

Quando consideramos a questão da segurança pública no Brasil e em especial no Estado do Rio de Janeiro, verificamos que existe uma percepção coletiva de que o profissional que desempenha essa atividade “na ponta”, na “linha de frente” deveria ser prestigiado, bem remunerado e amparado para que possa COLOCAR EM RISCO o seu bem maior, qual seja a sua própria vida, na defesa da sociedade.

Paradoxalmente é comum ouvir das mesmas pessoas que assim entendem (quando os sindicatos representantes das classes policiais defendem uma maior remuneração para seus representados), que aqueles profissionais SABIAM quanto iriam receber quando realizaram o concurso público para o cargo ou função, não sendo razoável que “agora” venha demandar dos gestores públicos e da sociedade uma remuneração mais elevada, como necessária para conferir-lhes dignidade e segurança para seus familiares na eventualidade de sua morte em razão do exercício regular da profissão.

Policiais estão colocados na categoria de “funcionários públicos”, quando na realidade não o são porque a sua práxis diária exige destes homens e mulheres muito mais do que é exigido de qualquer outro “funcionário” público. Dizemos em nossas reuniões que somente o Agente de Autoridade (o policial) SANGRA e MORRE pelo serviço público, por isso entendemos que somos SERVIDORES públicos e não apenas FUNCIONÁRIOS públicos, como a maioria.

“Funcionários públicos” possuem horário de entrada e saída, não fazem hora extra, mas se o fizessem certamente receberiam pelas horas extras trabalhadas. Fazem juz a férias anuais, a licença prêmio e não carecem de autorização superior para se ausentar do estado ou do país, além de ser permitido que exerçam outras atividades remuneradas ou que tenham mais de uma matrícula, como no caso de médicos, professores, etc.

Aos policiais é exigida DEDICAÇÃO INTEGRAL ao trabalho, acatamento às convocações (antes esporádicas e há anos cada vez mais freqüentes) para participar de Operações, Escalas de Reforço, permanência em serviço em suas unidades ATÉ QUE ESTEJA CONCLUÍDO o procedimento de autuação ou investigação em andamento, não sendo ainda permitido àqueles que se encontram “na ponta” o gozo de férias em meses de “pico de demanda” como Dezembro, Janeiro e Fevereiro ou em ocasiões festivas para a cidade e o estado onde o afluxo de turistas e visitantes diversos se multiplica (Panamericano, Copa do Mundo, Olimpíadas, etc).

O segundo emprego, buscado por muitos para complementar sua renda e ofertar dignidade às suas famílias é ILEGAL, mas deixa de ser fiscalizado pelos SUPERIORES e CHEFES IMEDIATOS pela impossibilidade de confrontar os “infratores” com os vencimentos indignos oferecidos pelo estado a estes profissionais. E, assim o fazendo, evitam o arrefecimento dos ânimos dentro daquele substrato profissional, que levaria a movimentos paredistas legítimos e necessários ao aperfeiçoamento das relações institucionais e à profissionalização das polícias.

Mas onde fica o NOVO GOVERNO, a PEC 300 e a CRIMINALIZAÇÃO DA POLÍCIA neste contexto? E porque nos referimos a certo PROBLEMA DO COMPLEXO DO ALEMÃO?

Analistas políticos, sociólogos, jornalistas e economistas destacam há meses que as contas do Governo Federal e as previsões de aumento das despesas para o NOVO GOVERNO não fecham, condenando o país a uma espiral perversa que impediria que as metas de Superávit Primário fossem alcançadas e/ou mantidas. E desta forma as promessas de campanha da candidata e a votação da PEC 300 vão sendo TORPEDEADAS pelas Lideranças Políticas na Câmara, tentando de todas as maneiras inculcarem no imaginário popular que o recrudescimento da violência no Rio de Janeiro NADA TEM a ver com o reconhecimento de uma MELHORIA SALARIAL para os profissionais da área.

O líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), comentou que não “há vinculação de um tema com o outro”. E disse que a PEC 300 está num impasse devido à rejeição da matéria pelos governadores eleitos, visivelmente PASSANDO A BOLA e o ônus político para os estados.

Já o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), por sua vez, disse que colocar a PEC 300 em pauta devido à violência no Rio deixaria transparecer a impressão que as facções criminosas estão pautando o Legislativo.

“Não se pode fazer oportunismo mórbido. A segurança precisa de um debate amplo. Votar daria sinal que estamos sendo pautados pela violência, por traficante”, disse.

Porém as mesmas “LIDERANÇAS” governamentais desejam ardentemente colocar em votação a questão da legalização dos BINGOS, sem ter o mesmo “escrúpulo” quanto ao fato de estarem sendo “pautados” por outras instâncias criminosas, como vazou recentemente para a sala de imprensa pelos próprios microfones e alto-falantes da casa.

Deste modo tais “lideranças” Legislativas, somam esforços ao Executivo Estadual e Federal em um esforço conjunto para CRIMINALIZAR as legítimas demandas dos Agentes de Autoridade por um reconhecimento digno em seus contracheques que faça juz ao empenho e sacrifícios demandados em nome da Segurança Pública Nacional.

Enquanto isso o Judiciário e o Ministério Público, que fingem NADA TER A VER com os orçamentos ou os destinos da Segurança Pública (e na prática, dentro do modelo atual não têm mesmo), tratam de encaminhar suas demandas por melhores vencimentos ao Congresso, promovendo o aumento a Juízes e também Promotores, que de forma idêntica, nos mesmos moldes do proposto pelo STF (fixado em 14,79%), elevam o TOPO DA PROFISSÃO (Procurador-Geral da República) a míseros R$ 30.675,48 com vigência a contar de janeiro de 2011, refletindo-se em todas as categorias inferiores do Judiciário e do Ministério Público.

Então, por essa “lógica governamental criminosa” somos nós, os POLICIAIS (em razão do nosso grande efetivo nacional), que seríamos os responsáveis pelo DÉFICIT orçamentário projetado e não o SACO DE BONDADES distribuídas a aliados políticos ou os aumentos projetados para o Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público.

Faz sentido.

Afinal, nós, os policiais, somos DESCARTÁVEIS. Somos utilizados e acordo com as conveniências políticas do momento, consoante a pauta da mídia e da imbecilidade do crime organizado (?) que ainda não percebeu o que os bicheiros perceberam décadas atrás quando assumiram o controle do carnaval, pautando as agendas municipais e estaduais às suas conveniências.

E, ao que parece ninguém dentre os “çábios” do Executivo, Legislativo, do Ministério da Justiça ou da Secretaria Nacional de Segurança Pública assistiu ao filme Tropa de Elite 2, porque se o tivessem feito perceberiam o risco tremendo para a democracia que representam as milícias que são, salvo engano, nada mais do que uma “evolução perversa” da segurança privada promovida pelos policiais aos empresários, ricos e bem nascidos nos “bicos”, nos segundos empregos. Segurança privada essa que agora é estendida criminosamente aos substratos mais frágeis da população.

Quanto ao PROBLEMA DO COMPLEXO DO ALEMÃO, para o desespero dos políticos nacionais, a sociedade teve o vislumbre (ainda que pálido) do que representaria ter uma polícia eficiente, precisa e livre das amarras das agendas de conveniência momentâneas.

Livres da escravidão, bafejados pelos ares da liberdade e da paz, até mesmo o homem médio, o cidadão mais humilde, percebe que existe OUTRA REALIDADE que pode ser alcançada e vivenciada, não sendo mais possível um retrocesso aos descasos públicos de alhures, mesmo passadas as agendas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

E como explicar a este mesmo cidadão que temos um sistema Jurídico que possui uma POLÍCIA MAL PAGA atuando na investigação, na coleta da PROVA (indícios de materialidade autoria), enquanto o Ministério Público (Promotores, Analistas e Técnicos) e o Judiciário (Juízes, Analistas e Técnicos) desfrutam de excelentes vencimentos e diversos benefícios negados àqueles que lhes oferecem a MATÉRIA PRIMA para as denúncias e julgados?

