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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Policial do futuro: botas à prova de balas e computador acoplado à cabeça. E o salário ó!!!

Feira de segurança no Rio apresenta inovações para a área, como primeira arma elétrica nacional e polar para operações de resgate. 
Parece coisa de James Bond, mas não é. Os policiais do futuro próximo terão à disposição botas à prova de balas, computador portátil na cabeça acionado por voz e pistolas elétricas brasileiras.

Um grupo de resgate e retomada poderá ter os movimentos monitorados por uma espécie de polar, que medirá respiração, batimentos cardíacos e mostrará até se o policial caiu no chão, possivelmente vítima de tiro. O treinamento de abordagem e tiro poderá ser virtual, com cada policial treinando sozinho em um software interativo e com tiro ao alvo a laser. Até o confronto real pode ser treinado, com as armas adaptadas a laser e coletes com sensores.

Muitos desses aparatos já existem mundo afora, mas ainda não são usados maciçamente no Brasil. Outros são novidades, como as botas balísticas ou os computadores de cabeça. Equipamentos do gênero, exclusivos ou não da área de segurança ou de Defesa, foram apresentados por fornecedores na Interseg, feira de segurança no Riocentro.
Tiros de pistola não furam bota balística, pioneira mundial
A partir do ano que vem, policiais brasileiros poderão usar além de coletes, botas à prova de balas. A paranaense Guartelá concluiu os testes de campo da “Shell” e espera a aprovação do Exército para começar a comercializar as botas, que resistem a tiros de pistola calibre .40, .380 e revólveres .38. O material que reveste o modelo é o kevlar, semelhante ao de coletes.

“Uma das dificuldades dos policiais que atuam em operações é que têm as partes vitais protegidas, mas expõem o pé. Se atingidos por um disparo, perdem uma essencial articulação do corpo, o tornozelo, e têm de sair de combate, comprometendo a equipe e um resgate”, explica Luiz Fernando Malta, sócio da empresa de 130 funcionários e 80 mil pares por ano.

É a primeira do gênero no mundo e levou cerca de dois anos, entre concepção original e testes. Existe uma bota de Cingapura resistente a explosões de minas terrestres, mas nenhuma à prova de balas. A Shell tem proteção balística nas laterais, de pouco antes do bico – para não perder a área de flexão – até a articulação dos tornozelos. A sola é feita de material anti-perfuro, que impede a entrada de objetos pontiagudos. Uma vez aprovado pelo Exército, o modelo deve custar entre R$ 500 e R$ 600 no mercado.

Especializada em “botas táticas de alta performance”, a Guartelá também lançou na Interseg modelo especial para pilotos de helicóptero e profissionais de resgate em aeronaves, com couro anti-chamas e reforço no tornozelo, a “High Fly Fire. “Os pilotos se preocupavam com o macacão anti-chamas, mas se esqueciam dos pés. A tripulação precisa fazer socorros e saltos de 2 metros ou 3 metros de altura. Muitas vezes se machucam ao cair, torcendo o tornozelo”, explica Luiz Fernando. A Guartelá conta ainda com calçados especiais para bombeiros, com solado resistente a 1200ºC, couro anti-chamas e impermeável.
Computador portátil usado na cabeça

A Motorola está lançando um computador portátil de cabeça com tela, para o profissional de segurança – ou de outras áreas que não possa ficar com as mãos ocupadas. O head-mounted computer é um equipamento pequeno e leve, que parece um fone de ouvido de operadores de telemarketing acrescentado de um óculo, que contém o computador, que fica atrás da cabeça. Os comandos são dados por voz, e as telas – semelhantes às de um iPhone – vão mudando de acordo com a ordem.

“A tela pode parecer pequena, mas a imagem da tela é curvada, com lente de aumento e dá a sensação de ser uma tela de 15 polegadas”, explica o engenheiro Carlos Augusto Levy.

Pela tela, é possível a um operador de trânsito ver câmeras da companhia de tráfego para saber como está o movimento de veículos. Basta dizer o número da câmera, que o vídeo se abre. Isso vale também para documentos e fotos.

