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sábado, 5 de março de 2011

Show particular

O forte aparato de segurança que será destinado pelo Estado ao ex-governador Paulo Hartung, tão logo ele volte do exterior, repetirá o espetáculo já criado em torno do deputado estadual e ex-secretário de Segurança Rodney Miranda (DEM) e do juiz Carlos Eduardo Lemos, todas as vezes que eles chegam a algum lugar ou passam pelas ruas cercados de muitos policiais e carros blindados. E que, até hoje, os moradores da Grande Vitória não se acostumaram e nem convivem bem com tamanho exibicionismo. 

A proteção a Hartung, que sempre foi discreta, ganhará o mesmo contexto de show, que espanta todo mundo. A segurança de Rodney e do juiz Carlos Eduardo, feita por praticamente um batalhão, onde para, entra nos locais e faz uma verdadeira inspeção, para somente depois liberar o acesso dos protegidos. No Estado, nunca se viu nada parecido. Todo esse cenário, sem dúvidas, é pompa para eles, super cidadãos. Saem como os combatentes da história, os verdadeiros rambos da sociedade capixaba. À custa do dinheiro público.

Abordagem policial

Os cenários atuais, principalmente da área da Segurança Pública, convidam a sociedade brasileira para reflexão, sobretudo diante a constatação de que algumas profissões conduzem ainda a sociedade a visões preconceituosas, mormente quanto às ações das forças de segurança (policial). Sabe-se, por exemplo, que uma abordagem embora primordial no combate à violência e à criminalidade, isto, ratificado pelos resultados e históricos positivos, ainda assim, faz surgir repúdia por parte da sociedade.

A profissão do policial militar, não pode ser lembrada e consequentemente, sofrer críticas generalizadas por ações isoladas de policial que tenha acarretado perdas por seus atos. A Polícia Militar tem validada a preocupação com a vida e a liberdade de todos aqueles que vivem em sociedade. No exercício da função capital de polícia ostensiva, deve resguardar a ordem pública, sem, contudo, desvencilhar da valorização dos direitos constitucionais dos cidadãos, sem os quais nenhum Estado conseguiria o seu pleno adiantamento. 

Precisa-se sempre aprimorar a prática para manter a população mais segura, defendida e protegida e isso é constantemente exercido na sua plenitude. Os policiais que por sua vez, comentem excessos e, deste modo, trabalhem fora dos preceitos legais estabelecidos, não ficam impunes, podem ter a plena certeza de que são punidos com a severidade da lei que o caso requeira.

Por isso, além de cooperar com a abordagem, o cidadão deve-se sentir seguro e protegido e, necessariamente não precisa empreender fuga em efetivação de abordagens. Uma abordagem, que por sua vez não alcança o êxito esperado e ainda, causa insatisfação social, nem por isso, deve se colocar em dúvidas as fidúcias e objetivos das abordagens que são sempre voltadas para a segurança de locais e pessoas. Portanto - contrário do que pensam muitas vezes às críticas, elas são sim bem - vindas e fazem com que medidas reparadoras sejam tomadas como disposições em prol da melhora na combativa dos atos violentos e principalmente formas mais eficientes de abordagens.

O processo resolutivo da abordagem, suas particularidades, decorrências e principalmente sua eficiência, está ratificada na ação policial a que estão submetidos à sociedade. São incomparáveis, igualmente, os benefícios que suas ações proporcionam a população.

Neste contexto, e na certeza de que as abordagens são necessárias ao sucesso das ações policiais e na redução dos crimes, os órgãos de defesa do Estado contam com toda a sociedade para atender as demandas de ordenações sociais, que se mostrarão cada vez mais providenciais. Criticar, cobrar é direito da sociedade, mas colaborar é fundamental e promove a segurança pessoal, dos pontos habitados e trafegados.

Diógenes Pereira da Silva
É graduado - Curso de Segurança Pública e Privada - pelo Centro Universitário do Triângulo. PÓS - Graduado em Administração Pública Gestão de Pessoas no Setor Público.
Diogenespsilva2006@hotmail.com
Fonte: jornaldeuberaba