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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Acabou a greve no Piauí

PMs do PI fecham acordo com Estado e encerram paralisações
Categoria volta ao trabalho após se recusar a trabalhar em condições precárias. Acordo salarial foi aprovado.

Após quatro horas de reuniões nesta quarta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI -, policiais e governo chegaram a um acordo e decidiram encerrar os protestos e paralisações. A categoria deflagrou na semana passada a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusaram a trabalhar alegando condições precárias de trabalho. Todos voltam ao trabalho após assembleia geral na noite de hoje.

O reajuste será escalonado de 2012 a 2015, com aumento maior para quem ganha menos. O soldado, por exemplo, terá de 115 a 177% de aumento no período. Já o cabo terá 104% ao todo. Além disso, foi acordada a anistia administrativa dos policiais que tiveram prisões decretadas no movimento, ou terão depois, e a carga horária de trabalho (24X72).

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participaram do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanharam a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).

Reunião entre governo e PMs por fim da "greve" dura 3 horas

Reunião entre governo e PMs por fim da "greve" dura 3 horas
Desembargador Edvaldo Moura é mediador da negociação entre policiais e bombeiros com o governo do Estado.

Desde 16h45min desta quarta-feira (17), policiais e governo se reúnem no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI - em busca de um acordo que encerre os protestos e paralisações da categoria. A categoria deflagrou a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusam a trabalhar desde a semana passada alegando condições precárias de trabalho. Após mais de três horas de reunião, quase todas as pendências foram resolvidas. O único entrave é a carga horária de trabalho.

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com
Representantes do governo reunidos

Policiais e bombeiros discutem as propostas em outra sala

Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o capitão Evandro Rodrigues saiu da sala onde ocorre a reunião anunciando que o acordo de salário foi negociado e firmado, bem como a anistia aos policiais com prisões decretadas durante o movimento e depois dele. A reunião recomeçou por volta de 20h para discutir a carga horária. Enquanto isso, centenas de policiais aguardam o resultado do encontro na Assembleia Legislativa.

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participam do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanham a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).
Atualizada às 19h39min
Houve uma pausa de meia hora às 17h40min na reunião. Cada uma das partes apresentou sua proposta para o fim do impasse. Por conta disso, a reunião foi interrompida para que os líderes de cada um dos lados estudasse o que foi oferecido. Por volta de 18h30min, as conversas foram retomadas. Meia hora depois, nova suspensão. Às 19h30min, a reunião recomeçou.

Fenelon Rocha contou que a proposta do governo seria levada antes dos protestos serem inciados. O reajuste sugerido tem percentuais diferenciados de 2012 a 2015 acima da expectativa de inflação, o que chegaria a 100% de aumento em quatro anos.

Paulo Ivan explicou que os índices foram definidos após comparação com os salários da PM do Piauí com os demais estados e o Distrito Federal, com maior reajuste para quem ganha menos. Além disso, o secretrário frisou que os equipamentos de segurança exigidos já estão sendo adquiridos. "Espero que o bom senso reine", comentou.
O coronel Rubens Pereira informou que os PMs pediram anistia administrativa dos processos que surgiram, surgem e venham a surgir durante o movimento. Ele ainda negou ter determinado a prisão de qualquer policial. "Não determinei a prisão de ninguém. Fiz uma representação de prisão preventiva apenas", disse, sobre o procedimento para oito líderes do movimento.
O capitão Evandro Rodrigues confirmou que os PMs não aceitaram a proposta de reajuste. Eles querem que a primeira parcela do aumento seja em fevereiro de 2012. Ele também informou que tudo só pode ser definido depois de assembleia da categoria e pediu que ninguém comente sobre as propostas apresentadas. Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o secretário Wilson Brandão garantiu a anistia administrativa.
A reunião começou às 16h45min. Antes da abertura do encontro, o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, pediu que policiais militares e gestores busquem de toda forma a solução pacífica para o fim dos protestos. "Queria que nós nos desarmássemos (de espírito) para podermos encontrar uma solução para este impasse", declarou. O magistrado também lembrou ser filho de um militar.

O governador Wilson Martins (PSB) se encontra em Brasília/DF em outros compromissos e pediu que o presidente do TJ intermediasse o acordo.