O computador aceita pendrive e pode receber informação via Bluetooth e internet sem fio, via banda larga, e a bateria, semelhante à de telefones celulares, dura de 4h a 5h. “Dá mobilidade, agilidade na tomada de decisões, com maior qualidade”, disse Levy, que desenvolveu no Brasil o aplicativo de vídeo – os aplicativos podem ser desenvolvidos de acordo com a demanda do cliente.
Polar para operações especiais

Outro produto da Motorola se assemelha a um polar usado por corredores sob a camisa. O aparelho envia os sinais vitais da pessoa, como respiração, batimentos cardíacos, mostra a posição do corpo – se em pé ou deitada, por exemplo.

Em uma operação policial de resgate de reféns, por exemplo, o comandante pode saber se o seu policial foi baleado em um ambiente fechado, vendo na tela do computador uma seta deitada. A tela de computador do comando pode ter os dados de toda a equipe monitorada.

“Ao perceber a queda de um agente, é possível disparar a ambulância e socorro”, disse o presidente da Motorola Solutions no Brasil, Eduardo Stefano.

Os sinais são emitidos por um Bluetooth acoplado ao radiotransmissor, ligado por fio a um “modem” colocado no colete do policial. Se acontece algo diferente do normal, a cor muda do verde para o vermelho. Os equipamentos se comunicam entre si, mas para mandar mensagens para um computador distante, é preciso ter disponível uma rede wireless local.
Arma elétrica tem mira a laser e memória com hora dos disparos

A Condor, empresa de tecnologias não-letais, está lançando a Spark, primeira arma elétrica brasileira, que só depende agora da aprovação do Exército. O “dispositivo elétrico incapacitante” é o terceiro do gênero no mundo – as outras são a mais “Taser” e a Karbon, da Karbon Arms.

“Nossa arma usa menos energia no indivíduo, preservando o risco de fibrilação. A intensidade do choque e a amperagem são menores do que as da concorrência, o que reduz o risco de letalidade”, afirmou Vilson Tolfo, diretor da Condor.

A arma elétrica pode ser disparada a uma distância entre 4 metros e 8 metros, com mira a laser. São lançados dois dardos, presos à arma por um fio condutor da corrente, que causa o choque. A Spark conta ainda com um dispositivo de memória digital interna, com a hora e data dos disparos.

A Cientistas investe na “inteligência artificial” para treinar policiais e vigilantes em abordagens com respeito a direitos humanos. A empresa desenvolveu um software interativo que permite o treinamento e prática de comandos e uso progressivo da força entre alunos e suspeitos virtuais. É um sistema portátil com cenários 3D que pode ser instalado em uma área pequena, de ao menos 3 metros x 3 metros.

“Não precisamos de Rambos, mas de policiais que saibam verbalizar ordens e respeitem os direitos humanos”, disse Paulo Guerra, gerente de negócios da Cientistas.

Fonte: Último Segundo

sábado, 23 de julho de 2011

Polícia usa tecnologia para combater o crime

A tecnologia é cada dia mais presente no cotidiano das Polícias Civil e Militar no Brasil. A mais nova aquisição dos órgãos de segurança paulista são óculos vindos de Israel que possuem uma minicâmera acoplada. Ele filma as pessoas durante eventos e envia informações em tempo real para uma base de dados que responde com os dados criminais da pessoa identificada.

Outros equipamentos permitem, além da identificação de criminosos, cruzar dados entre unidades policiais e interceptar ligações telefônicas feitas de aparelhos públicos. Veja em detalhes como funcionam os óculos e conheça outros recursos usados pelas polícias no combate ao crime.

Óculos da PM - A Polícia Militar de São Paulo deve incorporar ao dia-a-dia de trabalho óculos de alto poder tecnológico. Importados de Israel no começo do ano, onde auxiliam agentes no controle de fronteiras, os óculos possuem uma minicâmera acoplada, que filma o público e envia as informações em tempo real para um HD (Hard Disk) onde está gravado o banco de dados da PM. Desta forma, o equipamento identifica e avisa o policial sobre suspeitos, pessoas desaparecidas e até veículos com irregularidades. A tecnologia promete mudar a abordagem e revolucionar o trabalho da PM. Os óculos ainda estão em fase de teste no Brasil.


Alpha - Sistema criado para possibilitar a identificação de pessoas com a utilização do método de confronto de impressões digitais, colhidas em qualquer unidade policial, com aquelas arquivadas na base de dados do sistema.

