segunda-feira, 20 de maio de 2013

Forças policiais do Estado fazem reuniões para debater promessas do governo


Insatisfações com o governo se repetem nas polícias Civil e Militar
As entidades representativas de servidores que atuam na segurança pública, tanto de policiais militares quanto civis têm uma semana de mobilizações, através de assembleias gerais, com objetivo de debater os reajustes nas remunerações, além de outras gratificações prometidas pelo governo do Estado. 
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Nesta terça-feira (21), os policiais civis se reúnem em assembleia geral unificada. Participam da assembleia o Sindicato dos Investigadores de Polícia Civil (Sinpol); Associação dos Peritos Papiloscópicos (Appes); Associação dos Fotógrafos Criminais (AFC); Associação dos Auxiliares de Perícia Médica (AAPML); Associação dos Agentes de Polícia (Agenpol); e Associação dos Policiais Civis do Estado (APCES); todos na base do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol). 

Na assembleia, os policiais vão discutir a negociação unificada com os policiais militares e o governo, através de um documento construído pelas entidades; a paridade e a integralidade da aposentadoria dos policiais civis; o aumento linear dos servidores públicos; e a unificação dos agentes, investigadores e fotógrafos. 

Já na quarta-feira (22), os policiais militares representados pela Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado (ACS/PMBM/ES) se reúnem em assembleia geral no Teatro Universitário da Ufes. Na pauta, o realinhamento salarial dos policiais militares do Estado. 

A corporação cobra do governo o cumprimento da promessa feita e até o momento não cumprida, o que tem gerado prejuízos e insatisfações da categoria. 

Em discurso na Tribuna Popular da Assembleia Legislativa, em abril deste ano, o presidente da entidade, cabo Flávio Gava, declarou que os policiais militares têm as cargas horárias ampliadas, que o comando aperta a demanda de trabalho, porque não há policiais. 

Ele lembrou que em 2012 foi realizada uma assembleia geral da PM, no mês de fevereiro, em que o então comandante geral, Ronalt Willian – que deixou o posto na última semana – se comprometeu a formular a portaria reajustando a carga horária dos policiais, mas depois de um ano da promessa nada havia sido feito. Gava ressaltou, ainda que a escala dos PMs é competência exclusiva do Comandante Geral. 

Delegados

Os delegados de Polícia Civil têm outro pleito, que não contempla reajuste salarial. Nesta segunda-feira (20) a categoria realizou a paralisação semanal prometida, cobrando o reconhecimento da carreira jurídica para o cargo. 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado (Sindelpo), Rodolfo Laterza a adesão à paralisação desta segunda foi em massa. Os delegados ficaram concentrados na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória.  Laterza acrescentou que a adesão foi grande dentre os delegados das Delegacias Especializadas e do interior do Estado. 

Todos os estados da região Sudeste já reconheceram a carreira jurídica de delegado. Para que seja reconhecida no Estado, basta que o governo envie a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Assembleia Legislativa e faça articulação política para o reconhecimento. 

A categoria alega que  o reconhecimento da carreira jurídica vai trazer mais segurança às investigações, além de outras prerrogativas para a categoria, sem que haja reajuste na remuneração, portanto, sem prejuízo orçamentário ou financeiro para o Estado. Fonte: Século Diário (Livia Francez)

sábado, 18 de maio de 2013

Caso Araceli: Os culpados


Dante Brito Michelini,Dante Barros Michelini e Paulo Helal
Esta foto é de 1977.logo depois o processo foi cancelado.E em 1991 eles foram absolvidos.Os três demonstram preocupação.Dante de Brito com os braços cruzados para forçar a energia nas mãos,para diminuir o nervoso,ainda com o cigarro.Paulo Constantenn Helal também com as mãos fechadas transmitindo insegurança ,nervoso e medo.(O mais experiente é Dante de Barros Michelini.Claro pela sua idade e vivencia né.A lógica é essa.)Estavam depondo na delegacia e ainda fumam!!!Lembrando que uma ordem de Dante de Barros Michelini,valia mais do que a do secretário da segurança !!E ainda vale!!!!!!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Royalties: a inconstitucionalidade nas mãos de Dilma

A constituição de 1988 é clara ao afirmar em seu artigo 20, incisos V e XI que os recursos minerais, inclusive os do subsolo e os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva são bens da União. Cabe ainda a União, legislar privativamente, sobre jazidas, minas, outros recursos minerais, conforme artigo 22, inciso XII da Carta Magna.


Ainda a constituição diz em seu § 1 º do artigo 20 que é assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como aos órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.

Desde 1995, a exploração de petróleo deixou de ser competência absoluta da União, momento em que a mesma assumiu o compromisso de regular e fiscalizar tais setores por meio de órgãos reguladores, com o fito de proporcionar uma redução da ação estatal em tal setor.
A partir daí, a União reduziu sua participação na exploração de tais recursos, permitindo a possibilidade de empresas Estatais ou privadas executarem tais atividades. Criou a agência reguladora com a Lei 9.478/97, iniciando a partir deste momento a exploração do petróleo por tais empresas, mediante pagamento de royalties a União que, segundo o art. 2º, inciso XIII, do PLC nº 7/2010, são uma “compensação financeira devida aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como aos órgãos da administração direta da União, em função da produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção, nos termos do § 1º do art. 20 da Constituição Federal.

Com a exploração do petróleo se difundindo a cada ano, os Estados costeiros às bacias onde há exploração de petróleo tiveram que, naturalmente, se adequarem a tal necessidade, seja na área educacional, de serviços, de infraestrutura e demais aspectos.

Ocorre que houve um aumento na produção desses recursos em razão da descoberta e da existência de recursos tecnológicos para a exploração na camada do pré sal.

A descoberta desses reservatórios significa, segundo o próprio Governo Federal, uma mudança do patamar das reservas petrolíferas do Brasil. Se em cem anos o Brasil descobriu o equivalente a 14 (quatorze) bilhões de barris de reservas, só nas bacias do pré sal de Santos e do Espírito Santo calcula-se que há de 8 (oito) a 12 (doze) bilhões de barris. Além disso, a taxa de sucesso nesses poços, até o momento, considerando-se os poços já perfurados pela Petrobrás, varia de 87% (oitenta e sete) a 100% (cem por cento).

Desse modo, a exploração do petróleo na camada do pré-sal representa uma significativa redução do risco exploratório em um momento em que o preço internacional do petróleo está relativamente alto, o que gera uma alta rentabilidade na exploração.

Com isso, os Estados em que não há confrontações com os poços de produção de petróleo, por meio de membros do legislativo, apresentaram projeto de lei visando uma nova distribuição dos royalties do petróleo de forma igualitária para todos os Estados e Membros da Federação com uma maior participação nos resultados, justificando uma redução dos riscos aos futuros concessionários exploradores dessa riqueza, bem como a ausência de danos ambientais aos Estados costeiros, tendo em vista que a exploração ocorre na ZEE (Zona Econômica Exclusiva), longe do efetivo território do Estado, impossibilitando o dano ambiental.

Tal projeto de lei foi aprovado por deliberação final do Congresso, porém o STF poderá ainda ser provocado.

Há quem diga que os Estados produtores, como o Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro declaram serem donos do petróleo extraído de suas latitudes litorâneas.

Tal fato, deveras é um absurdo, eis que em momento algum tais Estados mencionaram tal fato. As ZEEs (Zona Econômica Exclusiva) são de responsabilidade dos Estados Federativos, no caso o Brasil. Portanto o local da retirada/exploração do Petróleo pertence ao Brasil.

Os Estados citados não exercem jurisdição sobre território da União, porém as ocorrências em tais territórios, que são da União, geram conseqüência aos Estados costeiros onde ocorre a exploração do petróleo.

Os referidos Estados tiveram que, dentre outros aspectos, fazer uma análise dos impactos gerados pelas atividades de exploração e produção de petróleo e Gás, onde na elaboração de programas com o intuito de conter os impactos gerados, deve-se levar em consideração alguns aspectos como: o diagnóstico socioeconômico, a descrição das atividades, a previsão de impactos, a definição de medidas de controle e mitigadoras, assim como a elaboração de programas de monitoramento e planos de emergência para incidentes de poluição por óleo.