A quem interessa uma POLÍCIA mal paga, fragilizada pelo abandono e ausência de benefícios indiretos concedidos a outras categorias funcionais composta igualmente por Operadores do Direito?
Certamente que não interessa ao cidadão comum e muito menos ao País ou ao Estado de Direito Democrático.

E apesar dos problemas e das críticas que podem ser feitas à Operação Avalanche, como “batizaram” os caveiras, o SUCESSO obtido até aqui com a LIBERTAÇÃO da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão parecem apontar para a NECESSIDADE de que sejam “sacrificados” os POUPUDOS AUMENTOS do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público em prol de um reconhecimento mais expressivo às categorias Policiais Civis, Militares e Bombeiros Militar.

E seria bom que esse desprendimento e “espírito cívico” fossem propostos pelas LIDERANÇAS destes poderes constituídos, antes que o cidadão brasileiro comece a fazer contas, verificando que R$ 30.000,00 (Trinta mil Reais) mensais, fora os benefícios indiretos, pagariam vencimentos melhores a 10 (Dez) Policiais Civis, Militares e Bombeiros.

Termino parafraseando um anuncio veiculado tempos atrás pela Ordem dos Advogados do Brasil que dizia que “Sem advogado não existe justiça” o que efetivamente é uma verdade, porém SEM POLÍCIA NÃO EXISTE SOCIEDADE e agora a escolha está nas mãos dos cidadãos deste estado e desta nação.
Por fim, mas não menos importante, reproduzo (sem autorização formal, mas certo da autorização tácita de nossa amizade) um e-mail postado por um colega e amigo em um Grupo de Discussão de Policiais Civis cariocas e fluminenses que dá bem O TOM de nosso desespero, inconformismo, desgosto e descrédito para com o Estado Brasileiro, representado pelos Governos Federal e Estadual.

Segue o texto do referido e-mail postado pelo colega Luiz:
“Em recente entrevista concedida à apresentadora Marília Gabriela em seu programa do GNT, o desembargador Walter Maierovitch, presidente da Fundação Giovanni Falconni, foi diretíssimo ao ponto, citando o próprio Giovanni Falconni, Juiz italiano que combateu a máfia, diga-se de passagem, com muito êxito sendo, porém assassinado quando a máfia explodiu o seu carro e todos os demais que estavam na ponte que foi também explodida.

Mas, vamos à frase que me impressionou tanto e que acho que deveria ser o lema de nossas campanhas por melhores salários, melhores condições de trabalho e mais dignidade:

"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado!"

Simplesmente GENIAL !!!
Estive, ao longo destes já muitos anos de grupo PCERJ, pensando nisso; exatamente nisso, mas jamais consegui sintetizar o que pensava em uma frase, mas agora eu tenho a frase.

Não é por acaso que ganhamos pouco, não é por caso que não temos um decente plano de carreiras, não é por acaso que não temos plano de saúde ou hospital decente, não é por acaso que somos tratados como capitães-do-mato, (caçadores de negros fujões), não é por caso que somos vítimas de assédio moral de chefes e delegados, não é por acaso que sofremos as punições geográficas, não é por acaso que todas estas coisas acontecem. Elas, estas coisas, pretendem abater o nosso moral, para poder comprar a nossa moral!

Uma pessoa abatida, sofrida, humilhada, com dificuldades, acaba, depois de muita luta, por se acostumar com isso.

Grita muito no primeiro dia, grita no segundo, fala alto no terceiro, fala no quarto, sussurra no quinto, se cala no sexto dia.

