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quarta-feira, 25 de maio de 2011

PM mata bandido e salva casal na Serra-ES

ES - Policial atirou da janela da casa, após ver mecânico e mulher serem ameaçados por ladrão. O crime foi em Colina de Laranjeiras

Wanessa Scardua

Um assaltante foi morto com dois tiros no peito por um policial militar enquanto fazia um casal refém dentro de casa, no bairro colina de Laranjeiras, na Serra, na noite de ontem.

O PM fez os disparos pela janela da residência, quando estava no quintal e flagrou o bandido mantendo as vítimas - um mecânico de 28 anos e sua mulher, uma dona de casa - sob a mira de arma.

O roubo foi praticado às 19h30, numa casa na rua Nossa Senhora de Lourdes. Os dois fihos do casal, de 3 e 4 anos, dormiam em um quarto e não viram o roubo.

Para desviar a atenção dos reféns, o acusado - identificado como João Paulo dos Santos Aragão, 39 - primeiro mandou uma comparsa até a casa.

"Estávamos na sala e uma mulher, da rua, perguntou se havia casa no bairro para alugar. abri a porta, disse que não e fechei. A mulher foi embora, mas dois minutos depois o ladrão pulou o muro e entrou pela porta, que estava encostada", disse o refém.

Com um revólver calibre 38 em punho, o acusado mandou o casal ficar sentado no sofá e passou a revirar o imóvel. ele pegou celulares e chegou a separar bijuterias.

Dez minutos depois, o bandido foi morto. Ele mantinha a arma apontada para o casal, que estava no sofá posicionado perto da janela, que fica virada para a rua. A PM, acionada por vizinhos, já estava no quintal e um policial, ao ver o bandido ameaçando as vítimas com a arma, deu voz de prisão.

Segundo a PM, o ladrão apontou a arma para o policial e, antes de reagir, foi atingido. "Nós estávamos com a cabeça abaixada e, de repente, vimos o bandido cair na nossa frente", declarou a vítima.
Fonte: A Tribuna

sábado, 22 de janeiro de 2011

Militar da FN que trabalha no resgate de vítimas no RJ fala à Gazetaweb

Voluntário diz que a imagem parece surreal; 500 pessoas ainda podem estar desaparecidas
Gazetaweb- com Dulce Melo
Hospital foi totalmente arrancado pela enxurrada (Fotos: Cortesia voluntário da FN)
Um integrante da Força Nacional (FN), que não é alagoano, e participa do resgate dos mortos na catástrofe ocorrida no Rio de Janeiro, falou com exclusividade, via MSN, com a Gazetaweb. As declarações são comoventes. Segundo o militar, a imagem panorâmica “parece surreal”.
Povoado Campo do Vieira e os sinais da destruição
Apesar de já ter participado de muitos momentos complicados, em ações de alto risco, o policial se emociona ao relatar o que ver no local. Carros enfiados nos restos das casas, condomínios e povoados soterrados, hospital totalmente destruído, famílias inteiras mortas.Muita gente ainda desaparecida.
Pedras que desceram das encostas empancaram no Centro de Nova Friburgo
“Aqui é algo mais chocante ainda....nunca vi nada igual nessa vida, parece que o mundo está acabando. Tsunami...maremoto...terremoto...Haiti..nunca imaginei ver isso no Brasil. Minha querida, é algo muito triste, algo que não consigo descrever. Somos muito pequenos frente aos problemas que podem nos envolver”- declara o policial.
Condomínio do Lago antes da tragédia
A estimativa é de que mais 500 corpos ainda estejam soterrados, segundo o policial voluntário. No local, diz ele, “as geladeiras são caminhões frigoríficos que ficam na porta do ginásio. Para ter uma ideia, somente em Teresópolis tem cinco caminhões em frente ao ginásio, todos com corpos”.

Ao todo, da Força Nacional (FN), estão nas áreas atingidas 95 bombeiros, além de 130 policiais que trabalham com o auxílio de cinco aeronaves e retro-escavadeiras.
Condomínio do Lago totalmente destruído
Demonstrando muita emoção, o policial da FN complementa. “Pense na dor e no pranto desse povo. Não há quem não se comova. Afinal, crianças, idosos e famílias inteiras se acabaram. Enfim, alguns corpos adultos são encontrados abraçados com as crianças no intuito de protegê-las. Mas, todos se foram”.
Neste local, que era uma casa, os pais e dois filhos morreram
O trágico é que além de toda a situação, muito corpos que foram encontrados, ainda não foram reclamados pela família, porque toda a família se foi, afirma o militar voluntário da Força Nacional.