Importa ressaltar que, nos termos da Constituição Federal, ‘impacto ambiental’ não é qualquer alteração do meio ambiente, mas uma degradação significativa do ambiente. O esgotamento de um reservatório de petróleo e gás, dentro do contexto legal vigente, configura impacto ambiental negativo, permanente e Irreversível.

São exemplos de impactos ambientais: aumento da carga orgânica; aumento da temperatura da água superficial e subsuperficial; alteração na qualidade da água; possibilidade de contaminação da biota marinha por hidrocarbonetos; desenvolvimento de comunidades biológicas.

Os royalties estipulados no art. 20, §1º da Carta Magna destinam-se a promover a reparação dos danos advindos da exploração dos recursos minerais, ou seja, os royalties serão devidos em caso de impactos ambientais e riscos e ônus causados pela exploração do petróleo.

Claro e evidente, não sendo necessário ser um expertise no assunto, para saber que os Estados como Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro sofreram e sofrem impactos ambientais em virtude da exploração do Petróleo.

Por mais que o território pertença a União, um dano ambiental como exemplo alteração na qualidade da água, atingirá o Estado costeiro do local da Exploração.

Conforme o site portalmaritimo.com, a camada pré-sal na bacia do Espírito Santo está a uma distância de 39,95 milhas (74 km) do continente. Num caso, por exemplo, onde ocorra à alteração da qualidade da água, é difícil e fantasioso afirmar que tal fato não irá atingir o referido Estado, podendo, inclusive, provocar danos piores, como exemplo alteração dos seres, fato conhecido tecnicamente como “alteração da biota marinha”.

Importante ainda mencionar em primeiro momento que o pagamento de royalties aos Estados e Municípios produtores (nessa expressão já incluídos os confrontantes, como referido) não se dava por conta da propriedade do bem – que já era federal –, mas sim em razão dos ônus causados a alguns dos outros entes pela exploração do petróleo. Em segundo lugar, é interessante observar que a Lei nº 7.453/85 previa também – paralela e independentemente dos pagamentos devidos aos Estados e Municípios produtores – que 1% do valor dos produtos extraídos seria destinado a um “Fundo Especial a ser distribuído entre todos os Estados, Territórios e Municípios”. Os recursos recebidos por todos os entes federativos por conta desse fundo, em nada se relacionam seja com os valores a serem pagos aos Estados e Municípios produtores – as duas previsões coexistem simultaneamente –, seja com a circunstância de serem ou não afetados pela produção e exploração do petróleo.

Assim, mesmo sem sofrer qualquer tipo de dano e, somente visando o aumento do valor recebido como participação na extração do petróleo, os demais Estados, não confrontantes com os poços produtores de petróleo, visa criar um novo marco para recebimento de royalties.

Portanto, com base no art. 20, § 1º da Constituição Federal, a nova proposta de divisão dos royalties do petróleo é inconstitucional, tendo em vista a contrariedade do dispositivo citado.

Alicerçando o dito acima, o referido dispositivo foi regulamentado pelo art. 7º da Lei 7.990/89, que novamente explicitou o dever de se pagar uma compensação financeira aos Estados e Municípios em cujo território se fizesse a lavra, bem como àqueles confrontantes às áreas de produção marítima.

A interpretação adequada de tal dispositivo chancelada pelo STF, é no sentido de que a participação no resultado ou compensação financeira relacionadas à exploração do petróleo constituem receita originária e direito subjetivo constitucional dos Estados e Municípios que sofrem os impactos ambientais e socioeconômicos de tal atividade econômica.

A nova forma de distribuição dos royalties de petróleo fere o princípio da Isonomia, primeiro por tratar de maneira igualitária situações desiguais e, segundo, por romper o sistema de compensação entre os royalties e o ICMS adotado pelo constituinte.

Assim, lembra-se a fórmula básica do princípio, “os iguais deverão ser tratados igualmente e os desiguais, desigualmente, na medida da sua desigualdade”.

Percebe-se que um elemento permaneceu inalterado desde o início da produção de petróleo, qual seja, existência de uma retribuição a ser paga em favor dos Estados e Municípios produtores a fim de compensar os ônus e riscos decorrentes da atividade de exploração, seja em terra, seja na plataforma continental (tanto assim que a Lei nº 2.004/53 chegava a falar em indenização). Tal retribuição jamais foi confundida com o fundo que deverá ser distribuído para todos os Estados e Municípios indistintamente, sem qualquer vínculo com a produção de petróleo e impactos ambientas, sendo esta a verdadeira interpretação do art. 20, § 1º da Constituição.

Quando da estipulação do pagamento dos royalties do petróleo, foi criada uma regra especial, prevista no art. 155, § 2º, inciso X, aliena b, da Constituição, que previa o não recolhimento de ICMS gerado pela exploração do petróleo pelos Estados. Assim, caso a nova regra seja aprovada, os Estados além de perder parte dos royalties do petróleo, deixariam de recolher o ICMS.

Merece destaque que tal proposta de lei viola ainda, o princípio Federativo, que estabelece que os entes devam ter condutas coordenadas e não estranhas entre si. No caso em tela, ficariam configuradas condutas desleais da União, caracterizando violação a segurança jurídica e um conflito federativo.

Já foi demonstrado que os royalties são devidos para os Estados e Municípios como forma de compensação aos ônus e riscos associados à produção de petróleo no território dos mesmos ou no mar em que são confrontantes, bem como pela perda da arrecadação do ICMS, decorrente da regra do art. 155, § 2º, inciso X, aliena b, da Constituição.

Assim, suprimir essa compensação que sempre tiveram provocaria prejuízo aos Estados produtores, provocando discriminação no âmbito da Federação. Com tal ocorrência, a produção do petróleo em tais Estados se tornaria indesejável, eis que aumentaria os gastos com infraestrutura e serviços e sequer poderiam recolher o ICMS, que, diga-se de passagem, é o melhor imposto Estadual. Por outro lado comprometeria totalmente a autonomia financeira dos Estados, que conta com tais receitas para suprimir seus gastos.

Importante citar o exemplo do Rio de Janeiro que envolve exercício abusivo de poder por parte da União, já que parcela substantiva dos royalties é vinculada ao pagamento de dívida com o governo Federal, conforme ficou estipulado na Lei 9.496/97 que regulamenta o Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal dos Estados, onde houve um refinanciamento da dívida do Estado do Rio de Janeiro com a União, sendo que, em caso de inadimplemento, o Estado cederia a União recursos recebidos a títulos de impostos além de outras penalidades.

Em relação à mudança dos royalties nos contratos das áreas já licitadas, tal fato violará o princípio da segurança jurídica. Em relação às áreas do pré-sal e áreas ainda não licitadas, mantém-se o argumento de que o art. 20, § 1º da Constituição não permite, mediante interpretação correta já mencionada acima, bem como violação ao princípio da isonomia, também já falada anteriormente.

Em relação aos contratos já em andamento, é fora de questão, pelo princípio da segurança jurídica, que o novo marco de divisão dos royalties do petróleo, venha suprimir os direitos dos Estados produtores. Tal fato geraria perda da expectativa de uma receita que se tem há anos. Sua interrupção imediata traria conseqüências dramáticas, como exemplo o não cumprimento de compromissos já assumidos e de normas constitucionais orçamentárias, podendo ocorrer, inclusive, a insolvências dos referidos Estados, o que não se pode de maneira alguma, concordar.

Assim, conclui-se que a interpretação correta do art. 20, § 1º da carta magna é no sentido de que os royalties são devidos aos Estados produtores, tendo em vista que estes suportam os ônus e riscos da produção de petróleo em territórios costeiros ao seu.