É nisso que apostam os nossos "donos", se o Leblon e a Barra forem muito bem, que se dane Vigário Geral.
Sempre fui moderado e conciliador, mas hoje acredito firmemente que não há mais como fingir que não percebemos isso.
O Estado é "meu" inimigo!

O que serve ao Estado não me serve.

Certamente os donos do estado não estão pensando em como eu vivo e como vive a minha família e a de todo policial. Que continuemos morrendo na folga, que morramos nas batalhas dos morros, que ganhemos pouco para que a nossa corrupção seja bem baratinha, afinal de contas todo cidadão tem direito de fumar um baseado, de comprar droga, de comprar peças de carros roubados, de vender sem nota-fiscal, de transitar com seus caminhões com mercadoria sem nota fiscal, de receber propina para aprovar obras, de receber propina para não fiscalizar, de receber propina para votar a favor do dono do estado, e ao final de tudo dizer: como é corrupta a nossa polícia.

Chega!
Para mim, o estado está do outro lado!”
Ilustrações: Fábio Figueiredo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Globo evidencia manifestação pró PEC 300 no RJ

Jornal O Globo traz notícia online falando da preocupação dos bombeiros e policiais (PC e PM) com o recesso parlamentar e da não vontade de os líderes partidários não quererem votar em segundo turno a PEC 300.

Discorre a inda sobre a movimentação nos dias 9 e 10 no RJ para chamar a atenção de todo o Brasil sobre a importância em se aprovar o piso salarial nacional dos bombeiros e policiais. Veja a matéria na íntegra:


Fonte: O Globo

Bombeiros, policiais civis e militares fazem manifestações para aprovar piso nacional

Ronaldo Braga

Rio - Com a aproximação do recesso parlamentar, policiais civis e militares, além de integrantes do Corpo de Bombeiros se encontram em Brasília para aprovar em segundo turno a PEC 300/446, que institui o piso nacional dos profissionais da segurança. No Rio, a Associação dos Ativos e Inativos da Polícia Militar (Assinap), com o apoio do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), promovem nesta quinta-feira manifestações e exibição de faixas e cartazes nos principais pontos turísticos da cidade, como no Centro, Aterro do Flamengo, Copacabana, Ipanema, Cristo Redentor e Pão de Açúcar. Haverá também protestos nos aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont pela aprovação do piso mínimo dos policiais.

Na sexta-feira, os policiais fazem passeata da Candelária até a Cinelândia, no Centro, com a participação da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis e vários sindicatos de policiais do país: Distrito Federal, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Ceará, entre outros. A concentração será às 14h em frente à Igreja da Candelária.

Para o comissário, Fernando Bandeira, presidente do Sinpol, não adianta o estado pagar gratificações e prêmios pelas recentes operações de combate ao crime organizado, se os salários da categoria continuam diferenciados. A criação do piso unificaria por região os vencimentos dos policiais de todo o território nacional.

- Se a PEC não for aprovada até fevereiro, poderá haver paralisações na segurança pública do Rio, durante o Carnaval 2011 - alertou Bandeira, que na terça-feira se reuniu com as lideranças das associações de policiais militares e bombeiros.

PEC 300: Capitão Assumção anuncia marcha no RJ

Caminhada pela aprovação da PEC 300

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Todos contra a PEC 300

Leiam com bastante atenção a matéria tendenciosa sobre a PEC 300, publicada na Revista VEJA dessa semana e façam as suas reflexões sobre como o governo federal está exercendo poder sobre a imprensa corporativa brasileira.

A mesma revista, que na edição 2191 do dia de 17 novembro 2010 discriminou um valor de 12 bilhões de reais, publicou nessa semana que o impacto será de 46 Bilhões de reais, falando pela boca do ministro do planejamento, Paulo Bernardo (que apresentava um valor anual de 20 bilhões e que agora apresenta 46 bilhões), sem nenhum critério técnico.

