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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ameaça a PMs no Espírito Santo leva a prisão de jovens de classe média

A criminalidade no país está tão grande que muitos bandidos nem temem mais a presença dos policiais.

No bairro de Jardim Camburi, situado na capital do Espírito Santo, oito jovens e adolescentes de classe média foram presos por ameaçar policiais através de músicas divulgadas na internet. Por trás das ameaças, estaria o envolvimento deles com o tráfico de drogas.

“Bonde dos Xerebedels” ou “Bonde do Village”, como são conhecidos, produzem letras de músicas de funk ameaçando a morte de PMS, principalmente dos que atuam na 4ª Companhia da Polícia Militar.

Em trechos das músicas ressaltam:

“Hoje eu acordei com ódio
Preparado pro combate
Hoje é dia do ataque
[...]
E o nosso primeiro alvo
É o DPJ da PM
[...]
Nós que somos traficantes
[...]”.
E mais:          
“E se mexer com nós,
Nós corresponde
[...]
E pode até ser morto
                                                                  [...]”

Tamanho é o destemor em relação à Polícia Militar que o grupo, já há algum tempo, vem divulgando na internet algumas de suas letras que fazem apologia ao crime e mostram a intenção dos jovens em atacar o posto policial. “Na letra de uma das músicas cita os nomes dos PMs e ainda diz como eles seriam mortos: com tiro no rosto, na cabeça e nas costas”.

As letras são totalmente ofensivas, tanto para os combatentes da criminalidade, quanto para a sociedade.

A audácia e a petulância são tamanhas que os criminosos criaram na internet comunidade para passar informações de quem tem droga para vender, valor e quantidade vendida por dia. Se a intimidação não bastasse por aí, eles ainda divulgavam fotos de armas, munição, maconha, pichações de muros e siglas dos Condomínios Village Camburi e Atlântica Ville.

O Delegado André Luiz Cunha, responsável pelo caso, acredita que a prisão desses jovens servirá de advertência para outros que têm a ilusão de pertencer a algum grupo: “Todo tipo de associação ao tráfico, seja uso ou comércio, configura crime, e quem colabora, acaba punido”, ressaltou.

A operação que resultou nas prisões foi realizada por policias da Divisão de Homicídios do Grupo de Operações Especiais (GOT) da Polícia Civil e da Polícia Militar que ressaltaram, ainda, que não deixaram se intimidar pelos criminosos e que o combate ao tráfico vai continuar.

Fonte: A Tribuna e A Gazeta.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PEC 300 fora da pauta.


Mais uma semana em que o governo deixa de lado a valorização dos bombeiros e policiais de todo o Brasil e prioriza a legalização da lavagem de dinheiro e a ampliação do crime organizado no Brasil (Projeto de Lei 2944/04, que regulamenta a exploração dos jogos de bingo no Brasil).

Muita conversa fiada e muita falta de argumentação para algo que é fundamental para a segurança pública no Brasil: o piso salarial nacional. O governo prefere ver nossos valorosos guerreiros entregues à própria sorte do que concluir a votação da PEC 300 em segundo turno.

Desde que a Proposta de Emenda Constitucional começou a tramitar na Câmara dos Deputados já se vão mais de dois anos. Não há mais o que se debater. Todas as modificações que aconteceram no texto da PEC 300 foram feitas a partir do líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), que, inclusive, se comprometeu em concluir a votação da PEC 300 após as eleições, juntamente com o Presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB/SP). Passado o pleito, fogem do compromisso como "o diabo foge da cruz".

Falam em rombo nas contas do governo ao se aplicar a complementação salarial dos policiais aos estados que não oferecem condições de pagar um piso nacional, mas não existe um estudo qualificado para se discriminar valores.

O governo, através do Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, por mera preguiça mental, divulga números ao seu bel prazer, com o intuito de apregoar a bancarrota das contas públicas se a PEC 300 for aprovada. Esse fundamentalista fala de R$ 46 bilhões anuais de complementação salarial. Puro casuísmo.

R$ 46 bilhões é um número falacioso. O ministro mente ao não divulgar a fonte desse "estudo criterioso" de complementação anual. Não divulga porque simplesmente não possui esses dados. Preguiça mental para depreciar os trabalhadores que garantem a liberdade dos brasileiros.

Não há interesse do governo na conclusão da matéria na Câmara dos Deputados. E ficam pregando a velha "política da terra arrasada" para enterrar a PEC 300.

Chega de mentiras. A PEC 300 não fala em números. Aprovada nas duas casas e promulgada, o governo terá até seis meses para preparar um estudo completo sobre a real situação salarial de todos os estados, incluindo-se nesse estudo os estados que tem condições de bancar o piso salarial e os estados que precisarão da ajuda governamental para complementar seus salários (por um determinado período); terá também que discriminar a participação da União através de um fundo e o estabelecimento de um piso salarial nacional com a sua devida correção para que não haja defasagem. Findo esse prazo, o governo terá que remeter à Câmara um projeto de lei com todo esse detalhamento.

Seis meses de estudo amplo. Agora, para se protelar a conclusão da matéria, os aliados do crime organizado (lembrando a célebre frase do deputado Fernando Chiarelli: "quem não é a favor dos policiais e bombeiros é a favor do crime organizado") inventaram uma tal de comissão para se debater a PEC 300. Isso é conto do vigário. Estão chamando todos os bombeiros e policiais de abestalhados.

Abusam dos bombeiros e policiais sem parar. Semana passada os parlamentares que representam a militância em prol do meio ambiente ameaçaram junto ao colegiado de líderes de votar a PEC 300 se não fosse retirado do texto da MP 499/10 artigos sobre incentivo ao desenvolvimento da energia nuclear. Um absurdo! Usaram a nossa PEC 300 para vetar artigos contrários aos interesses ambientalistas. E pior, o governo aceitou a pressão.

Outro acinte é a inclusão na ordem do dia da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 507/10, que prorroga o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Nada contra essa PEC, que já tem acordo para se votá-la em dois turnos e sem qualquer interstício, mas a nossa PEC 300 o governo e a oposição querem abandoná-la de qualquer maneira.

A PEC 300 nunca será concluída na Câmara dos Deputados sem a nossa mobilização nacional. Já dizia um velho amigo meu que "surra avisada não dói". Só valorizarão os nossos trabalhos quando sentirem a nossa falta. Quando bombeiros e policiais pararem o Brasil.

Nesses dias 14 e 15 de dezembro cobrem de seus parlamentares em cada estado a obstrução dos trabalhos em qualquer votação, tanto na sessão ordinária quanto nas extraordinárias até que a PEC 300 seja incluída em sessão extraordinária para votação. É a penúltima semana de trabalho.

Somos poucos parlamentares defendendo a dignidade dos bombeiros e policiais nessa 53ª legislatura, mas estamos fazendo a nossa parte. Façamos todos a nossa parte.