O novo marco proposto para divisão dos royalties do petróleo é inconstitucional, ferindo o dispositivo supramencionado, bem como por violar os princípios da segurança jurídica, isonomia, federativo, sob pena do contrário, gerar conseqüências irreversíveis a tais Estados, como Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Agora, é aguardar o posicionamento da presidente Dilma quanto ao precioso “veto presidencial”. Hoje é o dia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Governo e policiais fecham acordo e a greve chega ao fim

Após seis horas de negociações a portas fechadas no Palácio da Abolição, no Meireles, policiais civis em greve e representantes do Governo, intermediados por membros de entidades como a Procuradoria Geral da Justiça, Defensoria Pública do Estado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), selaram um acordo que pôs fim a paralisação da categoria. A greve já durava nove dias, deixando praticamente todas as delegacias da Capital, zona metropolitana e do Interior completamente fechadas.

O acordo 'saiu' somente por volta das 21 horas, quando a presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpoci), Inês Romero, assinou um documento juntamente com o chefe do Gabinete do Governador, Ivo Gomes; secretários estaduais Francisco Bezerra (Segurança Pública), Mauro Filho (Fazenda) e Eduardo Diogo (Planejamento e Gestão).

Também chancelaram o documento o procurador geral de Justiça, Ricardo Machado; a defensora pública geral, Andréia Coelho, o presidente da OAB-CE, Valdetário Monteiro ; o representante jurídico do Sinpoci, Leandro Vasques; e o presidente da Confederação Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Gandra.

Conforme ficou estabelecido no documento, os principais pontos da pauta de reivindicações da categoria foram atendidos pelo Governo, entre eles, anistia para toda a categoria (evitando a abertura de sindicâncias para apurar as manifestações da classe, desde julho de 2011), pagamento dos salários que haviam sido cortados de 199 grevistas; alteração nos critérios de promoções para os policiais que não têm graduação superior; e pagamento de horas-extras.

Salários

Na parte dos salários, o Governo estabeleceu novos pisos para a categoria, assim distribuídos: inspetores e escrivães de primeira classe (R$ 2.640,00), segunda classe (R$ 2.904,00), terceira classe (R$ 3.194,40) e classe Especial (R$ 3.513,84), operadores de telecomunicações (R$ 2.751,72) e técnico de telecomunicações (R$ 3.076,08).

Por volta das 22h30, os policiais fizeram uma assembleia-geral e decidiram aceitar o acordo, encerrando a greve.

Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Motoristas podem alterar endereço e atualizar CNH pela internet

Recursos de multas aplicadas e resultados das provas teóricas e práticas também podem ser acompanhados pelo portal do Detran SP

Com novos serviços eletrônicos do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran SP), sempre que houver mudança de endereço dos motoristas dentro do mesmo município é possível realizar a atualização nos registros da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do veículo pela internet. Essas são duas das quatro novas ferramentas, disponíveis desde o último dia 2 no site do órgão, que podem modernizar e desburocratizar o atendimento ao cidadão.

Para utilizar o serviço, o interessado deve fazer seu cadastro no portal do Detran (www.detran.sp.gov.br) e acessar a área “Alteração de Endereço de Condutor” ou “Alteração de Endereço de Veículo” no menu localizado ao lado direito da tela. Outra novidade é o "Acompanhamento de Serviços de CRLV", o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos, que dá acesso ao status de diferentes solicitações, como a comunicação de venda, o licenciamento e a própria atualização de endereço do veículo.

Multas e 2ª via

Os condutores e donos de veículos podem agora conferir online os resultados de recursos de multas aplicadas pelo Detran (por meio das autuações realizadas pela Polícia Militar) e suspensão de CNH, com processos protocolados na Junta Administrativa de Recurso de Infração (JARI).

Pelo portal é possível solicitar a emissão, por exemplo, da segunda via da CNH, da CNH Definitiva, da Permissão Internacional para Dirigir (PID), ou ainda acompanhar o processo da primeira CNH (Permissão para Dirigir) e o resultado das provas teóricas e práticas. Fonte: IG

sábado, 26 de novembro de 2011

Policiais se reúnem com governadora para decidir greve no Maranhão

Agentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros se reúnem neste sábado (26), com a governadora Roseana Sarney, para decidir sobre a greve da categoria, que começou na quinta-feira (24).

Na sexta-feira (25), eles se reuniram com uma comissão de deputados mas nada ficou decidido. eles continuam acampados dentro da Assembleia Legislativa, mesmo com o fato de o Tribunal de Justiça ter considerado a paralisação ilegal. O órgão informou que os sindicatos das categorias serão multados em R$ 200 por cada policial que aderir à greve.

Se a greve não for encerrada neste sábado, a Polícia Civil também poderá aderir ao movimento. Uma assembleia foi agendada pelos representantes grevistas para a próxima segunda-feira (28).

Os PMs querem aumento salarial de 30%, que é referente às perdas dos últimos três anos, segundo eles. Entre outros itens na lista de reivindicações estão: modificações de critérios de promoção e reorganização do quadro de oficiais, implementação de jornada de trabalho de 44 horas semanais e eleição do Comandante Geral da Polícia Militar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Congresso discute PEC que reduz tempo dos processos

Tramita no Congresso um projeto que pode reduzir em dois terços o tempo de duração dos processos judiciais. Trata-se da emenda constitucional do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) que tem por objetivo diminuir o número de recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para dar mais agilidade às decisões judiciais de segunda instância.

A reforma do Poder Judiciário de 2004, quando foram instituídos a súmula vinculante e o instituto da repercussão geral, permitiu uma redução de 38% no número de recursos extraordinários e agravos de instrumento que entupiam os escaninhos da Corte Suprema.

Ajudou, mas não foi suficiente para resolver o problema da lentidão da Justiça brasileira, de graves repercussões para a sociedade, que reclama por uma Justiça mais ágil, e para um momento especial de ritmo mais lento do crescimento econômico brasileiro - a lerdeza contribui decisivamente para o aumento do chamado "custo Brasil", o que inibe o investimento.

O Judiciário está sobrecarregado. Segundo o ministro Cezar Peluso, autor da ideia por trás da PEC dos recursos, como é chamada a emenda do senador Ferraço, pelo menos 51 mil recursos foram rejeitados pelo STF entre 2010 e 2011. Entre 2008 e 2011 a Corte Suprema já proferiu 302 mil decisões.

Apenas em 2010, segundo números apresentados por Peluso em uma palestra no Instituto Fernando Henrique Cardoso, aproximadamente 228 mil recursos deram entrada no STJ. Grande parte dessas ações poderia ter sido resolvida de vez na primeira instância, não fossem os instrumentos protelatórios em profusão permitidos pela legislação processual brasileira.

São números que assombram. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) analisou 1.222.102 processos do STF no período de 1988 até 2009. "Como esses processos chegaram ao Supremo?", questionam os autores do trabalho, os professores Joaquim Falcão, Pablo de Camargo Cerdeira e Diego Werneck Arguelhes. Eles mesmos respondem: "O Supremo ofereceu às partes, nesses últimos 21 anos, 52 classes processuais diferentes, isto é, 52 portas de entrada".

Ou seja, são 52 tipos de processos distintos que foram utilizados em menor ou maior grau. Algumas dessas portas precisam ser fechadas em nome da presteza judicial. Como se diz nos tribunais, uma justiça tardia não é justiça. "Das grandes cortes judiciais do mundo ocidental", concluem os autores, "o Supremo é provavelmente a que oferece a maior multiplicidade de acesso".

Esse é o contexto em que se situa a PEC do senador Ferraço: o país dispõe hoje de uma base quase inesgotável de recursos que em geral são utilizados para fins meramente protelatórios. A proposta em tramitação no Senado estabelece a imediata execução das decisões judiciais, logo após o pronunciamento dos tribunais de segunda instância.

Na prática, trata-se da transformação dos atuais recursos especial e extraordinário em ações recisórias como forma de evitar a remessa dos autos ao STJ ou STF "como mero expediente de dilação processual", como diz o senador Ricardo Ferraço.

O projeto enfrenta a oposição dos advogados, sob a alegação de que reduz direitos e garantias fundamentais do cidadão, além de ofender o princípio da presunção de inocência. Para o presidente do Supremo, trata-se de um falso argumento - o sistema atual é que é perverso, mutila a segurança jurídica e estimula a atividade de ilícito.

