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quinta-feira, 3 de março de 2011

Relator da PEC 300 assume Comissão de Segurança

Segurança deverá priorizar modernização de leis do setor
Diógenes Santos

Mendonça Prado defende a discussão com viés regional sobre segurança pública.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara elegeu nesta quarta-feira o deputado Mendonça Prado (DEM-SE) para a presidência do colegiado. O parlamentar disse que ainda pretende reunir-se com os integrantes da comissão para definir uma pauta consensual, mas já adiantou que alguns temas deverão ser prioritários durante seu mandato: valorização dos profissionais da área de segurança; aprimoramento das regras sobre cumprimento de penas; modernização da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84); e melhorias no Código Penal (Decreto-lei 2.848/40) e no Código de Processo Penal (Decreto-lei 3.689/41).

Mendonça Prado disse também que é favorável ao viés regional dos debates sobre segurança pública na comissão. “Alguns colegas do estado do Rio de Janeiro, por exemplo, já apresentaram preocupações específicas em relação àquele estado. Esta comissão deve dar condições para que todos os temas sejam discutidos de forma a encontrarmos soluções eficazes para a segurança pública no País”, disse.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado elegeu também Fernando Francischini (PSDB-PR) para 1º vice-presidente; Enio Bacci (PDT-RS) para 2º vice-presidente; e José Augusto Maia (PTB-PE) para 3º vice-presidente.

Perfil
Ex-secretário de Administração do governo de Sergipe, o advogado Mendonça Prado está no terceiro mandato consecutivo como deputado federal. Foi 3º vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2006 e 1º vice-presidente da Comissão de Legislação Participativa no mesmo ano. Participou ainda das comissões especiais que analisaram a proposta de piso salarial dos policiais e bombeiros militares (PEC 300/08) e a criação da Polícia Penal (PEC 308/04). Também integrou as comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Direitos Humanos e Minorias.

Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcos Rossi
Fonte: Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 2 de março de 2011

Força Nacional só chega na sexta

Leia a matéria que foi ao ar no Globo News de 13 h 00:
Âncora - João Pessoa sofre com a greve da Polícia militar e do Corpo de Bombeiros iniciada na segunda-feira. hoje tem o desfile do principal bloco de carnaval da capital paraibana, o Muriçocas do Miramar que leva milhares de pessoas pras ruas.

O Ministério da Justiça autorizou ontem o envio de tropas federais para o estado da Paraíba e o repórter Bruno Sakue tem as informações pra nós direto. Bruno, existe uma previsão de quando este reforço chega por aí? Boa tarde Bruno!
Bruno - Boa tarde a todos. Olha, o governo do estado pediu esse reforço das tropas nacionais ontem. O Ministério da Justiça, como você disse no início do jornal, autorizou e a assessoria chegou a dizer que essas tropas chegariam ainda hoje aqui na capital por volta de 9 da noite. Mas lá de Lusiânia, Goiás, de onde essas tropas saíram, até aqui, a capital, são 2.300 quilômetros. Então eles refizeram esses cálculos e, na verdade, eles só chegam na sexta-feira.

Bruno - A principal preocupação aqui na capital paraibana, João Pessoa, é realmente por conta desse bloco. 500.000 mil pessoas devem estar nas ruas. Então o policiamento poderia ficar de alguma forma aí atrapalhado. Mas pra falar sobre esse assunto a gente convidou o Comandante Geral da Polícia Militar do estado. Coronel Euller, a população pode ficar segura, coronel, a polícia vai estar na rua hoje?
Coronel Euller - Sem dúvida. Uma instituição que completa 180 anos tem responsabilidade pública e a população, o cidadão de bem, não merece um tratamento dessa ordem. A polícia Militar estará atenta e todo o aparato de segurança pública voltado para esse Bloco que representa o carnaval do estado da Paraíba e de João Pessoa.

Bruno - O Comando já contabilizou qual a adesão dos policiais militares. O senhor me disse agora há pouco que 90% da polícia ainda está trabalhando. Seria esse número mesmo, coronel?

Coronel Euller - Nós aproveitamos, inclusive, para agradecer essa conciência pública em respeito ao cidadão, da grande maioria dos policiais militares que se encontra nas ruas trabalhando, acreditando que é preciso chegar num denominador comum, com diálogo, com respeito à população, e que cada um ceda de um lado e todos tenhamos a paz social.