A publicação semanal faz comentários levianos ao texto aprovado da PEC 300 no primeiro turno: ao mesmo tempo em que a VEJA diz que a PEC 300 não fala em valores, deixa subentender aos brasileiros que os salários dos bombeiros e policiais serão equiparados aos de Brasília (ilusão). Chama a PEC 300 de "maior bomba sendo gestada no Congresso".

Veja orienta (ou talvez esteja sendo cooptada para orientar) a gestão Dilma a desarmar essa "armadilha". E comenta ainda, em tom de desmerecimento que "o pleito PODE até ser justo" e que "A aprovação da PEC-300 é incerta".

A única verdade publicada em VEJA está na divulgação do ato público nacional dos policiais e bombeiros brasileiros para os dias 9 e 10 no Rio de Janeiro e da promessa de greve nacional "a partir de 10 de janeiro."

A revista VEJA parece ter sido cooptada pelo governo ao escrever matéria que não tem fundamento. O texto aprovado da PEC 300 não fala em valores mas diz que o governo terá um prazo de até 180 dias para enviar projeto de lei ao Congresso nacional com o detalhamento do piso nacional, o fundo que cobrirá a complementação dos salários que hoje são pagos aos policiais em seus estados e, principalmente, quais estados terão essa complementação, ou não.

Como se falar em impacto de 46 bilhões se o estudo que deveria ser encomendado pelo governo federal até hoje não saiu do papel? A quem querem enganar? Não existe nenhum tipo de estudo de impacto financeiro tramitando no ministério do planejamento. É um grande engodo.

A campanha já passou e o governo federal tem outras prioridades como por exemplo, descobrir formas de beneficiar as empresas que financiaram a sua campanha. O governo federal não quer remunerar satisfatoriamente os bombeiros e policiais que garantem o direito constitucional da liberdade aos brasileiros.

Só o nosso esforço pessoal fará com que a dignidade salarial dos bombeiros e policiais seja estabelecida. Estaremos no Rio de Janeiro nos dias 9 e 10 de dezembro. A luta não pára.


Fonte: Veja Edição 2194 - 06/12/2010

A BOMBA DEMAGÓGICA

Propostas no Congresso criam despesas de até 76,5 bilhões de reais. Seus autores sabem que elas explodem as finanças nacionais. Mas a ambição política parece superar a lógica
Veja - 06/12/2010

[...] A maior bomba sendo gestada no Congresso é a Proposta de Emenda à Constituição de número 300, a PEC-300. O projeto cria um piso salarial para policiais, incluindo os bombeiros e também os aposentados.

O texto não estipula valores. Como os policiais do Distrito Federal são os mais bem pagos do país, os seus vencimentos passariam a ser a referência. Lá, um soldado da PM em início de carreira recebe em torno de 4 000 reais ao mês, quatro vezes o salário de seus colegas em diversos estados. Quem paga o soldo dos policiais são os governos estaduais. Mas o projeto estabelece que recaia sobre os ombros do governo federal parte do custo com a equiparação. Valor estimado: 46 bilhões de reais, apenas em 2011.

O governo tenta protelar a aprovação dessa PEC. Enquanto isso, as entidades de classe dos policiais de todo o país convocaram, para a semana que vem, um grande ato no Rio de Janeiro em defesa do projeto.

Mais. Prometem entrar em greve a partir de 10 de janeiro. Para os policiais, a crise na segurança pública no Rio é o mais evidente exemplo da necessidade de elevar o pagamento dos policiais. Tentam assim atrair a simpatia da opinião pública. O pleito pode até ser justo. Mas não há orçamento que aguente um aumento desses concedido de uma única vez, sobretudo sem levar em conta as particularidades das estruturas das polícias em cada um dos estados.

A aprovação da PEC-300 é incerta. Já o reajuste para os funcionários do Judiciário pode ser dado como assegurado. Os aumentos, que chegam a 56%, representarão uma despesa extra de 7,5 bilhões de reais ao ano - e que não está prevista no Orçamento. [...]

