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terça-feira, 7 de junho de 2011
Bombeiros - Nota de repúdio
NOTA DE REPUDIO DA UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES DO RIO DE JANEIRO CONTRA AÇÃO DE VIOLÊNCIA AOS BOMBEIROS
“ A UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES ( UBM/RJ) entidade nacional que há 23 anos luta pela emancipação das mulheres e da sociedade, teve destacado papel na luta pela redemocratização do Brasil nas décadas de 80 e 90 e pelos direitos humanos e dignidade de nosso povo vem manifestar seu repúdio à forma arbitrária e desumana como vem sendo tratado os trabalhadores bombeiros de nosso estado , que reivindicam melhores condições de trabalho, dignidade humana e salários justos.
Os bombeiros são militares que têm função de grande relevância em nosso estado, como o salvamento e resgate de vítimas nos casos de incêndios e tragédias como a que aconteceu este ano nas cidades serranas e a população externa a esta corporação simpatia e admiração.
Suas reivindicações são justas e destinam-se a garantia de subsistência e não podemos aceitar que sejam taxados simplesmente como “ vândalos “ e “baderneiros” fato muito comum do Sr. Governador que EM 2007 ao discutir o aborto afirmou que as “ mulheres das favelas eram fábrica de marginais”
Portanto , entendemos que na sociedade democrática não há espaço para o autoritarismo e a arrogância e o melhor caminho para a solução do litígio é o diálogo . “
Saudações emancipacionistas
Helena Piragibe
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
PEC 300 é o mínimo que eles merecem
A tragédia da região serrana deixou a descoberto muito mais além da tremenda destruição, da imensa dor da perda de vidas e bens e da sesquipedal incompetência de todos os governos em agir preventivamente em situações como estas. Trouxe também à tona , para que todos aqueles que ainda tinham qualquer dúvida do heroísmo, do espírito de despreendimento, do valor pessoal e coletivo de nossos policiais, tanto civis quanto militares, como nossos Bombeiros Militares .
Policiais do 11º Batalhão, sediado em Nova Friburgo perderam suas vidas e outros perderam bens e familiares. Tivemos quatro Bombeiros mortos, sendo três em uma viatura que seguia para um resgate e foi soterrada e outro que tentou salvar a própria família e perdeu sua vida nessa tentativa. Os integrantes da equipe de helicóptero da CORE da Polícia Civil são incansáveis em um vai e vem interminável a resgatar pessoas e a levar feridos da região serrana para hospitais. Nossos policiais e bombeiros não são apenas heróis porque trabalharam incansavelmente nas tarefas de resgate, de fornecimento de suprimento e de proteção ao patrimonio das pessoas atingidas pela tragédia. São heróis porque mesmo ganhando como salário base um valor em torno de dois salários mínimos atuais não demonstraram em qualquer momento desestímulo em trabalhar arriscando as próprias vidas, sem descanso sequer, para cumprir seu dever, no caso dos policiais, servir e proteger, e no caso dos bombeiros, vidas a salvar e patrimonios a resguardar.
Hoje, durante a vivencia imediata da tragédia e suas consequencias, todos certamente reconhecem o valor destes profissionais, porém , como em quase todas as situações pelas quais já atravessamos, o tempo é implacável para apagar da memória da grande massa tragédias, sejam causadas pela natureza ou pela má gestão pública. Daqui a algum tempo restarão apenas a dor dos que tudo ou quase tudo perderam, as imagens dela feitas e policiais e bombeiros voltarão a ser vistos por boa parte da população através de uma ótica perversa que estabeleceu para eles o paradigma da incompetencia e da violencia no caso dos policiais e da inépcia e ineficiencia no caso dos bombeiros..
Eu não gosto da palavra inveja, mas é com uma ponta dela que assisto como em outros países, principalmente nos EUA, se valoriza e se reverencia os heróis de suas polícias e bombeiros. O primeiro passo para isso já foi dado a algum tempo atrás por parte dos cidadãos com os aplausos populares à tomada do Alemão, cabe agora ao poder público agir concretamente para fortalecer esse espírito valorizando publicamente , não só em declarações como também na área pecuniária, o valor de cada policial e bombeiro que no momento em que escrevo está lá no meio dos escombros buscando por um suspiro de vida a salvar. A eles, nossas homenagens.