Bruno - Ok, coronel, muito obrigado pelas suas informações.
Fonte: Jornal Globo News
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PEC 300 - Governador pede ilegalidade do movimento

Paraíba - Concomitantemente ao pedido de socorro junto ao Ministério da Justiça de buscar reforço no policiamento ostensivo em toda a Paraíba, através da Força Nacional, RC também solicitou ao Tribunal de Justiça a decretação da ilegalidade da greve, diante da paralisação por tempo indeterminado dos policiais militares e bombeiros militares.

O horário de chegada e o total do quantitativo a ser empregado pela FN está sendo mantido em sigilo pelo Ministério da Justiça. De acordo com o Ministério, essa falta de informação à imprensa nacional visa salvaguardar o esquema montado de segurança no estado da Paraíba e paralelamente enfraquecer o movimento paredista dos militares estaduais.
Diante do descaso do governador RC em atender as reivindicações dos trabalhadores da segurança pública de se aprovar a "PEC 300", mesmo que seja parcelada em 4 ou 8 anos, por exemplo, como foi feito em Sergipe pelo Governador Marcelo Deda, após o movimento "polícia legal" articulado pelos profissionais daquele estado, os policiais e bombeiros não vêem outra saída senão manterem paralisadas as suas atividades por tempo indeterminado.
Ricardo Coutinho, com essas medidas de pedido de auxílio de tropas estaduais articuladas dentro da Força Nacional mostra desequilíbio e despreparo para negociar com os manifestantes já que o caminho para a finalização da greve passa pelo debate e pelo campo da negociação. Por outro lado, a chegada das tropas da FN não chegam a incomodar os policiais e bombeiros paraibanos uma vez que muitos dos militares grevistas já participaram desse efetivo sazonal e conhecem "de cabo a rabo" o metiê desse efetivo que está embarcando hoje para a capital do estado.

Para se ter uma idéia, a PB tem hoje uma defasagem de 7000 homens em sua estrutura. A greve acentuou mais ainda essa situação caótica do estado. O que iremos presenciar nas ações da FN será mais midiatismo e menos a atenuação dos problemas gerados pela falta de diálogo.

O secretário de Comunicação Institucional, Nonato Bandeira, dentro de seu papel, leal ao governador, continua a apregoar que "a greve não atinge todos os batalhões da Polícia Militar". 'No interior do Estado, a polícia continua trabalhando e até na Capital a paralisação é setorial', afirma.

Hoje poderemos ter a verdadeira dimensão do movimento. O tradicional bloco das Muriçocas desfila nessa quarta (02) na Capital e Bandeira já informou a preservação da segurança dos foliões com efetivo de mil homens que irão garantir a tranquilidade da festa. É ver para crer.

terça-feira, 1 de março de 2011

PEC 300 - Policiais civis não aderem a greve

Paraíba - Em Nota oficial (datada de 12 de novembro de 2010) encaminhada hoje aos principais jornais da Paraíba, a  Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB, entidade que representa os Agentes de Investigação, os Escrivães de Polícia e os Motoristas Policiais, através de seu presidente Sandro Roberto Bezerra diz que está esperançoso com o governo e que usará do "bom senso" para uma solução negociada que passe por reposição de perdas salariais.

Na nota a ASPOL não acredita "que os policiais do IPC irão parar". Continua, ao afirmar que "apenas uma parte dos delegados vai aderir ao movimento."
Nesse momento, Major Fábio parte para um encontro, juntamente com outros líderes de sindicatos e associações, com o Secretário de Comunicação, Nonato Bandeira, que já afirmou ser a defasagem salarial do policial uma herança "de anos e décadas": "Realmente o salário está defasado e nós concordamos. É muito pouco o que um policial ganha. Um Governo de sessenta dias é responsável por isso?"
O homem da PEC 300 no Brasil, Major Fábio, ironizou o secretário de Ricardo Coutinho ao dizer que o governo faz economia pagando migalhas ao policial. “Essa é a grande economia do Estado, por isso não pagam o reajuste dos policiais. Estamos na frente do Palácio e o governador entra pelos fundos”.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PEC 300 - policiais deflagram greve geral na PB

AGORA: policiais rejeitam todas as propostas do Governo do Estado e decidem deflagrar greve por tempo indeterminado em toda a Paraíba

Todas as propostas apresentadas pelo governo da Paraíba foram rejeitadas pelas entidades que representam a Segurança Pública do Estado na tarde desta segunda-feira (28). A proposta governamental foi apresentar um reajuste salarial para a categoria no prazo de 30 dias. A assembleia dos policiais terminou agora ha pouco e a categoria decidiu entrar em greve por termpo indeterminado a partir das 00h do dia 04 de março.