Aprovado na Comissão de Segurança Pública projeto (6307/2009) que assegura o adicional de periculosidade aos policiais militares e bombeiros.

Fonte: Rádio Câmara

A proposta do deputado Mauro Nazif, do PSB de Rondônia, adiciona artigo ao decreto-lei 667, de 1969, garantindo um adicional de 30% no mês seguinte ao do trabalho. Segundo o texto, para receber o adicional, as atividades perigosas devem abranger, pelo menos, 25% da carga de trabalho.

São considerados perigosos, para efeito da lei: o policiamento ostensivo, a guarda de prédios policiais ou prédios públicos e operações de manutenção da ordem pública em eventos, manifestações e tumultos.

A lista inclui: ações de intervenção tática, garantia do poder de polícia de órgãos públicos, e a custódia, guarda, escolta e transporte de presos e combate a incêndio.

O relator, deputado Capitão Assumção, do PSB capixaba, que deu parecer favorável, considera anacrônico o decreto-lei que disciplinou as atividades de bombeiros e policiais militares.

"Esse decreto-lei é de 1969, um pouco anacrônico ainda para uma atividade que é extremamente dinâmica. Nós estamos vivendo com altos índices de criminalidade, nos estamos vivendo com trabalhadores da segurança pública que estão no limite da sua atividade, no limite do seu estresse, então precisam ter um apoio maior do Estado, para que tenham um mínimo de tranquilidade para exercerem uma atividade de alta responsabilidade, que é resguardar a liberdade dos brasileiros."

A proposição dispõe que o adicional de periculosidade será devido ainda que a atividade seja exercida a título de capacitação ou treinamento. A proposta aguarda pareceres das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça. Se for aprovada em ambas, segue direto para o Senado Federal.

Segurança Pública garante isenção fiscal para equipamento de segurança

Fonte: Jornal da Câmara

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou isenção tributária a servidores das áreas de segurança e judiciária para a compra de proteção balística pessoal, como colete à prova de balas, e de veículos, como a blindagem.

Serão beneficiados integrantes das polícias federal, rodoviária e ferroviária federal; das polícias civis e militares e corpos de bombeiros, além de magistrados e membros do Ministério Público.

Impostos - O Projeto de Lei 5411/09, do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), recebeu substitutivo do deputado Paes de Lira (PTC-SP), que detalhou as categorias funcionais que poderiam ter o benefício. A proposta original previa genericamente isenção para autoridades e órgãos públicos e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação, que também se manifestará quanto ao mérito, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A proposta concede isenção integral do Imposto de Importação (II); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). O projeto prevê, no entanto, que não haverá cumulatividade de créditos.

Venda e multas - Quem se beneficiar da nova lei não poderá vender o equipamento adquirido pelo prazo de três anos, e o descumprimento do prazo sujeitará o infrator ao pagamento de multa e juros previstos na legislação tributária. O relator optou por determinar que os coletes deverão ser descartados após seu prazo de validade, já que, afirma, em sua maioria, “após três anos são inservíveis”.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Greve nacional no dia 1º de janeiro de 2011


Ontem (1º/dez) vimos uma grande farsa nos trabalhos legislativos da Câmara dos Deputados. Embromaram todos os bombeiros e policiais do Brasil. Criaram uma grande barreira a mando de Luiz Inácio da Silva (o popular Lula) para não se votar a PEC 300.

Querem que morramos de fome ou metralhados por bandidos. José Padilha (Tropa de Elite 2) está certo. O crime organizado está entranhado em Brasília. Não nos resta outra saída senão parar o Brasil numa greve nacional.

Cobrem de todos os que possuem responsabilidade sindical ou associativa para que organizem em toda a nação uma paralisação das nossas atividades. Vamos cruzar os braços a partir do primeiro dia de governo da Presidente que nos enganou. A sua equipe só pensa em encher os próprios bolsos e matar-nos de cansaço e fome.

Só quando sentirem a nossa falta seremos valorizados.