A mais de 20 metros de altura. Foi assim que sete militares do Corpo de Bombeiros de Criciúma realizaram treinamento na tarde deste domingo (23). O dia, marcado por pouca ocorrência na cidade, foi dedicado ao treinamento de rapel feito, em média, de dois a três meses, para reforçar a capacidade de salvamento nas alturas.
“É uma técnica pouca usada, mas que há necessidade de sempre estar reforçando o treinamento, por ser uma especialidade que impõe bastante risco, tanto ao bombeiro, quanto a vítima”, conta o soldado Rafael da Silva Gonçalves.
“Lá em cima o risco é bem maior. Nunca se sabe o que pode acontecer, e a pessoa que está sendo resgatada está num nível de estresse bastante elevado”, conta o soldado Lindomar Romancini.
Três décadas e muitas vidas
Há 30 anos servindo o Corpo de Bombeiros de Criciúma, o sargento Perci Domingos tem dezenas de histórias envolvendo buscas. “Não faz muito tempo, mas não recordo o ano, lembro que um homem queria se jogar de uma construção. Ficamos das 7h até a tarde convencendo ele a não se jogar. Nesses casos o desgaste é mais psicológico do que físico”, conta.
O treinamento foi realizado na torre do 4ª Batalhão e durou até a noite. “Quando não tem ocorrência a gente realiza esses procedimentos para se aprimorar em salvar vidas”, conclui o soldado Rafael.
Fonte: atribunanet