Os três dias são necessários para que as entidades comuniquem a decisão ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça, conforme determina a Lei.

O governo sugeriu a criação de uma comissão entre todas as forças para que em 30 dias pudesse apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial para as categorias em questão. A justificativa é a mesma: necessidade de se adequar aos limites estabelecidos pela Lei De Responsabilidade Fiscal. Coisa que, pelos prazos da equipe econômica do governo, só acontecerá a partir de setembro. Os policiais, por sua vez, não aceitaram. O governo explicou que qualquer proposta precipitada seria “chute”. E não compromisso real.

O vice-presidente da Associação dos Delegados da Polícia civil da Paraíba, Sterferson Nogueira a Assembleia também referendou a greve geral.
Segundo o ex-deputado federal Major Fábio, a proposta do Governo excluía os inativos e os policiais reformados do benefício da PEC 300 e por isso também foi rejeitada.

Medo: PM diz que RC vai usar colete

Durante a assembleia geral dos policiais, o cabo modesto da Policia Militar informou que teve conhecimento de que o governador Ricardo Coutinho (PSB) vai começar a usar colete a prova de balas a partir de agora.

O cabo informou que o colete seria uma forma do chefe do executivo prevenir alguma manifestação desordeira da categoria

“Governador, a policia está aqui para dar proteção, na policia não tem matador, na policia só tem trabalhador”, bradou Modesto.

Passeata

Logo após a assembleia, os policiais decidiram sair em passeata até o Parque Sólon de Lucena para ratificar a greve e protestar contra o não cumprimento da PEC 300.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Capitão Assumção diz que recusou cargo no Idurb em respeito à sua base eleitoral

José Rabelo

Na última sexta-feira (18), dois dias após ser nomeado, via Diário Oficial do Estado, para o cargo de provimento de comissão de assessor técnico nível - I, no Instituto de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado (Idurb), o ex-deputado federal Capitão Assumção (PSB) procurou o chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Cicilliotti, para comunicar que não aceitaria a oferta do governador Renato Casagrande.

“Precisava manter a coerência com a minha base eleitoral. Afinal de contas, foram mais de 65 mil eleitores que apostaram no meu trabalho. Não posso abandonar essa representação política em troca de um cargo”, justificou.

Assumção, que ficou conhecido nacionalmente como o deputado da PEC 300, disse que acredita no trabalho que vem fazendo para defender os interesses dos policiais e bombeiros militares. “Retornei a Ecoporanga para manter acesa essa chama. Há uma agenda muita extensa para debater com o governador Casagrande e sei que as portas do palácio Anchieta vão estar abertas para mim. Sempre tive uma relação de amizade e respeito com Casagrande”, pontuou.

O ex-deputado reconheceu que o mandato é muito importante, mas ponderou que mesmo sem ele, pelo menos por enquanto, pode avançar. Assumção lembrou que a internet é uma importante ferramenta de mobilização e que vai passar a utilizá-la ainda mais intensamente nessa fase.

Durante os 24 meses em que esteve na Câmara, Assumção se tornou usuário contumaz das redes sociais. Foi por meio da internet que o ex-deputado levantou as suas principais bandeiras e também teceu críticas duras ao ex-governador Paulo Hartung e ao então secretário de Segurança Rodney Miranda.

Futuro político

O socialista fez questão de afirmar que o período “sem mandato” deve ser passageiro. “A nossa atividade é por mandato”, frisou no coletivo. “A população não votou em mim para eu exercer um cargo público em uma repartição”, afirmou.

Primeiro nome da lista de suplente da coligação formada pelo PT, PMDB, PTN, PTC, PSB, PRP e PTdoB, Assumção está confiante de que voltará à Câmara dos Deputados, após a movimentação política para as eleições de 2012.

Dos eleitos, Assumção está “de olho”, principalmente, nas vagas dos colegas de partido Audifax Barcelos, que deve deixar a Câmara para concorrer à prefeitura de Serra, e de Paulo Foletto, que também pode se licenciar do cargo para disputar a prefeitura de Colatina (noroeste do Estado). Há chances mais remotas, é verdade, de Lelo Coimbra ser lançado como candidato do PMDB à prefeitura de Vitória, caso o ex-governador Paulo Hartung decida ficar de fora da disputa.