Na justificativa de sua proposta, o senador Ferraço cita o exemplo da Lei da Ficha Limpa, cuja constitucionalidade, nas eleições passadas, foi contestada com base no princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença condenatória.

Com a extinção dos recursos especial e extraordinário e a criação das ações recisórias em seu lugar, o problema estaria resolvido, uma vez que o trânsito em julgado dos processos, neste e em outros, já ocorreria nas instâncias inferiores.

A PEC dos Recursos é uma boa ideia, num momento em que o Congresso se queixa de apenas referendar as iniciativas de ordem legislativa do Executivo. O Legislativo é o palco certo para a mediação das divergências apresentadas pelos advogados. Merece a atenção também do Executivo, mais preocupado atualmente com seus interesses imediatos, como a prorrogação da DRU. Fonte: Valor Econômico - 07/11/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Porque o SUS perde com os subsídios na saúde

Autor(es): Alexandre Marinho e Carlos Octávio Ocké-Reis
Valor Econômico - 28/10/2011


O Sistema Único de Saúde (SUS) é um modelo público universal, mas o perfil do nosso gasto público em saúde é parecido com o dos Estados Unidos, que é baseado em seguros de saúde privados. Por isso, o gasto público brasileiro em saúde é, em termos percentuais, menor do que o canadense e o australiano, que se destacam pela intervenção ativa do Estado.

No Brasil, considerando o baixo nível do gasto público, não surpreende que a despesa com planos de saúde tenha sido tão elevada - 23,7%) do total. Em particular, chama a atenção a proporção do desembolso das famílias com serviços médicos e medicamentos (29,2%), que ficou acima do caso americano em 2008, que foi de 12,1%

Estamos falando de sistemas diferentes, porém uma coisa parece comum a todos eles: a presença de subsídios - incentivos governamentais - que acabam patrocinando a rentabilidade do mercado de serviços de saúde e acabam socializando os custos da reprodução e manutenção da força de trabalho com os empregadores.

Em 2010 os planos faturaram R$ 72,7 bi mas não financiaram mais do que 5% das TRS e 5% dos transplantes

Então, considerando o gasto significativo das famílias mencionadas acima, duas opções, não exclusivas, estão colocadas para o governo federal: ou melhoramos a regulação dos preços de planos, medicamentos e serviços médicos para aumentar o bem-estar da população, ou melhoramos a qualidade dos gastos destinados ao mix público e privado para tornar o sistema de saúde mais eficiente (melhor alocação) e equitativo (melhor distribuição).

E para melhorarmos essa qualidade devemos perguntar se os incentivos governamentais favorecem o subfinanciamento do SUS e a privatização do sistema, incentivando as famílias a comprar planos de saúde. Resumindo, os subsídios voltados para promover o consumo prejudicam o setor público?

1- os prestadores de serviços médico-hospitalares são estimulados a trabalhar para o sistema privado, que é mais lucrativo, reduzindo a disponibilidade da oferta de serviços públicos;

2- apenas cerca de 30% dos servidores de nível superior trabalham em horário integral. Isso reduz o comprometimento com o SUS e dificulta o planejamento dos serviços de saúde;

3 - os prestadores médico-hospitalares não são incentivados a reduzir as longas filas de espera nos serviços públicos, dado seu interesse, consciente ou não, em aumentar a demanda por serviços privados;

4 - os subsídios para o setor privado acabam aumentando, de uma maneira descontrolada, a procura global por serviços de saúde, duplicando muitas vezes a oferta de serviços;

5 - os doentes idosos e crônicos são, na prática, expulsos do mercado, quando mais precisam, devido aos preços elevados dos prêmios dos planos de saúde, e têm de ser atendidos pelo setor público;

6 - os subsídios acabam determinando que os agentes privados - e não o governo - definam o montante total do gasto público em saúde;

7 - os receptores dos subsídios estão nos estratos superiores de renda, o que piora a regressividade tributária e o quadro de desiguladade em saúde no país.

A renúncia de arrecadação fiscal alcançou R$ 12,5 bilhões em 2006, magnitude equivalente a 30,6% do gasto público federal. Esse montante é superior aos R$ 7 bilhões, valor da estimativa de perda caso a regulamentação da Emenda Constitucional 29 fixe o gasto dos Estados com saúde com a exclusão do Fundeb.

A eliminação progressiva, ou o estabelecimento de um limite dos subsídios, parece uma alternativa crível para incremementar o financiamento do SUS. Vejamos o exemplo dos pacientes com insuficiência renal crônica (IRC).

Existem duas terapias mais ou menos substitutas para IRC: a terapia renal substitutiva (TRS) e os transplantes de rim.

As TRS custaram ao SUS, no ano de 2010, R$ 1,6 bilhão. A hemodiálise é a TRS mais frequente e cobre 70 mil brasileiros. Assim, a TRS possui o maior orçamento dentre os procedimentos ambulatoriais de média e alta complexidade, crescendo sua quantidade ao longo dos anos. Porém, apenas 10,3% dos 18.780 equipamentos de hemodiálise pertencem ao Estado Brasileiro, cabendo ao setor privado, contratado pelo SUS, 83,3% desses equipamentos. Consequentemente, o SUS paga 95% do custo total.

As TRS podem, em grande medida, ser substituídas por transplantes de rim, que oferecem melhor qualidade de vida para os transplantados e melhor custo-efetividade para a sociedade. Por lei, os ditos planos de saúde novos não podem excluir os transplantes de rim dos procedimentos oferecidos nos planos com internação hospitalar, mas, no ano de 2010, o SUS financiou, sem ressarcimento, 95% do custo total dos transplantes de rim (R$ 90 milhões) e dos transplantes de órgãos sólidos (R$ 1 bilhão).

A rigor, as institutições privadas lucrativas contratadas pelo SUS não têm interesse em colocar seus pacientes nas listas de transplantes, apesar do tempo excessivo em diálise comprometer a saúde dos pacientes e o resultado dos transplantes. Pior: ano passado, os planos de saúde - favorecidos pela renúncia de arrecadação fiscal - tiveram um faturamento de R$ 72,7 bilhões e venderam planos para 25% da população brasileira, mas não financiaram mais do que 5% das TRS e 5% dos transplantes. Somados, TRS e transplantes de órgãos custam mais de R$ 2,6 bilhões ao SUS, anualmente.

Nesse quadro, a despeito dos recordes históricos de crescimento da demanda por planos de saúde, não vislumbramos a contrapartida de compartilhamento de custos do segmento privado subsidiado e financiado pelo SUS.

Alexandre Marinho é pesquisador do Ipea e professor da UERJ.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ainda falta muito no saneamento básico

O Atlas do Saneamento, recentemente divulgado pelo IBGE, trouxe um quadro ainda desanimador. Entre os serviços básicos, os índices relativos ao fornecimento de água para consumo humano, coleta e tratamento de esgotos, drenagem ficam muito aquém daqueles já atingidos em energia elétrica e telecomunicações, por exemplo. 

Os números se referem a 2008, mas dão uma ideia do desafio que se tem pela frente: 90% dos municípios brasileiros declaravam não possuir meios de conter as águas das chuvas; 23% deles precisavam conviver com racionamento em períodos de estiagem; e 44,8% não coletavam esgotos. 

Já o Instituto Trata Brasil, avaliando dados de 2009 referentes às 81 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes, concluiu que 66 atendiam 80% ou mais dos seus habitantes (sendo que apenas vinte declararam chegar a 100% da população) com fornecimento de água, e 15 ficavam abaixo desse patamar. 

No caso da coleta de esgotos, o índice médio foi de 57% da população, sendo que 38 das 81 cidades declararam chegar a 80% (é o caso do Rio de Janeiro, com 93%). Em apenas três (Belo Horizonte, Montes Claros e Porto Alegre) atribuiu-se 100% de coleta. 

Quanto ao tratamento de esgotos, o índice médio foi de 39% do volume coletado, um avanço lento em comparação a 2003 (7,8 pontos percentuais). Embora nacionalmente os índices avancem devagar, em alguns locais houve melhorias recentes consideráveis. Alguns municípios da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, apareciam com índice zero de coleta e tratamento de esgotos na pesquisa de 2009. 