A imprensa foi autorizada a ficar na reunião por apenas cinco minutos para registro de imagens dos presentes.
Aguarde mais informações

Jordana Cury (especial para o Cidadeverde.com)
Fábio Lima (da Redação)
redacao@cidadeverde.com

domingo, 14 de agosto de 2011

Piauí: Caos na segurança pública

INSEGURANÇA TOTAL: Coronel acusado de atropelar PM

POLICIAIS NÃO VÃO PRAS RUAS E TROCAM ACUSAÇÕES: Vítima foi em estado grave pro HUT

O caos na segurança pública faz sua primeira vítima de forma mais grave, quatro dias depois de iniciado pela Polícia Militar do Piauí. O policial militar Alexandre Henrique Rios Leite, lotado Maranhão, foi levado para o Hospital de Urgência de Teresina depois de envolver-se em um acidente com a viatura conduzida pelo motorista do tenente coronel Márcio Santos, comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Segundo PMs que faziam manifestação em frente ao batalhão da RONE, o comandante do grupamento teria jogado o carro contra o militar.

O comandante teria ido à sede da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais, na zona Norte, para entregar o decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, Luis Gonzaga Brandão. Ao tentar sair do pátio da RONE, encontrou um grupo de manifestantes, e teria ordenado que seu motorista jogasse o carro contra um deles. O militar que é do Maranhão, e estava em Teresina apoiando o movimento grevista, teria sido arrastado por vários metros, e foi levado para o HUT. Ele realiza uma bateria de exames e seu estado é delicado.

PMs TIRAM VIATURAS DAS RUAS

Em retaliação à atitude do comandante do BOPE, os militares, que já tinham começado a voltar às ruas na noite deste sábado, receberam a ordem do comando de greve para que as viaturas voltassem para a garagem dos batalhões da capital. Apenas atenderiam as solicitações de casos mais graves, envolvendo homicídios, estupros, etc. Os militares acusam o comandante de omissão de socorro.

'FORÇA NACIONAL NÃO RESOLVE, GOVERNO TEM QUE NEGOCIAR'

O presidente da Associação dos Militares, capitão Evandro, acompanhou a chegada dos homens da Força Nacional a Teresina e questiona a atitude do governador Wilson Martis. “A força nacional serve para ajudar, no entanto o que veio para o Piauí não representa 1% do efetivo da PM em todo o estado, estão só na zona Leste, não conhecem nada de Teresina, muito menos do Piauí, e mais, se o governo tem condição de trazer a força nacional, porque não negocia com os policiais militares”, indaga.

PM MANDOU QUE COMANDANTES PRENDESSEM SUBORDINADOS

Capitão Evandro revelou ainda uma determinação dada pelo comando da PM na tarde deste sábado e indagou ainda sobre a decisão do TJ de tornar o movimento ilegal. “A ordem, é que o comando geral pediu que os comandantes prendessem seus oficiais. Na tarde deste sábado, o comandante da RONE, capitão Fabio Abreu chegou a dar voz de prisão a alguns de seus subordinados, mas recuou por pura sensibilidade. É estranha esta decisão de tornar a greve ilegal, sendo que não há greve. A polícia não trabalha porque não tem condições. A população tem de entender, se tiver assaltos e crimes, a culpa é de Wilson Martins”, atacou. Enquanto isso, nesta madrugada, os policiais fazem manifestações em frente à sede do comando da PM e querem a prisão do comandante do BOPE.

MILITAR FOI QUEM SE JOGOU NO CARRO, DIZ COMANDO DA PM

O 180graus entrou em contato com o comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Rubens Pereira. A versão dada pelo comandante, que chegou a cogitar a possibilidade de dar voz de prisão ao tenente coronel Márcio, é diferente da dos policiais. Segundo ele, o PM do Maranhão é que teria se jogado contra o veículo do comandante.

“Algumas viaturas da RONE estavam tentando sair do batalhão, e no portão, tenente coronel Márcio encontrou um piquete de manifestantes. Este PM então se jogou no capô do carro. O comandante saiu bem devagar, e o PM acabou caindo, mas em depoimento aqui na corregedoria, ele negou que tivesse atropelado o militar, até mesmo porque não estava exercendo grande velocidade no veículo”, disse por telefone ao 180graus.