Capitão Assumção descartou a hipótese de disputar as próximas eleições municipais. “Isso também iria contra a minha base eleitoral. Meu compromisso é na Câmara”, ratificou.

Ele admitiu, porém, que, se o governador Casagrande o convocasse, aceitaria assumir um cargo na Secretaria de Segurança Pública. “Acho que conheço a área de Segurança Pública e posso contribuir, caso o governador necessite de mim. Sou um soldado é estou pronto para ajudar, se for preciso. Ajudaria o governo Casagrande com muito prazer. Tenho uma amizade por ele e estou torcendo para que o governo dele dê certo”, finalizou.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Novas regras para o Bolsa-Formação frustram profissionais

Com as novas regras, grande parte dos trabalhadores da segurança pública do Brasil continua de fora.
A expectativa de todos era de que o valor da remuneração mensal bruta fosse dobrada para que o Bolsa-Formação contemplasse a maior parte desses trabalhadores. Isso não aconteceu. O valor ficou mesmo em R$ 1.700,00 (um mil e setecentos reais). Para piorar mais a situação, a regra inclui na remuneração bruta os populares penduricalhos, gratificações que os policiais não embolsam quando se aposentam (vantagens de natureza indenizatória). 
Outra expectativa era de que o benefício do Projeto Bolsa-Formação fosse reajustado para uma realidade condizente  mas ficou só nos sonhos: R$ 443,00 (quatrocentos e quarenta e três reais). Que segurança pública o Brasil espera?
Parafraseando um personagem de "Tropa de elite 1": "quem quer rir tem que fazer rir!"


Decreto Nº 7443 DE 23/02/2011 (Federal)
Data D.O.: 24/02/2011

Regulamenta o art. 8º-E da Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007, que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - PRONASCI e revoga os arts. 9º a 16 do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008, que dispõem sobre o projeto Bolsa-Formação.

A Presidenta da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição e tendo em vista o disposto na Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007,

Decreta:

Art. 1º. Este Decreto regulamenta o Projeto Bolsa-Formação, instituído no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - PRONASCI pela Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007.

Art. 2º. Para aderir ao Projeto Bolsa-Formação, previsto no art. 8º-E da Lei nº 11.530, de 2007, os Estados e o Distrito Federal, ao assinarem o termo de adesão, sem prejuízo das demais obrigações acordadas e daquelas previstas no art. 7º, deverão se comprometer a:

I - viabilizar amplo acesso a todos os policiais militares e civis, integrantes do corpo de bombeiros, agentes penitenciários, agentes carcerários e peritos que demonstrarem interesse nos cursos de qualificação disponíveis;

II - instituir e manter programas de polícia comunitária;

III - garantir remuneração mensal pessoal não inferior a R$ 1.300,00 (mil e trezentos reais) aos profissionais mencionados no inciso I, até o ano de 2012;

IV - adequar, até o ano de 2012, a jornada de trabalho dos profissionais mencionados no inciso I, que não deverá ultrapassar a doze horas diárias, obedecendo-se ao parâmetro de três turnos de descanso para cada turno trabalhado; e

V - restituir à União os valores correspondentes às bolsas concedidas aos profissionais que incorrerem em qualquer das hipóteses de cancelamento previstas no art. 9º e cujas informações não foram inseridas ou atualizadas no Sistema Nacional de Bolsa-Formação - SISFOR a que se refere o art. 5º, de acordo com o disposto no art. 7º.

Art. 3º. Observadas as dotações orçamentárias, os Municípios que tenham aderido ao PRONASCI nos termos dos arts. 5º e 6º da Lei nº 11.530, de 2007, poderão participar do projeto Bolsa-Formação desde que:

I - possuam Guardas Municipais;

II - instituam e mantenham programas de polícia comunitária destinados a ações preventivas e de proteção social; e

III - assinem termo de adesão.

Art. 4º. Para participar do Projeto Bolsa-Formação, o policial civil ou militar, bombeiro, agente penitenciário, agente carcerário, perito ou guarda municipal deverá preencher os seguintes requisitos:

I - perceber remuneração mensal bruta de até R$ 1.700,00 (mil e setecentos reais);

II - não ter sido condenado pela prática de infração administrativa de natureza grave, nos últimos cinco anos;

III - não possuir condenação penal nos últimos cinco anos;

IV - freqüentar, a cada doze meses, ao menos um dos cursos oferecidos ou reconhecidos pelo Ministério da Justiça, nos termos dos §§ 4º a 6º do art. 8º-E da Lei nº 11.530, de 2007; e

V - pertencer ao ente federado que tenha assinado termo de adesão, nos termos dos arts. 2º e 3º.