Fonte: falandoaverdadecomsegadasvianna
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O Globo publica matéria tendenciosa sobre a PEC 300
Acabei de ler essa matéria no Blog do Cb Heronides e achei de extremo mau gosto e desfocada de tudo que se debateu até hoje sobre a PEC 300/2008, desde que ela foi protocolada na Câmara dos Deputados.
Creio que, do mesmo jeito que as organizações GLOBO foram beneficiadas por darem apoio velado à ditadura, mais uma vez não querem perder a "boquinha" no governo que se inicia e se utilizam dos mesmos argumentos da classe política que não quer valorizar e valorar os trabalhadores que garantem a liberdade de todos os brasileiros.
Podemos rebater cada argumento singelo apresentado por esse artigo desqualificado mas deixaremos por conta de cada leitor. Nos reportaremos somente a um: O colunista tendencioso citou Paraiba ao falar de disparate salarial, mas se esqueceu de Sergipe que é 21° em PIB e remunera R$ 3.200 ao soldado daquela federação. É uma questão de justiça.
Perderam uma grande oportunidade ao não quererem exaurir verdadeiramente o tema e, pasmem, usando o famoso "CONTROL C" "CONTROL V" dos pronunciamentos e falas sem critério do governo.
Faça a sua análise:
TEMA EM DISCUSSÃO: A EQUIPARAÇÃO DOS VENCIMENTOS DAS PMS E DO CORPO DE BOMBEIROS
NOSSA OPINIÃO: Realidades distintas
Publicada em 17/01/2011 às 16h05m
O Brasil é uma federação formada por desigualdades sociais e econômicas. Alguns desníveis são crônicos e implicam soluções estruturais. Outros, resultado de fenômenos sazonais, pontuais, podem ser enfrentados com programas específicos. E outros mais são aparentemente incontornáveis a curto e médio prazos, em razão da extensão territorial do país e da inescapável heterogeneidade dos indicadores fiscais e de renda das regiões. Esta é uma realidade que não pode ser ignorada quando se discutem temas como a adoção de políticas que visem a unificar nacionalmente demandas corporativas, como se as condições em que opera uma determinada classe de profissionais fossem as mesmas em todo o território.
É por este ângulo que se deve discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso com o propósito de equiparar os vencimentos das Polícias Militares e do Corpo de Bombeiros de todos os estados aos soldos da PM do Distrito Federal. A consequência mais palpável da aprovação da chamada PEC 300 leva ao convite a uma séria reflexão: se prevalecer a nova versão que se pretende dar ao artigo 144 da Carta, a adoção desse piso salarial único terá um impacto de R$ 40 bilhões nas contas dos estados e da União. São três Bolsas Família anuais. É como tentar debelar com gasolina a fogueira dos gastos públicos, cuja contenção tem sido objeto de reiterado, e correto, compromisso do governo da presidente Dilma Rousseff. Por óbvio, não há como a Federação suportar mais esta conta.
A PEC 300 é equivocada porque pretende, unicamente pelo viés salarial, equiparar realidades profissionais distintas, ignorando particularidades econômicas regionais. Não se pode achar que um estado como a Paraíba tenha condições de pagar a seus policiais o mesmo que, por exemplo, o de São Paulo.
Há ainda outro fator a ser levado em consideração, como pano de fundo de uma discussão que parece deslocada de sua órbita: ao consagrar um dispositivo que trata no atacado temas que deveriam ser analisados no âmbito particular das distintas regiões do país, à luz de singularidades sociais, econômicas e financeiras, a Constituição engessa o administrador público. O caminho deveria ser o inverso: deixar-se tais regras fora da Carta, para permitir que cada estado administre a sua força pública de acordo com suas especificidades. É fato que esta é uma questão a ser tratada no âmbito estadual.
Por outro lado, não se deve negar que os policiais precisam ser bem pagos. Além de lhes garantir o provento da família, bons salários são uma eficiente maneira de os manter afastados do perigoso canto da corrupção. Mas vencimentos compatíveis com uma atividade de risco são apenas um dos benefícios que dignificam a profissão. O poder público também tem o dever de lhes dar condições de trabalho apropriadas, bem como meios de preservar a própria segurança e de crescer na carreira, entre outros.
São benefícios que se completam, mas que devem obediência à realidade fiscal de cada ente da Federação. Mirar apenas na questão salarial não ataca os problemas de fundo das Polícias Militares. E, no caso específico da PEC 300, a adoção de um piso único no país terá apenas o dom de sobrecarregar financeiramente os contribuintes, sem garantir a prestação de um serviço de melhor qualidade.
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