O coronel Rubens Pereira confirmou que chegou a cogitar a possibilidade de dar voz de prisão ao comandante. “Eu desconhecia a informação, quando me ligaram, e disseram que ele tinha era matado o militar, disse mesmo que tomaria todas as providencias cabíveis. Isto seria um homicídio! Chamei o comandante, tomei o depoimento, e agora ele está na policia civil registrado um boletim de ocorrência, e o caso será apurado como qualquer outro”, finalizou.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nove quartéis aderiram à greve dos bombeiros no RJ

Bombeiros do Rio pedem socorro.

Nove quartéis de grupamentos marítimos do Corpo de Bombeiros aderiram à greve no Rio de Janeiro, ampliando a paralisação que culminou em um protesto reprimido pela polícia no último sábado.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) vai acompanhar a situação dos 439 bombeiros presos por determinação do governador do Rio, Sérgio Cabral, após invadirem o quartel central da corporação na última sexta-feira.

Novas manifestações

Os bombeiros voltaram, neste domingo, a realizar manifestações em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Desta vez, eles protestaram pela libertação dos 439 colegas presos no sábado.

O protesto foi retomado por cerca de mil pessoas. Durante a madrugada, os bombeiros já haviam realizado outras manifestações. Os agentes denunciam que os colegas de trabalho sofrem maus tratos, como falta de higiene e alimentação.

Os bombeiros do Rio afirmaram que vão ficar aquartelados e que só vão sair das unidades em todo o Estado para atender casos de extrema urgência. Um dos efeitos dessa decisão pôde ser visto ontem nas praias da zona sul, onde os postos de salva-vidas estão vazios.

Presos

Os bombeiros que foram detidos na manhã de sábado, por conta da invasão ao quartel central da corporação, começaram a ser transferidos neste domingo. Eles deixaram a sede da Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, na região metropolitana, rumo a uma unidade dos Bombeiros em Charitas, na cidade de Niterói. Os veículos foram escoltados por policiais do Batalhão de Choque

Band notícias.
Postado por SD PM Pires às 22:21
Fonte: Guerreiro policial

sábado, 23 de abril de 2011

"Será que a ditadura realmente acabou?"

JORNAL DO BRASIL
"Será que a ditadura realmente acabou?", indagam bombeiros punidos por Comando Geral por reivindicarem reajuste salarial

Maria Luisa de Melo

Não nos dão protetor solar, equipamentos para trabalhar e nossa barraca não nos protege do sol. Além disso, somos os bombeiros com o pior salário do país - R$950. Acha que dá para piorar? Dá sim: pedimos para falar com o nosso comandante geral, que apenas nos ignora. O governador, por sua vez, também não nos recebe de maneira nenhuma. Só queremos salvar vidas com dignidade. Mais nada".

O relato de um dos 200 homens que se aglomerava em frente ao 3º Grupamento Marítimo, na orla de Copacabana (Zona Sul do Rio), na noite desta sexta-feira (22) revela o sentimento que tem movido uma série de manifestações há uma semana pelas ruas da cidade.

Para reivindicar salários mais dignos, o grupo de homens do Corpo de Bombeiros começou um movimento de protesto no último domingo (17), na praia de Copacabana. Como punição, o comando geral da corporação transferiu 36 homens para quartéis da Baixada e de outros lugares da Região Metropolitana alegando que havia necessidade de pessoal em outras áreas. Procurado pelo Jornal do Brasil durante toda a tarde desta sexta-feira o coronel Pedro Machado, comandante geral do Corpo de Bombeiros, não atendeu os nossos telefonemas.

Neste sábado (23), os homens organizam uma grande passeata no Posto 12, Leblon (Zona Sul do Rio), a partir das 10h, na tentativa de conseguirem com que o comandante-geral volte atrás na transferência, supostamente punitiva, dos 36 militares.