Porém, esta semana, a Cedae finalmente conseguiu inaugurar redes coletoras e a estação de tratamento de Sarapuí (construída há doze anos, e que estava inoperante). A estação se encontra apta agora a tratar, tanto de forma primária, com retirada de resíduos sólidos, como secundária (eliminando 98% da carga poluente), 1.000 litros de esgoto por segundo. Esta capacidade será ampliada gradualmente para 1.500 litros por segundo. 

A estação de Sarapuí contribui para que 6 mil litros de esgoto sejam tratados por segundo. Há poucos anos, menos de um terço desses esgotos era tratado, e o restante, despejado in natura na Baía de Guanabara. A meta estadual é atingir 14 mil litros de esgotos por segundo até 2015, na região. Com enorme atraso, o programa de despoluição da Baía de Guanabara fará sentido, e o Estado do Rio poderá se aproximar da meta estabelecida em seu pacto pelo saneamento (80% de esgotos tratados até 2020, em comparação aos 76% hoje coletados). 

Esses avanços locais são observados em mais regiões do país. Santos ocupou o primeiro lugar no ranking do saneamento estabelecido pelo Instituto Trata Brasil, com os dados de 2009. Niterói, que tem esses serviços sob responsabilidade de uma companhia privada, é a cidade fluminense de grande porte mais bem colocada no ranking (nono lugar), o que deve ser motivo de reflexão. Porto Alegre, com o saneamento sob administração municipal, tratava 39% dos esgotos em 2008 e espera chegar a 87% antes da Copa do Mundo. fonte: O Globo - 27/10/2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Hacker invade blog do Palácio do Planalto

Invasor reproduziu foto da Marcha Contra a Corrupção e, em frase, pediu a aplicação do Ficha Limpa e voto aberto no Congresso; página foi normalizada por volta das 9h

Acima da foto, na qual manifestantes aparecem em Brasília realizando um ato contra a corrupção (vassouras simbolizando uma faxina no país), aparece a seguinte frase: "POLITICO DEVE SER ÍNTEGRO, INCORRUPTÍVEL ! FICHA LIMPA JÁ! VOTO ABERTO NO CONGRESSO". Esse ato em Brasília foi um dos vários ocorridos nessa quarta-feira, 12, em algumas capitais, após os internautas agendarem o protesto via redes sociais.

Nas mensagens postadas pelo invasor, aparecem trechos de músicas de Raul Seixas. O hacker também faz um apelo e diz: "Brasileiros, acredite em vocês, Salvem o BRASIL !"

De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, a página do blog foi normalizada às 8h57 e a equipe técnica do Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) ainda investiga de onde partiu o ataque. A assessoria de imprensa da empresa informou que a base de dados do blog não foi danificada.

Histórico. Em junho, sites oficiais foram alvos de ataques virtuais em série. Ações, reivindicadas por grupos de internautas, deixaram foram do ar páginas oficiais da Presidência da República, Receita Federal, Portal Brasil, Petrobras e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

sábado, 8 de outubro de 2011

Médicos pedem fim de exame de sangue para câncer de próstata

Um dos métodos mais usados para a detecção do câncer de próstata, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), não deve mais ser usado em homens saudáveis.

A recomendação é do US Preventive Services Task Force, grupo cientistas e pesquisadores influentes ligado ao governo americano, e foi baseada em cinco testes clínicos bem controlados.

"O teste não consegue mostrar a diferença entre tumores que irão ou não afetar um homem durante sua vida. Nós precisamos encontrar um que o faça", disse Virginia Moyer, da Baylor College e líder do grupo.

O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida pela próstata e é um indicativo de câncer. O método, porém, é criticado por dar falsos-positivos.

Uma dosagem alta de PSA, no entanto, também pode ser sinal de uma infecção ou crescimento benigno exagerado da próstata.

Com a sua popularização, as consequências devastadoras das biópsias e dos tratamentos que geralmente lhe são subsequentes começaram a aparecer.

De 1986 a 2005, 1 milhão de homens foram tratados com cirurgia, radioterapia (ou ambos), o que não aconteceria sem o PSA.

Entre eles, dizem os pesquisadores, pelo menos 5.000 morreram logo após a cirurgia e entre 10 mil e 70 mil outros sofreram complicações sérias.

Pelo menos a metade apresentou frequentemente sangue no sêmen, além de muitos terem incontinência urinária ou impotência.

"Nós estamos desapontados. A questão é que esse melhor teste que nós temos, e a resposta não pode ser simplesmente 'não faça o exame'", diz Thomas Kirk, líder do Us Too, um dos maiores grupos de apoio à doença.

Para os pesquisadores, não saber o que está acontecendo na próstata pode ser o melhor caminho.

Estudos em autópsias indicaram que um terço dos homens entre 40 e 60 anos têm a doença. Uma proporção que sobe para três quartos na faixa acima de 85.

A recomendação é válida apenas para homens saudáveis e sem sintomas. Os pesquisadores se pronunciaram se o teste é apropriado para homens que têm sintomas suspeitos da doença ou que já foram tratados contra ela. Allison Stokke Fonte: Correio do Estado

Fatos e mitos sobre o mau hálito

O mau hálito vem do estômago? Mascar chiclete melhora? Se eu escovar os dentes passa?

O mau hálito, ou halitose, normalmente é motivo de gozação. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, ele pode sinalizar doenças importantes. E, pior, a maioria dos portadores de halitose não percebe o problema. “O nariz acostuma-se com o odor e deixa de percebê-lo. Por isso não adianta improvisar nenhum tipo de teste em si mesmo”, diz Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). A entidade criou até um serviço que avisa, por email ou carta, quem possivelmente está com o problema, o SOS Mau Hálito. Basta uma pessoa próxima entrar no site e fazer o pedido. Há cinco anos no ar, o serviço recebe cerca de 130 pedidos por mês de pessoas com vergonha de mandar o recado pessoalmente. “O mau hálito ainda provoca muito constrangimento social. Até mesmo quem tem intimidade com o paciente, como namorada, cônjuge, irmãos e filhos, muitas vezes evita falar abertamente sobre o assunto”, afirma Celi Vieira, cirurgiã-dentista.

A maioria das pessoas acha que o mau hálito tem origem no estômago, mas apenas 1% dos casos é ligado a ele. “Apesar de ser atribuída a vários fatores – desde estresse até doenças do aparelho digestivo –, cerca de 90% dos casos de halitose têm origem na boca”, diz a dentista. Os outros 10% podem estar ligados a distúrbios digestivos, metabólicos, hormonais, hepáticos, renais e nas vias aéreas superiores, além da falta de vitaminas. A origem também pode ser uma doença que gere compostos leves facilmente eliminados pela expiração (como insuficiência renal), alterações sistêmicas que promovam desvios no padrão salivar (como a Síndrome de Sjogreen), ou medicações que diminuem a quantidade de saliva, o que pode aumentar a concentração de substâncias à base de enxofre na boca. E infelizmente a higiene bucal não impede o mau hálito nesses casos. O dentista especializado em halitose é a pessoa mais indicada para prescrever o tratamento quando a origem está na cavidade bucal. Mas outro profissional de saúde pode ser mais apropriado para tratar as outras causas.

De acordo com uma pesquisa feita pela ABHA, cerca de 30% da população brasileira têm halitose crônica ou ocasional – próximo de 60 milhões de pessoas. “Nem sempre quando uma pessoa acha que está com mau hálito ela realmente está sofrendo de halitose”, afirma Celi. Essa condição pode ser passageira, como ficar muito tempo sem comer ou beber água, ou ter comido alimentos que acentuam o hálito ruim, como alho, cebola, pimenta ou peixe cru. Quando passageiro, o problema acaba com a higienização oral. O portador de halitose já se acostumou ao odor e precisará que alguém que o cerca o conte. “Daí a importância da sinceridade dos mais próximos para corrigir o problema”, diz Celi. Segundo ela, minimizar a queixa de uma pessoa que sente o próprio hálito alterado só piora. “Mesmo que só ela sinta, isso já é o suficiente para afetar sua qualidade de vida. Geralmente, essas pessoas sofrem muito mais do que o portador de halitose real”, afirma. Abaixo, como evitar a halitose.