§ 1º No cálculo da remuneração mensal bruta referida no inciso I, serão consideradas as vantagens de natureza indenizatória e excluídos apenas os valores referentes à gratificação natalina e férias.

§ 2º Os requisitos previstos no caput deverão ser comprovados no ato da apresentação do requerimento.

Art. 5º. Fica criado, no âmbito do Ministério da Justiça, o Sistema Nacional do Bolsa-Formação - SISFOR, que deverá conter os dados pessoais e profissionais do solicitante da bolsa, os documentos comprobatórios dos requisitos previstos no art. 4º e os dados dos benefícios concedidos.

§ 1º No ato da assinatura do termo de adesão, o ente federado deverá indicar servidor responsável pela coordenação local do Projeto Bolsa-Formação.

§ 2º É facultada a indicação de subcoordenadores estaduais para auxiliar nas atividades previstas no caput.

Art. 6º. O coordenador a que se refere o § 1º do art. 5º será responsável:

I - pela análise e verificação dos documentos comprobatórios dos requisitos previstos no art. 4º;

II - pelo registro no SISFOR do deferimento prévio ou indeferimento do beneficio; e

III - pela verificação de ocorrência de qualquer das hipóteses de cancelamento do benefício previstas no art. 9º.

Art. 7º. Sob pena de rescisão do termo de adesão ao Projeto Bolsa-Formação, o ente federado deverá:

I - inserir e manter atualizadas as informações do SISFOR;

II - informar ao Ministério da Justiça sobre a substituição do coordenador ou subcoordenador do SISFOR;

III - atualizar os dados cadastrais dos beneficiários, sempre que necessário; e

IV - informar a ocorrência de alguma das hipóteses de cancelamento do benefício previstas no art. 9º.

Art. 8º. As inscrições para o Projeto Bolsa-Formação serão efetuadas exclusivamente por meio eletrônico, mediante o preenchimento de ficha de inscrição disponível no sítio do Ministério da Justiça.

Art. 9º. A bolsa concedida no âmbito do Projeto Bolsa-Formação será cancelada se o beneficiário:

I - for reprovado ou abandonar o curso que o habilitou ao recebimento do benefício;

II - apresentar informações ou documentos falsos;

III - solicitar sua exclusão;

IV - for condenado pela prática de infração administrativa de natureza grave ou sofrer condenação penal;

V - for cedido ou designado a prestar serviço a outro órgão da administração pública;

VI - usufruir licença para tratamento de interesse particular;

VII - romper o vínculo funcional com a instituição da qual fazia parte quando da homologação do requerimento;

VIII - aposentar-se; ou

IX - falecer.

Art. 10º. Condicionada a disponibilidade orçamentária, o valor das parcelas mensais do benefício do Projeto Bolsa-Formação será de R$ 443,00 (quatrocentos e quarenta e três reais).

§ 1º A bolsa do Projeto Bolsa-Formação será paga em doze parcelas a partir da homologação do requerimento.

§ 2º As parcelas da bolsa do Projeto Bolsa-Formação deverão ser sacadas no prazo de até noventa dias, contados da primeira data de disponibilização mensal do benefício, de acordo com o calendário de pagamento da Caixa Econômica Federal.

§ 3º É vedado o recebimento cumulativo de bolsas no Projeto Bolsa-Formação.

Art. 11º. As demais regras relativas à concessão da bolsa do Projeto Bolsa-Formação serão disciplinadas em ato do Ministro de Estado da Justiça.

Art. 12º. Este Decreto entra em vigor:

I - na data de sua publicação, em relação ao inciso I do art. 13; e

II - sessenta dias após a data de sua publicação, em relação aos arts. 1º a 11 e 13, inciso II.

Art. 13º. Ficam revogados:

I - os §§ 1º, 2º e 3º do art. 9º e os §§ 2º, 3º e 4º do art. 15 do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008; e

II - o caput do art. 9º, o caput, os §§ 1º, 5º e 6º do art. 15, os arts. 10 a 14 e o art. 16 do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008.