“Como que uma pessoa que mora na Zona Oeste do Rio vai trabalhar em Itaipuaçu? É humanamente impossível. O intuito dessas transferências é sufocar o nosso movimento de reivindicação por melhores condições de trabalho. Queremos trabalhar no sol sem ter câncer de pele e para isso precisamos de condições melhores”, desabafou um dos salva-vidas, antes de acrescentar: “Estamos indo em todos os lugares por onde o comandante geral passa, mas ele não nos escuta e nos ignora. O que queremos agora é contato com o governador Sérgio Cabral".

O DIA

Bombeiros e guarda-vidas fazem protesto no Leblon

Bombeiros e guarda-vidas fazem um protesto, na manhã deste sábado, no posto 12, no Leblon, Zona Sul, reivindicando aumento salarial e melhores condições de trabalho. Uma passeata será realizada, ainda nesta manhã. Os manifestantes esperam falar com o governador Sérgio Cabral.
Mais de 90 bombeiros e guarda-vidas acamparam, na madrugada deste sábado, em frente ao 17º GBM (Copacabana), Zona Sul do Rio, para chamar a atenção do Comando Geral da corporação. Eles exigem a revogação da transferência de 36 bombeiros, que foram para o interior do estado em retaliação ao movimento.

O objetivo do grupo é continuar aquartelado. "Ou seja, mesmo de folga, não vamos retornar para casa porque sabemos que a população está do nosso lado", disse o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento. Segundo ele, as reivindicações da categoria foram encaminanadas à Secretaria de Saúde e Defesa Civil e a todas as unidades no dia 14.

"Queremos que uma comissão seja recebida pelo governador Sérgio Cabral. Não adianta um coronel ameaçar a categoria pois conhecemos nossos direitos. O salário de um soldado é de R$ 950, o que é muito pouco para quem arrisca a vida sem condições de trabalho. Não queremos gratificação e sim aumento salarial", explicou.

Por meio de nota, na quinta-feira, o comando geral do Corpo de Bombeiros disse que não reconhece o manifesto do grupo da forma que está sendo conduzido. A assessoria do governador informou, na sexta-feira a noite, que os manifestantes devem levar suas reivindicações aos comandos de suas unidades.
Fonte: Blog Vida na Caserna

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Tendência de uma greve por tempo indeterminado"

Policiais ocupam as ruas de João Pessoa - Paraíba
A regra do jogo é clara: pra toda ação, existe uma reação. E esse embate entre o governo do estado e setores da Polícia Militar trará novos e preocupantes capítulos, após a decisão do Juiz da Vara da Fazenda, aqui da capital, acatando liminarmente a suspensão dos efeitos da lei aprovada pela Assembléia Legislativa, ainda no ano passado.

Se mesmo diante da indefinição precoce do governo, que bradou a impossibilidade do pagamento do benefício, alegando falta de recursos e questionando a legalidade do dispositivo, justificando que sua aprovação pelo parlamento foi feita em período proibitivo, a PM já realizava “levantes” em praça pública, imaginem agora, diante de um fato concreto.

E acho que a coisa pode piorar. Calma que eu explico direitinho. O fato é que diante da concessão de uma liminar, desobrigando o governo, mesmo que temporariamente, do pagamento dos reajustes concedidos pela lei, a categoria pode partir para radicalização do movimento reivindicatório e optar pelo embate mais agressivo.

Pelo tom de algumas lideranças do movimento, a exemplo do deputado Major Fábio, que exerce forte influencia na PM, fica clara a tendência de uma greve por tempo indeterminado.

Ao que parece, a estratégia será guerrear (claro que no bom sentindo da palavra) na justiça, para tentar derrubar os efeitos da liminar, além de ampla mobilização nas principais cidades do estado.

Pelo sim, pelo não, a PM não demonstra sinais de que ficará “acuada” e promete outros “rounds” ou “queda de braços” com o governo, no intuito de garantir o cumprimento daquilo que foi aprovado pelos deputados estaduais. Nilvan Ferreira

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PEC 300 - Maj Fábio anuncia assembléia para greve geral

Major Fábio anuncia assembleia de agentes de segurança do Estado para discutir greve

O ex-deputado federal Major Fábio (DEM) denunciou na manhã desta quarta-feira (16), que o secretário de Administração, Gilberto Carneiro, quebrou o compromisso que assumiu com os representantes dos Policiais e Bombeiros.