Como evitar o problema

• Além de escovar os dentes depois das refeições, use fio dental para remover o alimento que possa ter ficado entre os dentes. Isso evita a proliferação das bactérias.
• Higienize a língua. Quando a crosta esbranquiçada que reveste a parte superior da língua (saburra) for espessa, use um limpador apropriado. Quando for fina ou invisível, limpe delicadamente com uma gaze.
•Balas e chicletes não mascaram o mau hálito. Os produtos que contêm açúcar podem acabar estimulando a produção do ácido produzido pelas bactérias– o que causa mau hálito e cáries.
• Beba muita água e evite bebidas alcoólicas e com cafeína, como café, chá preto, chá verde e mate. Álcool e cafeína, quando consumidos em grande quantidade, têm a propriedade de deixar a boca seca, criando um ambiente favorável às bactérias causadoras de cáries e mau hálito.
• Evite comer doces entre as refeições e, principalmente antes de dormir, já que a quantidade de saliva diminui durante o sono, contribuindo para piorar o hálito.
• Alimentos à base de derivados de leite, carne vermelha e de peixe favorecem a alteração do odor bucal. Eles devem ser comidos com moderação. Por outro lado, inclua mais frutas e vegetais crus à sua alimentação – como cenoura, pepino e erva-doce.
• Procure um dentista a cada seis meses para fazer a limpeza dos dentes e identificar cáries, infecções e outros problemas que podem contribuir para a halitose. Fonte: Época (Laura Lopes)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ele sabe mais do que você pensa

Facebook sabe o que você faz na rede mesmo após o logout. É possível pedir dados recolhidos sobre você e bloquear a espionagem

Nada fica para trás. Os relatórios têm centenas de páginas com informações. Os PDFs mostram todo o histórico de notificações, amigos desfeitos e acessos à rede
Que o Facebook é fofoqueiro todo mundo sabe. Basta passar um tempo na rede social para perceber que todos sabem o que todo mundo faz – e essa é, afinal, um dos motivos da graça de estar ali. Ao entrar no Facebook, as pessoas sabem que estão deixando a sua privacidade de lado – o problema é que isso pode estar indo muito além do esperado. Você realmente sabe o que o Facebook sabe sobre você?

Um hacker australiano chamado Nik Cubrilovic descobriu que o Facebook rastreia usuários mesmo após o logout. Um dos segredos do sucesso da rede social é sua ligação com outros sites. Desde que os botões Curtir e Compartilhar foram espalhados pela web e outros sites começaram a conectar-se à rede social pelo Facebook Connect, a web aos poucos foi sendo levada para dentro da rede social. Você curte uma notícia, aquilo vai para o seu perfil, e todos ficam sabendo daquela sua interação.

Essa ligação fez o Facebook se espalhar pela internet, e vice-versa. E, para os usuários, é interessante saber qual dos seus amigos curtiu determinada notícia. Só que apenas uma pequena parcela dos usuários sabem que, por causa dessa ligação, o Facebook tem acesso a todos os seus passos online: o navegador envia constantemente informações dos usuários para o Facebook através de cookies, arquivos que armazenam dados de navegação que permitem a ligação com outros sites. Isso já acontece quando o usuário está logado na rede e, agora, descobriram que o Facebook também pode seguir sua navegação mesmo após o logout.

Segundo Cubrilovic, o Facebook não apagava os cookies de rastreamento após a saída do usuário da rede. Ao se deslogar da rede, os cookies continuam mandando requisições aos servidores do Facebook.

“Mesmo se você se deslogar, o Facebook continua sabendo e pode rastrear todas as páginas que você visita”, escreveu Cubrilovic em seu blog. “O Facebook está apenas alterando o estado dos cookies, em vez de removê-los quando o usuário se desloga. Se eu visitar qualquer página com o botão de curtir ou qualquer outro widget, a informação, como o ID da minha conta, continua sendo enviado para o Facebook.”

O Facebook consegue saber todos os usuários que se logaram em determinada máquina ou browser. “O Facebook argumenta que os cookies que eles preservam poderiam impedir que spammers e usuários menores de idade criem contas. Porém, os usuários maliciosos poderiam facilmente limpar seus cookies, enquanto o Facebook expõe o resto de seus usuários ao rastreamento indesejado”, diz Brian Kennish, o desenvolvedor responsável pela extensão Facebook Disconnect, que promete eliminar os rastros de navegação da rede de Mark Zuckerberg.

Um funcionário do Facebook respondeu a Cubrilovic, por meio dos comentários do blog, dizendo que a rede “não tinha interesse em monitorar as pessoas”. A resposta oficial chegou dias depois: o Facebook diz usar cookies para plugins sociais para personalizar conteúdo ou para segurança. E o rastreamento indevido após o logout foi causado por uma falha em três cookies, que foi resolvida.

“O argumento é fraco”, diz Brian Kennish, que além do Facebook Disconnect criou um série de plugins para bloquear o rastreamento. “Estudos mostram que, quando as pessoas entendem exatamente o rastreamento online, a maioria (cerca de 80%) não quer ser rastreada. Eu acho que as pessoas estão aos poucos pedindo mais controle de seus dados”, diz Kennish.

Para ele, a recomendação para proteger-se é que o usuário compartilhe apenas os dados que deseja que sejam públicos, e use ferramentas que ajudam a preservar sua privacidade – como as inventadas por ele. “O Facebook Disconnect previne que os plugins sociais do Facebook apareçam em sites e mandem a informação sobre o que você está lendo, assistindo ou ouvindo de volta para o Facebook”, explica Kennish.

O desenvolvedor tem um perfil no Facebook, mas não confia nos mecanismos de privacidade da rede social. Em vez disso, ele só posta informações que podem se tornar públicas. Não se esqueça: Facebook não esquece nada, nem a sua navegação e nem mesmo as cutucadas que você um dia levou.

1.000 páginas
A organização Europe versus Facebook (leia entrevista) defende que os usuários tenham acesso aos dados armazenados. Ela foi formada por três europeus estudantes de direito que, depois de estudar nos EUA, se assustaram com a maneira como os dados pessoais são usados pelas empresas por lá. Eles descobriram que o Facebook armazena mais de 50 dados, família, mensagens apagadas, amigos desfeitos e cutucadas. A sede internacional do Facebook fica na Irlanda. Por isso, é regulada pela lei europeia sobre proteção de dados. Ela prevê que o Facebook entregue em no máximo 40 dias um CD com os dados pessoais que coleta. Vários usuários já fizeram o pedido. Os dados estão no site da entidade e os PDFs dos arquivos chegam a mais de mil páginas.

fonte: Estadão (Por Tatiana de Mello Dias)

domingo, 2 de outubro de 2011

Arrecadação cresce e deve levar carga tributária a recorde de 36,5% do PIB

Concentração de ganhos pode explicar crescimento; grupo de dez segmentos, liderado pelo setor financeiro, é responsável por 72% do aumento

IRANY TEREZA / RIO - O Estado de S.Paulo
A carga tributária - relação entre arrecadação de impostos e a produção econômica - deve fechar o ano em 36,5% do Produto Interno Bruto (PIB), calculam os economistas José Roberto Afonso e Marcia Monteiro Matos no estudo "Termômetro Tributário Brasileiro", concluído esta semana. Trata-se de um recorde. Pela mesma base de cálculos, em 2010, quando a economia e a arrecadação cresceram muito, a carga ficou em 35,16% em 2010. Em 2009, havia sido de 34,68% do PIB.

O recorde parece contraditório com o atual momento de esfriamento da economia, quando muitas empresas diminuem a produção, os ganhos e a arrecadação de impostos. E vai na contramão do discurso governamental, de cortar impostos para elevar a competitividade das empresas e reduzir a alta carga de tributos que pesa sobre os consumidores.