Brasília, 23 de fevereiro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

DILMA ROUSSEFF

José Eduardo Cardozo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Agente penitenciário morto em baile funk é enterrado em Cariacica ES

O agente penitenciário assassinado em um baile funk onde trabalhava como segurança durante esta madrugada foi enterrado na manhã desta segunda-feira (21) no bairro Bela Vista, em Cariacica. Na última despedida durante o velório de Edson Pereira da Silva, de 38 anos, amigos e colegas de trabalho foram até a igreja Assembléia de Deus de Vila Izabel. No culto de corpo presente os familiares lamentaram a perda de um homem que, segundo os amigos, era companheiro.

"Era um companheiro excelente. Todo mundo da categoria gostava dele, por isso estamos vendo a comoção do pessoal", afirma Wilker Kaizer, diretor do sindicato dos agentes penitenciários. O crime aconteceu na madrugada de sábado (19). Edson foi assassinado com três tiros enquanto trabalhava como segurança de um baile funk em Bela Vista, Cariacica. Os colegas alegam que aceitam trabalhos para completar a renda.

"A situação da categoria é complicada porque o nosso salário não consegue suprir a necessidade do agente. Então há necessidade de fazer alguma coisa para melhorar a condição salarial. O trabalho que ele estava fazendo no local, para a nossa categoria, não é irregular", assegura Kaizer. Segundo a família, a perda foi irreparável. Edson era pai de quatro meninos com idade entre 7 e 12 anos. Entre os parentes e amigos ficou a tristeza e o pedido de Justiça após o assassinato de um pai de família.

"Era uma pessoa muito querida. Foi líder comunitário e está todo mundo no desespero. Foi uma coisa rápida. Ele era muito querido pelos filhos. Os meninos eram a paixão dele. Fica uma tristeza muito grande [...] Que a Justiça seja feita. Apenas isso que temos que pedir. Apenas Justiça", lamenta Rosangela Fernandes, ex-mulher da vítima.

Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça informou que os agentes penitenciários contam com plano de carreira e recebem salário inicial de R$ 1,9 mil podendo chegar a R$ 3,6 mil. Fonte: folhavitoria

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PEC 300 - Maj Fábio anuncia assembléia para greve geral

Major Fábio anuncia assembleia de agentes de segurança do Estado para discutir greve

O ex-deputado federal Major Fábio (DEM) denunciou na manhã desta quarta-feira (16), que o secretário de Administração, Gilberto Carneiro, quebrou o compromisso que assumiu com os representantes dos Policiais e Bombeiros.

Ele lembra que no último dia 11 de fevereiro, Gilberto Carneiro, recebeu os representantes do movimento que reivindica melhores salários para os Policiais e Bombeiros, e garantiu que o Governo Ricardo apresentaria uma contraproposta, mas que ontem (15), em reunião com os representantes da Policia Civil, recuou do compromisso com a categoria. “É o Governo do desencontro de informações”, questionou Fábio.

Diante da falta de compromisso, de acordo com major Fábio, os agentes de segurança do estado estão decididos em radicalizar o movimento e decretar greve ate o final deste mês. "Vamos convocar assembleia geral para discutir o assunto".

Segundo Major Fábio, os policiais e bombeiros já não aceitam outra proposta salarial que não seja a PEC300. "Vamos exigir agora o cumprimento do projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa no ano passado".

Hoje, em entrevista, o secretrário de Adminsitrração, Gilberto Carneiro, descartou qualquer possibilidade do govervo de Ricardo Coutinho conceder aumentos aos policiais nos próximos 12 meses.
Fonte: clickpb

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PEC 300 - em protesto, policiais estão acampados há 5 dias na PB

Secretário descarta a possibilidade de reajuste salarial dos policiais até dia 25

Redação

Representantes da Polícia Civil e dos Agentes Penitenciários se reuniram na noite desta terça-feira (15) com o secretário administração do estado, Gilberto Carneiro, na Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), em João Pessoa, para discussão do reajuste salarial da categoria, aprovado na gestão anterior do Governo do Estado.

Numa reunião que durou cerca de quatro horas, o secretário afirmou que só poderá apresentar uma proposta concreta num período de seis meses e, não no próximo dia 25. O presidente do Sindicato dos Delegados da Paraíba, Isaías Olegário, disse que ficou frustrado com a proposta do secretário e afirmou que a categoria decidirá no próximo dia 28, em assembléia geral, se paralisa as atividades durante o carnaval ou entra em greve por tempo indeterminado. Além do reajuste, também foram discutidos as gratificações dos policiais que foram cortadas.

Os policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários estão acampados há cinco dias na frente ao Palácio da Redenção, em protesto pela PEC 300 e vão permanece até a categoria decidir algo.
Fonte: clickpb