Guardião - Sistema de interceptação telefônica autorizada, interligado à rede de telefonia pública, que é acessada por via digital para o Serviço Técnico de Monitoramento Legal de Telecomunicações.

Phoenix - Sistema para reconhecimento de criminosos, que integra os dados do RDO com bancos de dados de fotos, identidade, impressão digital, voz e outras características físicas, como as tatuagens. O sistema, que utiliza tecnologia de ponta, permite a construção de retratos falados simultaneamente ao registro do boletim de ocorrência.

Ômega - Dá suporte às investigações. Suas principais funções são agilizar o trabalho de pesquisa a partir da reunião de informações e fazer a identificação automática de relações entre pessoas, veículos, armas e endereços. Está disponível para todos os policiais civis onde há links de intranet.

Rádio Digital – Implantado em 2003, é um meio de comunicação via rádio digital que permite a intercomunicação das polícias Militar, Civil e da Superintendência da Polícia Técnico-Científica e visa realizar operações conjuntas. Toda conversa via rádio digital é criptografada e, portanto, não pode ser interceptada. Além da voz, a via digital permite o fluxo de imagens e dados. Somente em 2008, o investimento no projeto foi de R$ 21 milhões.

Sala de Situação - A Sala de Situação é um ambiente onde a Polícia Civil coordena operações integradas no Estado de São Paulo, com atualização de dados em tempo real. Todas as unidades policiais do Estado têm condições de interagir com a Sala de Situação. Em ambientes climatizados, o espaço possui equipamentos para videoconferências, computadores com links de alta velocidade e ramais Voip, que permitem a obtenção de dados como perfis de criminosos. O sistema de comunicação nacionalmente integrado aumenta a capacidade de investigação e dá sequência à obtenção de informações essenciais para o combate ao crime.

Registro Digital de Ocorrências (RDO) - Foi desenvolvido para informatizar o registro dos boletins de ocorrências (BOs) e termos circunstanciados. Via intranet, as unidades policiais padronizam suas rotinas e armazenam os boletins em um banco de dados, de modo que eles sejam consultados no Infocrim.

Infocrim - Com o Infocrim, a polícia cria roteiros para patrulhamento das áreas de maior criminalidade, despachando viaturas e designando policiais para o local das ocorrências. O Infocrim cruza dados dos boletins de ocorrência para a elaboração do mapa da criminalidade.

Viaturas mais equipadas - Algumas viaturas funcionam como uma espécie de central de inteligência e para isso estão equipadas com palmtops (veículos pequenos) ou notebooks, além de rádios digitais. Assim, no local da ocorrência o policial pode, por exemplo, pesquisar um veículo, uma arma ou uma pessoa que está sendo abordada. É possível também iniciar o registro da ocorrência, sem usar a voz, pelo sistema de radiocomunicação digital.

Lanternas forenses - São três tipos de lanterna que possibilitam o rastreamento de grandes áreas e permitem a visualização de provas impossíveis de detectar a olho nu. Esse equipamento representa um investimento de US$ 15 mil.

Cromatógrafo líquido de alto desempenho - Separa os componentes de uma mistura. A partir dele é possível fazer análises de entorpecentes e identificar medicamentos. Custa ao Estado cerca de R$ 1 milhão.

Tecnologia inédita - A Polícia Militar do Estado de São Paulo assinou no dia 26 de abril um protocolo de intenções com uma empresa de tecnologia para instalar a rede de transmissão de dados conhecida como 4G, tecnologia inédita na América Latina. O grande diferencial está na velocidade de comunicação e transmissão de dados entre o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e os policiais na rua.

As informações podem ser transmitidas imediatamente aos homens mais próximos de ocorrência e a comunicação pode ser feita até por meio de videoconferência. Será possível enviar vídeos, áudios e dados em geral em segundos.

As viaturas que receberem a tecnologia também poderão acessar os sistemas inteligentes da PM, como o Fotocrim e o Copom Online, diretamente do computador de bordo do veículo. Será feito um teste de 90 dias e, se aprovada, a tecnologia será implantada em todo efetivo da PM.

Fonte: IG
reprodução: Blog do Capitão Assumção