A alta da carga tributária pode ser explicada em grande parte por um crescimento excepcional dos ganhos de dez segmentos que respondem, este ano, por 72% do aumento da receita de arrecadação federal de impostos. O grupo inclui comércio atacadista e varejista, fabricação de veículos, construção de edifícios e telecomunicações.

No topo da lista, está o setor financeiro (bancos, seguradoras e entidades de previdência privada), que, sozinho, explicou 27,5% do ganho total de receita. O segundo setor que mais contribuiu, o de extração mineral, chegou a recolher na primeira metade deste ano o dobro do que fez no início do ano passado, mostra o levantamento. Juntos, os dez setores cresceram 26%, contra 8% nos demais segmentos.

"Este desempenho tão díspar da arrecadação federal refletiria uma economia dual: um lado cresce em ritmo chinês, outro cresce em padrão latino tradicional", diz o trabalho. Excetuando-se o grupo dos "dez mais", a grande maioria dos contribuintes teve crescimento de receita em torno de metade da expansão geral.

"O que está puxando a carga tributária em 2011 é a receita federal clássica. Mas não é uma coisa homogênea, igualmente distribuída na economia", diz Afonso, especialista em finanças e economista do BNDES. O "termômetro tributário" foi elaborado com base em estatísticas de arrecadação, até agosto, divulgadas pela Receita, pela Previdência e pelo Confaz, e no acompanhamento do PIB pelo Banco Central.

O resultado se aproxima do que está sendo calculado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que aponta para uma relação entre arrecadação e PIB de 36,04%. "Estamos caminhando para um recorde, sem dúvida", diz Gilberto Luiz do Amaral, coordenador de estudos do IBPT.

Ele lembra que, apesar de o peso das pessoas físicas representar apenas 25% do recolhimento de tributos, é sobre o consumidor que recai o maior ônus da carga tributária. "As empresas são arrecadadoras, mas repassam os custos ao consumidor", comenta.

Marca histórica. O IBPT calcula, para a Associação Comercial de São Paulo, o Impostômetro, acompanhamento diário de quanto o brasileiro paga de impostos. Desde meados do mês passado, o valor ultrapassa a marca histórica de R$ 1 trilhão no ano. O instituto utiliza o mesmo princípio do "termômetro tributário", que considera royalties, juros de mora e dívida ativa como tributos.

A diferença de metodologia entre os cálculos oficiais e medições paralelas provocam disparidades. Afonso ressalta que, mais importante do que a dimensão da carga tributária, é a evolução retratada. E esta caminha de forma bem semelhante, qualquer que seja o procedimento adotado. Fonte: Estadão

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Governador Tarso Genro quer punição a responsáveis por bomba no centro de Porto Alegre

Cúpula da Brigada é cobrada a investigar protesto na Fernando Machado

A bomba colocada na sexta-feira a um quarteirão do Palácio Piratini por manifestantes que protestam por melhores salários para PMs esgotou a paciência do governo estadual, e fez balançar a cúpula da Brigada Militar.

O artefato estava preso a um boné da BM e foi largado junto a um posto da PM na Rua Fernando Machado, nos fundos da sede do governo do Estado.

O objeto, untado com uma emulsão explosiva de nitrato de amônia, poderia explodir se conectado a um detonador. O próprio subcomandante da BM, coronel Altair Cunha, retirou o artefato do local.

O governador Tarso Genro considerou uma afronta pessoal esse ato e, em reuniões internas, usou a expressão “terrorismo” para se referir ao protesto. O chefe do Executivo exigiu providências imediatas a respeito da identidade dos autores.

A segunda-feira foi de muitas reuniões e rumores dentro da BM e desta com membros do governo. O comandante-geral da BM, Sérgio Abreu, no entanto, continua prestigiado pelo governador. Tarso não culpa Sérgio pelos protestos, mas quer resultados das investigações. Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PEC 300 pode ganhar reforço

Capitão da PM paulista pode reforçar luta pela PEC 300 na Câmara dos Deputados

Com as notícias de que o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP) deve assumir um ministério no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), na reforma ministerial que ela deve promover entre os meses de dezembro e janeiro, seu suplente, o Capitão PMRR Augusto Rosa já divulga em sua página no facebook que pode assumir a cadeira. Se isso acontecer, Capitão Augusto vai reforçar a luta em favor da aprovação da PEC 300 na Câmara dos Deputados.

Capitão Augusto postou a seguinte mensagem na tarde de segunda-feira (19/9): “CAROS AMIGOS, CASO O DEPUTADO GABRIEL CHALITA ASSUMA UM MINISTÉRIO, SERÁ COM GRANDE SATISFAÇÃO QUE ESTAREI ASSUMINDO UMA CADEIRA NA CAMARA DOS DEPUTADOS, VISTO QUE ESTOU COMO PRIMEIRO SUPLENTE. ABÇS”.

Chalita foi eleito pelo PSB, mas mudou de partido migrando para o PMDB. Caso sua ida para o governo Dilma se confirme, a vaga de deputado ficará para o primeiro suplente, no caso Capitão Augusto. As informações são do site www.ourinhosnoticias.com.br

Fonte: acspmbmes

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Governo entrega reajuste da BM ao Parlamento e anuncia aumento para a Polícia Civil

Na manhã desta sexta-feira (23), o chefe da Casa Civil do governo do Estado, Carlos Pestana, protocolou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei para o reajuste da Brigada Militar (BM). Recebido pelo presidente do Parlamento, deputado Adão Villaverde (PT), e acompanhado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, e pelo Comandante Geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Abreu, Pestana solicitou que a matéria seja votada em caráter de urgência. O chefe da Casa Civil também anunciou que, nos próximos dias, o governo do Estado protocolará o reajuste para a Polícia Civil.

Segundo Pestana, este reajuste é fruto de inúmeras reuniões e negociações com a Brigada Militar. “A primeira proposta feita à categoria foi o abono. Diante da rejeição, o Estado evoluiu para o reajuste linear. Nesta proposta, os soldados receberam um acréscimo de 23,5%, os sargentos de 18,5%, e os tenentes de 10,5%. Com a aprovação deste PL, saímos da condição de pior salário pago em todo o País aos soldados da Polícia Militar e subimos sete posições. Isso comprova o compromisso do governador Tarso Genro de colocar, durante seus quatro anos de gestão, os salário da BM entre os melhores do Brasil”, afirmou.

Pestana solicitou ao presidente do Parlamento que a Casa entre em acordo com as lideranças de bancadas para que a matéria seja votada em caráter de urgência. “Faremos uma reunião com os líderes de bancada para deixar claro o real interesse do governo do Estado em antecipar esta votação para que o reajuste entre, o quanto antes, na folha de pagamento da BM”, afirmou Villaverde. Carlos Pestana ainda adiantou ao presidente da Assembleia que, nos próximos dias, será protocolado na Casa a proposta de reajuste da Polícia Civil.

Também estiveram presente na reunião o deputado estadual Ronaldo Santini (PTB), o procurador-geral da Assembleia Legislativa, Fernando Ferreira, o superintendente Legislativo, Sérgio Guimarães, e o subchefe da Casa Civil, Cezar Augusto Kolh Martins.
Agência de Notícias-AL

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Brigadianos afrontam Tarso Genro, acuado no Palácio Piratini

Está cada vez mais complicada a situação do governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro, que vem enfrentando a ira dos policiais militares (membros da Brigada Militar), os quais o atacaram duas vezes, dentro do próprio Palácio Piratini, em apenas dez dias. Tarso Genro prometeu demais durante a campanha eleitoral (piso salarial da PEC 300) e agora não sabe o que fazer, perdendo autoridade a cada dia que passa. Praças e cabos, reunidos na Abamf, mais sargentos e tenentes, reunidos na ASSTBM, junto com os oficiais, reunidos na AssOfBM, perceberam que o governo petista tenta dividí-los e avisaram que reagiriam.

A situação nesta quarta-feira era a seguinte: sargentos, subtenentes e tenentes rejeitaram aumentos de 18%, 11% e 10,5%, respectivamente, e que ainda seriam escalonados. E todos resolveram se reunir na noite desta quarta-feira para endurecer discursos e ações contra o governo petista, porque não receberam proposta alguma.