Ele lembra que no último dia 11 de fevereiro, Gilberto Carneiro, recebeu os representantes do movimento que reivindica melhores salários para os Policiais e Bombeiros, e garantiu que o Governo Ricardo apresentaria uma contraproposta, mas que ontem (15), em reunião com os representantes da Policia Civil, recuou do compromisso com a categoria. “É o Governo do desencontro de informações”, questionou Fábio.

Diante da falta de compromisso, de acordo com major Fábio, os agentes de segurança do estado estão decididos em radicalizar o movimento e decretar greve ate o final deste mês. "Vamos convocar assembleia geral para discutir o assunto".

Segundo Major Fábio, os policiais e bombeiros já não aceitam outra proposta salarial que não seja a PEC300. "Vamos exigir agora o cumprimento do projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa no ano passado".

Hoje, em entrevista, o secretrário de Adminsitrração, Gilberto Carneiro, descartou qualquer possibilidade do govervo de Ricardo Coutinho conceder aumentos aos policiais nos próximos 12 meses.
Fonte: clickpb

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DE QUE SOMOS FEITOS?

Quando entrei no ônibus em regresso a minha cidade, chorei. No escuro e na solidão daquele ônibus, cenas da velha Rio de Janeiro passando pela janela, chorei. Antes, e, após esvaziar os bolsos, constatar que o dinheiro não dava pra voltar pra casa.

Neste clima de tristesa, desilusão, abandono, esta pergunta veio em minha cabeça: De que somos feitos? O que nos faz homens e mulheres, o que no s motiva, o que somos realmente?

Um amontoado de covardes, que mal luta por sua sobrevivência? Que por medo, covardia ou sei lá o que, não é capaz de levantar sua voz e lutar por sua dignidade? Onde está a nossa moral, a nossa honra, a nossa coragem?

De que somos feitos?

Muitos dizem que a profissão de policial é difícil. Não é nada, é fácil demais! É muito fácil conviver com o perigo, arriscar sua vida todos os dias, ser ameaçado, conviver com injustiças, trocar tiro com bandidos, ser ferido. Morrer é muito fácil. É fácil ver seu filho lhe pedir um tênis e você não poder compra-lo. É fácil ter a luz cortada. É fácil sair de casa e não saber se vai voltar. É fácil enfrentar labaredas de fogo, arriscar sua vida por alguém que você nunca viu e nunca mais verá. É fácil demais transformar delegacia em presídio e um ou dois policiais tomar conta de cem presos. É fácil sentar diante de um juiz ou promotor e se r mais mal tratato que o bandido que você prendeu. Facílimo é ser humilhado por superior hierárquico, mais fácil ainda é ser humilhado todos os dias pelo governador, principalmente num determinado dia do mês, o dia do pagamento. E ser esquecido pela sociedade. Isso tudo é muito fácil.

Do que somos feitos?

Há tanto tempo que isso acontece que nos acostumamos. Acostumamos a sermos chamados de cachorros do governo. Mas o apelido tem razão de ser: Sobrevivemos de migalhas e quando o governo precisa, só um assovio é suficiente para que tomamos a linha de frente em sua defesa.

De que somos feitos? Respondam!

O que leva um policial, um bombeiro a recusar-se sair de casa e ir para praça lutar por sua dignidade? De levantar uma simples bandeira ou faixa, de caminhar 200 metros? Isso sim é difícil.

Se sair de casa em sua própria cidade é dificil, imaginem, os que sairam de São Paulo, Minas Gerais, Espírito San to, Mato Grosso, Sergipe? Imaginem aqueles que atravessaram o país seja para Brasília, seja para o Rio de Janeiro, como foi agora. Imaginem os reformados e pensionistas que enfrentam o perigo das estradas e lá sempre estão eles. Sempre as mesmas caras e rostos, sempre os mesmos.

Onde estão nossos comandantes que vendo a tropa passar privações ficam sempre do lado do Governo? Ninguém tirará seus direitos, suas promoções ao apoiar suas tropas e exigir respeito e dignidade do Governo.
Será que vamos assistir impassíveis, sermos massacrados por alguns políticos e nada vamos fazer?

Não há força, não há mais voz para gritar. Só uma pergunta a responder: De que você é feito?


Fernando Almança