Nesta quinta-feira, soldados e cabos terão assembléia na Abamf para dizer se aceitam aumento salarial de 23,5%. Ao que parece, com grande clareza, o governo do petista Tarso Genro perdeu o controle da tropa. A oferta de 18% para sargentos e 11% para subtenentes e tenentes não agradou em função de que o governo ofereceu aos soldados mais de 20%. O grupo busca um reajuste igual para todos.

Os brigadianos já perceberam que apenas unidos e reagindo com força poderão conduzir o governo a negociações sérias. As três entidades principais (soldados e cabos; sargentos e tenentes; oficiais) resolveram unir o discurso e as ações. Depois de rejeitar as propostas feitas pelo governador Tarso Genro em 15 assembléias realizadas no Interior do Estado, os líderes e militantes da Associação dos Sargentos e Tenentes da Brigada realizou um protesto, na manhã desta quarta-feira, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado, em Porto Alegre.

Os manifestantes foram fardados e promoveram um "apitaço" diante do Palácio Piratini. Na manhã desta quarta-feira, a associação confirmou a decisão das regionais. Os PMs reivindicam um reajuste linear para a categoria. De acordo com o tenente Érico da Rosa, da associação regional de Pelotas, os PMs esperam agora uma nova reunião com os representantes do Executivo estadual.

O presidente da Asstbm, Aparício Santelano, disse que o governador Tarso Genro não vai dividir os brigadianos de nível médio com propostas diferenciadas: “Não vamos aceitar um centavo se não for igual para todo mundo. Não vamos compactuar com desvio de conduta do servidor, mas não podemos conter isso se não houver reajuste digno para policiais de nível médio”.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados (Abamf), Leonel Lucas, participou da reunião. Ao final, disse que as categorias de nível médio não sairão desunidas. “A ex-governadora Yeda Crusius não conseguiu nos desunir em 2009 e não vai ser o governador Tarso Genro que conseguirá”. Lucas vai levar a decisão dos sargentos e sdubtenentes aos filiados da Abamf. Oficiais convocaram plenária para a noite desta quarta-feira no salão da Reitoria da Ufrgs e pediram que todos comparecessem fardados à reunião.

O blog Polícia & Política avisou que Tarso Genro não apenas não cumpriu suas promessas de campanha, mas, além disto, confisca seguidamente a renda dos brigadianos. Leia: "O candidato a governador do PT prometeu, quando na campanha salarial, um tratamento condigno aos policiais e o que fez ao ser eleito? 1 - Aumentou a previdência de 11% para 14%; 2 - Criou comissão para tratar da separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar; 3 - Suspendeu o pagamento da Bolsa Formação; 4 - Aprovou o aumento do prazo pra pagamento dos RPV's (precatórios de pequeno valor). O que falta ainda?" Fonte: videVERSUS

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Câmara aprova projeto que anistia bombeiros

Projeto de lei concede anistia para os bombeiros de cinco estados que participaram de movimentos grevistas por melhoria salarial

A Câmara aprovou na noite de hoje, em votação simbólica, projeto de lei que concede anistia para os bombeiros de cinco estados que participaram de movimentos grevistas por melhoria salarial. A proposta vai agora para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O projeto anistia de infrações previstas no Código Penal Militar e no Código Penal os bombeiros do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, Alagoas e do Sergipe.

O projeto aprovado na Câmara se baseia na Lei 12.191, de 13 de janeiro de 2010, que concedeu anistia aos bombeiros de oito estados (Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará e Santa Catarina) e do Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios. A proposta original aprovada no Senado previa a anistia apenas para os bombeiros do Rio de Janeiro.

Em 4 de junho, 439 bombeiros do Rio foram presos depois de ocuparem o quartel general da corporação, no centro da cidade. "O projeto do Senado era igual ao meu, mas lá foram acrescentados outros estados", explicou o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto aprovado ontem na Câmara.

Mesmo com a anistia aprovada hoje, os bombeiros ainda terão de responder por motim e danos, segundo o Tribunal de Justiça do Rio. O comandante da corporação, Sérgio Simões, que acumula o cargo de secretário estadual da Defesa Civil, já avisou que as punições administrativas também serão aplicadas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

STF na contramão da vida

Justamente na Semana Nacional de Trânsito (18 a 25 de setembro) que este ano destaca o tema “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito: Juntos Podemos Salvar Milhões de Vidas.” avalio que o Supremo Tribunal Federal (STF) “pisou na bola” ao conceder recentemente um habeas corpus em favor de um motorista que - embriagado - teria provocado a morte de uma pessoa num acidente de trânsito.

A Primeira Turma da Suprema Corte desconsiderou que L.M.A tenha praticado homicídio doloso (aquele com intenção de matar e cuja pena é mais pesada). Para a maior parte dos ministros daquela turma, ele praticou o chamado homicídio culposo (sem intenção de matar e com pena mais leve).

O resultado prático disso é que o cidadão será julgado pela Vara Criminal da Comarca de Guariba (SP), e não pelo Tribunal do Júri (competente para julgar os crimes dolosos contra a vida). “O fato de o condutor estar sob o efeito de álcool ou de substância análoga não autoriza o reconhecimento do dolo, nem mesmo o eventual, mas, na verdade, a responsabilização deste se dará a título de culpa”, afirmou a defesa à imprensa.

Eu bem sei que a atividade jurisdicional tem lá suas técnicas. O crime em questão ocorreu em 2002 e, naquela época, quem bebia e depois dirigia podia alegar culpa para receber uma punição menor. Apenas depois da chamada Lei Seca, sancionada em 2008, o motorista bêbado que mata no trânsito tem obrigatoriamente dolo. Ou seja: para a lei, ele queria matar mesmo! Eu também sei que julgar um acusado sob uma lei mais severa publicada depois é contra as técnicas de julgamento civilizadas.

No entanto, também sei que a mais alta estrutura do nosso estimado Poder Judiciário não representa uma “quarta instância” para discutir as chamadas “matérias probatórias”. Quando é de sua lavra, o Supremo analisa prova. Quando não, como é o caso em tela, o Supremo analisa a questão constitucional. E esse foi o entendimento do Ministério Público neste episódio. A peça assinada pelo Subprocurador-Geral da República, Mario José Gisi, pedia aos ministros do STF que deixassem o Tribunal do Júri analisar o caso – conforme decisão das instâncias inferiores.

“Há muito, aliás, é firme a orientação dessa Suprema Corte na vertente de que o ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado para a análise de prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento.”

Neste mesmo sentido, atuou a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso na Turma: “A via sumária e documental do habeas corpus - afora casos teratológicos de erro conspícuo de direito probatório ou de abstração de fato inequívoco - não se presta a substituir por outro o acertamento judicial dos fatos na sentença condenatória das instâncias ordinárias”.

Por conta de minha experiência profissional sei que um motorista bêbado é um perigo extremo para toda a sociedade. Inclusive para ele próprio. Nossa população está mais consciente do risco que representa misturar álcool com direção, mas esse é um processo que precisa ser reafirmado diariamente. Seja por meio de campanhas educativas e por decisões do Estado.

Quando a mais alta corte de Justiça do país muda decisões de outros tribunais (competentes para analisar uma série de provas) e diz que um motorista embriagado não tinha intenção de matar a vítima, vem uma pergunta à minha mente: qual é a mensagem que fica para nosso povo?

Será que realmente estamos garantindo direitos e preservando garantias fundamentais? Ou estamos aumentando uma incômoda sensação de que nosso sistema judiciário permite uma série de manobras?
Num país como o Brasil, onde o trânsito mata mais do que guerras, é razoável dizer para uma família enlutada que quem bebe e dirige, em qualquer época, matou sem intenção?

Eis alguns questionamentos que me faço diante dessa decisão de nossa Suprema Corte. De toda forma, deixo a dica do Denatran focado na Semana Nacional de Trânsito e na Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito, mas que direciono para o STF: pare, pense e mude de atitude!

Por: Capitão Assumção